15 de julho de 2016

5 séries para você assistir nas férias

Oi, pessoal! Todo mundo de férias? Eu não.

Convidei os migos do falecido Floodadores para indicar séries e encher a grade de vocês com coisa boa. Bora conferir?



Crazy Ex-Girlfriend
Indicação: Kelvin Bastos

Com um título propositalmente irônico e com uma proposta de desconstruir o gênero da comédia-romântica, Crazy Ex-Girlfriend é uma das poquíssimas séries descaradamente feministas que, resumidamente, conta a história de uma mulher de verdade lutando para encontrar um pouco de cor em um mundo preto e branco. Criada e atuada por Rachel Bloom, rendendo-lhe o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical, e com co-criação de Aline Brosh McKenna ("O Diabo Veste Prada", "Nós Compramos um Zoológico"), CEG é uma dramédia musical em que aborda assuntos delicados com a leveza e sutileza despretenciosa e incrivelmente certeira. Sendo um dos programas mais diversificados da TV americana, CEG aborda assuntos que variam de sexualidade e saúde mental a auto-aversão e depressão, utilizando temas supostamente rasos de plano de fundo, como acampamentos de verão e bus-party, a série usa críticas pontuais com hilárias canções, como The Sexy Getting Ready Song, e excelentes paródias à indústria fonográfica. Possuindo uma protagonista profunda e cheia de nuances, você vai acabar se identificando com ela e se apaixonando com a proposta da série, se rendendo ao poder de Bloom em seu primeiro trabalho para TV.



Wynonna Earp
Indicação: Camila Lacerda

Numa entrevista recente, a escritora/criadora descreve Wynonna Earp como "Uma série esquizita de caçadoras de demonios cowboy feministas". Não sei se dá pra superar essa descrição. Wynonna é descendente de Wyatt Earp, e por ser sua herdeira, é a única pessoa capaz de mandar os demônios que assombram Purgatório (sim, esse é o nome da cidade) de volta para o inferno. Apesar de se auto-declarar um "lobo solitário", Wynonna não está sozinha. Ela conta com a ajuda de um agente de uma organizaçao misteriosa que investiga o paranormal, um cowboy imortal com um bigodão sensacional e sua querida e fofa irmã, Waverly, que está cansada de viver sempre na sombra dos erros de Wynonna. A série acabou sua primeira temporada, mas é muito promissora. A mistura da seriedade sobrenatural com a tridimensionalidade e humor dos personagens me lembra muito de Buffy e a série me passa muito a vibe de Lost Girl e Sleepy Hollow em seus bons dias. Tem ótimas quotes. Retrata de maneira adorável a relação de amor entre as irmãs. E pra todo mundo que está orfão de representatividade, Wynonna Earp já demonstra indiicios que tá ai pra preencher esse buraco nos nossos coraçõezinhos. Não só por ter uma protagonista feminina maravilhosa ou um ator negro com uns dos papeis principais mas por (até agora) estarem lidando muito bem com o romance que está florecendo entre as duas moças ali. #WayHaught



Nikita
Indicação: Roberta Valentim

Diferente da pegada Teen/Sobrenatutal que a CW tinha na época, Nikita veio cheia de ação, com uma trama, elenco e personagens bem mais maduros do que era de praxe no canal. Ela explorava o mundo da espionagem, com conspirações politicas e econômicas a nível mundial, vista do ponto de vista dos agentes responsáveis por esses eventos. A atriz Maggie Q fica a cargo de interpretar a nossa heroína que depois de crescer no sistema de adoção, se envolver com drogas e ver a sua vida sem futuro algum, é resgatada e treinada por uma agência chamada "Division". Mas até que ponto a gratidão pela vida nova, a impede de discordar das missões a ela designadas? E uma vez que ela se rebela contra eles, uma guerra começa para derruba-los e nada melhor do que fazer isso de dentro pra fora. ;)
Além de Nikita, a série conta com outros ótimos personagens, como Michael, ex-tutor/lover de Nikita nos tempos de agência, Alex, sua pupila e principal arma para executar seu plano, Birkhoff, the IT guy da Division, Ex-hacker e provavelmente meu nerd favorito nesse mundo, e os mestres da manipulação and really bad guys Percy e Amanda.
Com tramas inteligentes, bons personagens e ótimas cenas de ação, Nikita é pra mim, umas das series mais underrated da TV americana. Com apenas 3 temporadas + 6 episódios, ela é super dinâmica e eu garanto um final super satisfatório :)
Ta esperando o quê pra dar uma chance pra essa belezinha?


iZombie
Indicação: Euzinha (Ananda)

Baseada na HQ (da DC) homônima, iZombie traz Olivia Moore (Rose McIver) no papel principal. Depois de ir a uma festa onde ocorreu um ataque zumbi muito louco, Liv é transformada e muda drasticamente sua vida. Ela passa então a trabalhar como médica legista numa delegacia, junto com o Dr. Ravi Chakrabarti, para que ela possa ter acesso aos cérebros. A série foge do clichê "zumbi mal, comilança de cérebros, apocalipse", pois Liv ainda preserva sua humanidade e o tom de humor faz toda a diferença. É óbvio que vemos cérebros sendo devorados, inclusive Liv poderia participar da edição zumbi de um Masterchef porque os pratos que ela faz estão de parabéns.
No formato procedural, em cada episódio Liv ajuda (de uma forma bem peculiar) a solucionar os casos junto com o detetive Clive Babineaux. O seriado ainda conta com uma carga emocional bem forte, algo característico das produções da CW, e tem uma vibe meio super herói que tá na moda. Com duas temporadas (e uma terceira vindo por aí), a série vai te pegar de jeito desde o primeiro momento e você não vai conseguir tirar a música de abertura da cabeça. Vale a pena investir.


The Fosters
Indicação: Kelvin Bastos

Mesmo sendo produzido por Jennifer Lopez, o drama familiar The Fosters consegue misturar seus elementos e criar uma história cativante e emocionante. A série foge dos padrões heteronormativos logo ao mostrar uma família formada por um casal queer com cinco filhos (um de um relacionamento anterior de uma das mães, um casal de gêmeos legalmente adotados e um casal de irmãos acolhidos pelo casal através do sistema de "foster care" [acolhimento familiar] americano). Do relacionamento homoafetivo a aceitação de gênero, The Fosters em nenhum momento tem medo de trabalhar tabus e explora, principalmente, as questões utilizando seu extremamente competente elenco adolescente. Embora é quase certo que você vai criar antipatia pelo Brandon, o filho mais velho, o seu amor por Jude, o carisma de Mariana (que tem uma jornada de crescimento bem bacana) e as relações familiares vão fazê-lo esquecer desse empecilho. Como diz Lena Foster em um dos diálogos mais emblemáticos da série, "DNA doesn't make family, love does" ["DNA não faz uma família, o amor sim"], e você também vai se sentir acolhido e parte dos Fosters.


É isso, pessoal! Boa maratona. Contem nos comentários se já assistiram alguma dessas séries (também aceito recomendações).

13 de julho de 2016

[Resenha] A Geografia de Nós Dois - Jennifer E. Smith

Autor(a): Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501106223
Páginas: 272
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.

Esse é o terceiro livro que leio da autora. O meu primeiro contato não foi positivo, mas depois peguei gosto pela escrita dessa e esse se tornou meu favorito.

Narrado em terceira pessoa, o livro apresenta dois personagens com pouca (ou quase nenhuma) probabilidade estatística do amor à primeira vista de se encontrarem. E isso não aconteceria mesmo, não fosse o acaso (ou seria destino?) de Nova York apagar completamente com os dois no elevador. Passado o desconforto inicial, tirando o calor infernal, quando se veem livres, ambos não querem que a interação acabe ali. E o que acontece depois só lendo que vocês vão descobrir.

Todos os personagens de Smith fogem ao clichê dos presentes nos livros do gênero. De todos que tive contato, Lucy foi com a qual mais me identifiquei. Com pouca habilidade social, mas irreverente, centrada nos livros, ela me conquistou logo de cara. Owen, por outro lado, demorou a ganhar minha simpatia. Seu jeito muito caladão, por vezes meio sem graça, não despertou minha afeição, porém conforme avancei na leitura consegui ganhar um pouquinho de estima por ele.

O livro é bem reflexivo, principalmente nas questões do coração. A pergunta da sinopse de "onde mora o amor?" me fez pensar muito. Fica aquela coisa de amar e não estar no mesmo lugar, não estar junto, porém continuar amando a pessoa. Ou não, né. Porque isso varia entre todo mundo, e é nisso que a autora se baseia na sua trama,

Muitos podem considerar a comunicação entre os dois arcaica, afinal, na era da tecnologia, quem pensaria em usar cartões postais para conversar? Mas é óbvio que eles fogem ao "comum" e foi por isso que me encantei tanto pela história. O que mais gostei foi a divisão dos livros em partes, cada uma faz um sentido imenso para o momento em que eles estão vivendo.

A leitura fluiu muito fácil e eu terminei a história com um sorriso e uma sensação gostosa de saber que não acaba ali, mas que não tem a necessidade de um segundo livro. Jennifer mostrou que não é preciso um livro cheio de dramas e reviravoltas para escrever um belo YA. Com frases leves, divertidas e tiradas muito boas, a autora criou um enredo delicioso de acompanhar. Indico A Geografia de Nós Dois para todos, sem restrições de idade, pois é um livro que merece muito ser compartilhado.

11 de julho de 2016

[Resenha] Os Bons Segredos - Sarah Dessen

Autor(a): Sarah Dessen
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765763
Páginas: 408
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Há segredos muito bons para serem guardados — e livros muito bons para serem esquecidos. Sydney sempre viveu à sombra do irmão mais velho, o queridinho da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paraplégico, e vai parar na prisão. Sem a referência do irmão, a garota muda de escola e passa a questionar seu papel dentro da família e no mundo. Então ela conhece os Chatham. Inserida no círculo caótico e acolhedor dessa família, Sydney pela primeira vez encontra pessoas que finalmente parecem enxergá-la de verdade. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, Os bons segredos conta a história de uma garota que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho. 

Começo essa resenha agradecendo imensamente ao Marcos Tavares, do Capa & Título, por ter me indicado para receber a cortesia. Nunca tinha lido nada da autora, mas sempre ouvi comentários muito positivos, principalmente sobre Os Bons Segredos, então minha ansiedade estava a mil com este livro. E não me decepcionei em nenhum momento. Demorei um bocado para engrenar na leitura, porque de início achei que foram muitas informações desconexas. Somente quando consegui juntar as peças iniciais que a leitura fluiu.

Sydney sempre se achou invisível, afinal vivia à sombra do irmão mais velho, mais incrível, mais bonito, mais charmoso, etc. Acho que vocês pegaram a ideia, né? E ela continuaria nesse lugar comum, não fosse Peyton (o irmão mais velho) ter começado a abusar das drogas, bebidas e ter causado um acidente, que deixou um jovem paraplégico.

O livro gira em torno da família tentando se ajustar a nova realidade, assim como em Sydney procurando por uma mudança. Saiu do seu antigo colégio e foi para uma escola pública. Muitos julgaram que foi uma mudança brusca, mas é compreensível essa necessidade dela em fugir do que já era conhecido. Um dos melhores pontos trabalhados pela autora é a sensação de culpa que Sydney carrega, como se os problemas causados por Peyton fossem motivados por ela. Existe também a raiva, e toda a carga emocional que um adolescente enfrenta e eu acredito que Dessen conseguiu explorar muito bem esse cenário.

Eu havia ficado um pouco confusa sobre a escolha do título, mas ao fim da leitura pude compreender o quão bem ele se encaixa na história. É fato que todos tem segredos. Na narrativa, depois de algumas reflexões, a protagonista os divide entre maus e bons. Existem aqueles que te envergonham, que você nunca, jamais, quer que sejam expostos. Esses seriam os "maus". Por outro lado, existem aqueles que você quer guardar para si, para que não sejam "estragados" pela realidade, porque enquanto estiverem escondidos, ninguém poderá deturpar.

Eu também gostei muito de como foram explorados os personagens secundários. Impossível não se encantar pela personalidade forte de Layla e não querer se incluir no novo grupo de amigos. Cada personagem foi muito bem construído e se apresentou de forma muito crível. Todos os meus sinais vermelhos apitavam quando Ames aparecia.

Os Bons Segredos entrou para a minha lista de YA's favoritos. Foi muito bom ver o crescimento de Sydney durante a leitura e suas descobertas. Entendi o real motivo da autora ser tão aclamada pela crítica e é super merecido.

4 de julho de 2016

[Resenha] Confusões de Um Garoto - Patrícia Barboza

Autor(a): Patrícia Barboza
Editora: Verus
ISBN: 9788576865094
Páginas: 168
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Conheça Zeca nesta divertida história sobre as confusões de um adolescente.
Após as férias de verão, Zeca se olhou no espelho e não reconheceu o garoto ali refletido. Ele tinha crescido e mudado muito. Parecia outra pessoa! Estava mais alto, com a voz mais grave, e o que mais causava espanto: seu repentino sucesso com as garotas!
Então veio uma descoberta bastante confusa: ser adolescente não é nada fácil. Não é mais criança, mas também não é adulto ainda. E ali, no meio do caminho, um bocado de coisas novas (e bem estranhas!) passaram a acontecer. Além de lidar com a nova aparência e a popularidade, algumas perguntas começaram a provocar confusões na cabeça de Zeca...
Por que suas irmãs gêmeas viviam se arrumando, tirando selfies e falavam sem parar? Por que certas coisas que antes eram tão legais não tinham mais a mesma graça? Por que o perfume que a Júlia deixou no rosto de Zeca mexeu tanto com ele?
E a principal questão: Por que ele não consegue parar de pensar nela?
Nesta história divertida, você vai acompanhar Zeca enquanto ele navega pelos altos e baixos que surgem com a adolescência e descobre que, seja como for, o importante é ter ao lado as pessoas que amamos.

Conheci a escrita da Patrícia por meio das MAIS e logo de cara me encantei com o jeito que ela narra suas histórias. E não foi diferente com este livro.

Narrado em primeira pessoa por Zeca a trama traz tudo o que uma história teen precisa: drama, romance, confusões (muitas) e reflexões. É impossível não se recordar dos tempos de adolescência quando se lê os enredos da Patrícia. Eu praticamente devorei o livro assim que ele chegou na minha casa. E não consegui largar até chegar ao último ponto final.

A facilidade com que a autora conta a história fez com que a leitura fluísse muito rápido e de uma forma delicinha, que você quer ao mesmo tempo ler tudo de uma vez e não quer terminar. Paradoxal, não é? Mas foi assim que me senti.

Por ser voltado ao público mais jovem, a carga emocional do livro não é enoooorme, mas não pense que por conta disso ele é ruim. Muito pelo contrário, acredito que ele é ideal para quem está passando pela fase da adolescência e vive cheio de caraminholas na cabeça.


Mais uma vez que um livro da autora me pegou de jeito. E é incrível ver a mudança e amadurecimento na escrita dela desde o primeiro contato que tive. Eu particularmente considero muito difícil escrever sob o ponto de vista de outra pessoa, ainda mais de outro gênero, então a Patrícia merece não só Palmas como o Tocantins inteiro.

Confusões de Um Garoto é um livro para todas as idades e gêneros, de leitura rápida e gostosa para uma tarde. Eu gostei muito dos detalhes do livro, como as ilustrações nos capítulos e a forma como foram colocadas as mensagens trocadas. Muito amor por essa história que recomendo demais. ♥

1 de julho de 2016

20 motivos para assistir Gilmore Girls

FINALMENTE ESTE DIA TÃO ESPERADO CHEGOU!

Sim, estou falando do meu aniversário. \o/\o/

Mentira, é de Gilmore Girls na Netflix Brasil mesmo, minha gente. (Obrigada pelo presente, Netflix).

O Matheus Braga veio me perguntar porquê deveria assistir, dai eu resolvi transformar em post, porque em tempos de crise tudo é pauta.

E se você viu a série, faça o favor de ver de novo. E se você, caro leitor, não viu, aqui vão 20 motivos para você se jogar nessa delícia. Por favor, nunca te pedi nada.

ATENÇÃO: Este post contém surtos. Muitos surtos. Em caps. Sorry, not sorry.

1 - Porque acompanhar o crescimento da Rory é maravilhoso.




A gente vê a Rory entrar no Ensino Médio, vê ela se apaixonando pela primeira vez, sofre com os términos, chora no discurso de formatura, chora com a entrada na faculdade. Não vive só de choro, mas cês entenderam.

2 - Porque a relação da Lorelai com a Rory é muito mais que mãe e filha.




Por ter sido mãe adolescente, Lorelai tem toda a vibe jovem e, mesmo tendo brigas (algumas bem séries), o relacionamento das duas é de total companheirismo e amizade. Elas estão sempre lá para apoiar uma a outra e isso é simplesmente incrível.

3 - Porque se você não shippar Javajunkie sai daqui não quero nunca mais falar com você.




Ship entra, ship sai, mas apenas um permance. Javajunkie é o shipname dado a Lorelai e Luke. E AI MEU DEUS ELE SÃO TÃO FOFINHOS. Sério.

4 - Por causa do Kirk.


Uma cidade pequena sempre tem uma pessoa estranha. Em Stars Hollow é o Kirk. Ele tem não sei quantos trabalhos e protagoniza cenas excelentes.

5 - Muitas cenas fofinhas, muito choro




Libera o drama, solta o choro, arranja uns lenços que cê vai precisar. Nem só de flores e felicidades vive a série, mas é isso que a torna tão real.

6 - Não é série de mulherzinha.

Existe uma gama enorme de personagens femininas, existe carga emocional, mas não é uma série voltada para o público feminino. É pra todo mundo, pra todos os gostos, é universal.

7 - A Paris é maravilhosa.




Sabe aquela personagem que cê ama odiar, ou que odeia amar? É a Paris. Louca, às vezes, mas muito leal. Ela é a competitividade em pessoa e mesmo assim consegue abrir espaço para Rory na sua vida.

8 - A Sookie também.




Aquela cozinheira que todo mundo quer ser. Aquela amiga/sócia/companheira que todo mundo quer ter. Desastrada, amorosa, fofa, tudibão essa molier.

9 - Porque os jantares de sexta-feira produzem cenas excelentes.




Lorelai não se dá bem com os pais, eles tentam mudar isso com a proposta dos jantares nas sextas em troca de pagar a escola da Rory. E as discussões, os drinks, tudo isso produzem uma coletânea de momentos únicos e bem família.





10 - Porque tem bastante livro referenciado pela Rory.


Ela é muito bookaholic, tanto que foi criado um projeto de leitura que visa ler todos os livros que ela citou durante a série. Então, se você ama ler, você vai amar a Rory, não tem jeito.

11 - Porque a abertura é linda e a música fica na cabeça.

Apenas ouça:

12 - Porque você vai ver um, dois, três episódios e não vai cansar.

Não estou mentindo, durante a minha maratona só me dei conta de ter virado a noite quando amanheceu.

13 - Segura esse feminismo aí, queridans.


A girl power rola solta na série. Lorelai não abaixa a cabeça para ninguém e corre atrás dos seus objetivos. Paris deixa bem claro que ela, e somente ela, é capaz de definir seu futuro. Até mesmo Emily representa o feminismo quando faz questão de mostrar que não vive à sombra do marido.

14 - Porque você vai querer morar em Stars Hollows.


Casinhas com cerquinhas brancas, pracinha com coreto, poder andar de madrugada na rua. ♥


15 - Por causa das reuniões da cidade que parecem aquelas reuniões de prédio com o sindico dando esporro e saindo briga.


No caso o síndico é o Taylor. E ele é engraçadérrimo quando tenta conter as revoluções da cidade. E os comentários entre mãe e filha, às vezes junto com Luke, são bem mais hilários.

16 - Por causa da amizade entre a Rory e a Lane. ♥



Amigas para sempre lá lá iá láiá láiá. É delicioso acompanhar o amadurecimento do laço entre elas, sem contar que todo mundo que tem uma amiga de infância vai se sentir representado quando as duas aprontam,

17 - Por causa dos diálogos entre a Lorelai e a Rory.

Elas falam rápido, tipo, muito rápido. E mesmo assim não é difícil de acompanhar, aliás, é o que dá mais ênfase ao relacionamento maravilhoso que as duas tem.

18 - Porque a trilha sonora é amor.

E por trilha sonora entendam que: até os sons entres as cenas são apaixonantes. A série tem toda a característica musical marcante e isso é muito bem explorado.

19 - O Paradoxo Lorelai - VAI TER QUE VER A SÉRIE PRA ENTENDER SIM. HÁ!

20 - PORQUE VAI FINALMENTE TER UM REVIVAL.

No final do ano passado foi anunciado que a série iria voltar para mais quatro episódios. A internet surtou, eu surtei em dobro. E no final desse ano Gilmore Girls retorna pela Netflix, então o que cê tá esperando pra ir maratonar, hein?

30 de junho de 2016

[Resenha] Louca Por Você - Fernanda Belém

Autor(a): Fernanda Belém
ISBN: B00G197SZ4
Páginas: 340 
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: O que acontece quando um reencontro desperta um sentimento que você acreditava já ter esquecido? Renata achava que precisava apenas de um pouco de agito no namoro com Rodrigo. A rotina dos três anos de relacionamento havia acabado com todo tipo de frio na barriga e até mesmo com a paixão. Mas como agitar uma pessoa que parece não querer sair do lugar? Desesperada por mais emoções nos seus vinte e poucos anos, Renata decide mexer com o passado. De repente, o simples envio de um convite de aniversário para o antigo namorado faz o mundo virar de cabeça para baixo. Renata encontra no ex a adrenalina que tanto sentia falta. O problema? Ele também era comprometido. Entre e-mails, amigas, brigas, confusões, encontros, desencontros, ciúmes e tentações, Renata tenta amadurecer e espera tomar a decisão certa.

Ouvi muitas opiniões sobre Louca Por Você, a maioria delas controversas. Uns amaram, outros nem tanto. Depois de muito tempo que baixei o ebook na Amazon, em meio a uma ressaca literária brava, resolvi começar a leitura. E a história conseguiu me prender a atenção. Já conhecia a escrita da Fernanda por meio de Ah! O Verão, mas aqui o foco é outro, os personagens são mais velhos e trama tem um tom um tanto diferente.

Falando dos personagens, vou ser sincera e dizer que 90% deles me irritam (os outros 10% ou não aparecem tanto, ou são a Priscila). Renata é muito, mas muito imatura. Eu sei que com 23 anos ninguém para de agir por impulso, ou fala besteiras, mas tudo tem limite. E Victor, o ex, é outro que beira a infantilidade de forma extremamente chata.

Não consegui torcer pelo casal, porque não senti química entre os dois. Eles namoraram durante 5 anos, por todo a adolescência e, bem, eu tenho um pouco de experiência no quesito relacionamento de longa duração e, sinceramente, não consegui ver futuro para esses dois.

Renata decide investir em Vitor, mesmo sabendo que ele está namorando outra pessoa. Daí que ele ainda possui sentimentos por ela, faz juras de amor, diz que vai terminar e isso nunca acontece. Olha, peço desculpas, mas simplesmente não deu pra segurar essa barra.

E isso murchou muito minhas expectativas com o livro. Não esperava algo grandioso, até por conta das críticas que já tinha lido, mas não achava que ia me deparar com esse romance chué. Não rolou, desculpa.

A leitura até que fluiu, pois Fernanda tem a capacidade de escrever e prender a atenção do leitor. Seria um livro perfeito, se não fosse pelas atitudes dos personagens.

Acredito que muitos vão se identificar com o enredo, mas para mim não funcionou mesmo. Terminei o livro com a sensação de não saber muito bem o que pensava a respeito dele. Demorei muito para decidir escrever essa resenha. Mas é isso. Não funcionou para mim, mas talvez funcione para você, então fica aí a dica.

29 de junho de 2016

[Resenha] Anna Vestida de Sangue - Kendare Blake

Autor(a): Kendare Blake
Editora: Verus
ISBN: 9788576864431
Páginas: 252
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro.
Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas.
Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Quando li a sinopse de Anna já me bateu a curiosidade, senti um quê de Crepúsculo (e esse foi um dos motivos que me fez ter vontade de ler). De início achei que, mesmo envolvendo fantasmas, ia ser mais um romance proibido, mas com teor leve. Pobre de mim.

A narrativa em primeira pessoa leva o leitor para o clima sombrio da trama, tudo transpassado pelos olhos bem atentos de Cas. Inicialmente o personagem me irritou um pouco, meio que passou a imagem de "eu sei de tudo", etc, mas foi só uma primeira impressão ruim mesmo. Conforme fui avançando na leitura, percebi que ele, de fato, sabia de muitas coisas, porém ainda tinha muito a se surpreender.

A aparição de Anna demora um pouco, mas quando vem é de te fazer dar um pulo de três metros. O Marcos Tavares me alertou e venho falar com vocês também: não leiam esse livro de noite se vocês tem amor ao próprio sono. Sério, eu que li apenas de dia levei uns belos de uns sustos, se fosse de noite acho que infartaria.

Os personagens foram muito bem construídos pela autora, mesmo sendo uma história de fantasia eles são bem verossímeis. Ok, eu sei que muitos vão dizer que fantasmas não existem (eu acredito que existem sim, mas a pauta não é essa) e que não tem como isso se aproximar da realidade. Mas digo isso focando apenas nos sentimentos e personalidades.

É possível enxergar Anna como a menina inocente e decidida de 16 anos. Mesmo com a maldição em torno dela, existem momentos de doçura. E Cas, com a vida um tanto conturbada, ainda tem os problemas típicos da adolescência.

A leitura flui muito bem e a autora tem uma escrita que prende a atenção (e te deixa sem fôlego). O livro é bem curtinho e, se você se empolgar, consegue ser lido num dia só (recomendo somente de 08h às 18h rs). A diagramação do livro está muito bem feita, não me recordo de ter encontrado erros de revisão.

Se você gosta de histórias de fantasmas, se aprecia levar sustos e curte um romance proibido não muito meloso, então Anna Vestida de Sangue será um prato cheio para você. Leitura mais do que recomendada!

8 de junho de 2016

[Resenha] O caderninho de desafios de Dash e Lily - David Levithan & Rachel Cohn

Autor(a): David Levithan & Rachel Cohn
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105158
Páginas: 256
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: O novo livro de David Levithan e Rachel Cohn que juntos escreveram Nick e Nora Uma noite de amor e música acompanha a dupla Lily e Dash. Ela está doida pra se apaixonar e, pra encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas e deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra o moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de Nova York.

Sou suspeita para falar do Levithan, mas quando ele se junta a outros autores eu tenho a tendência de não gostar das histórias. Não sei explicar o motivo, eu simplesmente acho que ele funciona melhor sozinho. Felizmente, isso mudou com O caderninho de desafios de Dash e Lily (nossinhora ô título grande). Já tinha contato com a escrita dos dois em Naomy e Ely e a lista do não-beijo (sério, qual o problema desses dois com títulos grandes?!) e a impressão que tinha ficado não foi boa.

Tudo mudou neste livro. Talvez tenha sido o toque festivo do Natal, talvez porque Lily seja uma protagonista tão peculiar e adorável que foi impossível odiá-la. O fato é que dessa vez o negócio funcionou que é uma beleza.

E, pela primeira vez, eu não senti aquela pontada de decepção que sentia quando Levithan compartilhava a escrita. Inclusive, não consegui diferenciar os limites de escrita dos autores, porque o entrosamento deles ficou muito bom.

Sabe aquelas pessoas que nunca na vida se encontrariam, com interesses distintos, e que provavelmente torceriam o nariz um para o outro se conversassem? Esses são Dash e Lily. Em circunstâncias normais eles nunca iriam se conhecer, mas a normalidade passou bem longe deste Natal. A começar pelo caderninho vermelho que Dash encontra numa livraria.

É engraçado pensar que esse lance de não conhecer a pessoa, mas se apaixonar por ela apenas por palavras, realmente aconteça. Não sou uma cética do amor, mas tenho dificuldades em acreditar que isso ocorra. Pois bem, é assim que segue a história dos dois. Por meio dos desafios mais malucos, eles vão se conhecendo e decidindo se gostam ou não um do outro.

Um dos pontos-chave da história é quando eles finalmente se encontram pessoalmente. Não vou comentar para não dar spoiler, mas foi ali que eu percebi que esse livro era bem mais que uma capa de design super bonito. A profundidade da história, esse limiar entre a idealização e a realidade, tudo isso fica concentrados naquele momento.

O livro é bem curtinho e a leitura fluiu muito fácil. O que foi mais um ponto positivo, pois comparado aos outros que tive que me arrastar para chegar ao fim, nesse eu queria adiar, de tão delicinha que estava.

Não espere grandes cenas, mas (como sempre) espere grandes quotes. Existe uma crítica por trás da história, além da desconstrução das festas de fim de ano, mas tudo isso funciona numa harmonia muito boa. O caderninho de desafios de Dash e Lily finalmente é o livro que Levithan escreveu em parceria que eu venho indicar com o maior prazer.

6 de junho de 2016

[Resenha] DUFF - Kody Keplinger

Autor(a): Kody Keplinger
Editora: Globo Alt
ISBN: 9788525060631
Páginas: 328
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

Meu primeiro contato com esse livro foi por meio da resenha que a Jo fez no blog dela. Fiquei louca/desesperada/correndo-em-círculos para ler, mas a preguiça falta de oportunidade adiou. Daí eu vi o filme e a ansiedade voltou e eu finalmente consegui embarcar nessa história. E foi maravilhoso.

Por ser narrado em primeira pessoa, logo de cara é possível se encantar com Bianca. Ela é bem madura para a idade, com um pensamento crítico e um p*ta sarcasmo. Às vezes parece que ela utiliza isso como um escudo, mas não é ruim. As observações que ela faz não só das amigas, mas dos adolescentes em geral, são excelentes.

Do outro lado temos Wesley Safadão Rush. Sabe o cara popular do ensino médio que praticamente todo mundo corre atrás? É ele. Com um ego enorme, uma confiança inquebrável e o jeito 99% anjo, perfeito, mas aquele 1% é vagabundo, ele chega e joga na cara de Bianca a verdade que nem ela sabia. Ela é uma DUFF, termo em inglês que basicamente significa a amiga feia e gorda. Não que Bianca seja feia ou gorda, mas ela é "inferior" às amigas. Ela não é loira, não é magra e não tem peitão. Só por isso ela se enquadra na definição.

A trama se desenvolve a partir deste ponto. A fluidez da narrativa é enorme e o livro não fica cansativo. Assim como o romance entre Bianca e Wesley, que começa de forma nada convencional, mas acredito que vocês já perceberam que DUFF foge a isso, né? Como pano de fundo, ainda existem outros problemas apresentados no livro, mas tudo com uma leveza que não faz o clima ficar pesadão.

A jornada de auto-aceitação de Bianca e o amadurecimento de Wesley são um dos melhores pontos do livro. Essa quebra de padrões que ele traz, os questionamentos, tudo isso faz dele um YA A+, algo bem diferente dos romances high school que estou acostumada. E foi esse motivo que quase me fez virar a noite lendo.

Eu não estava familiarizada com o termo DUFF até esse livro, nunca tinha ouvido falar. Mas durante a leitura pude perceber que, mesmo sem a definição, elas existem. Eu fui uma, você pode ter sido uma também. O incrível da narrativa é que mostra que isso não é algo para se fazer uma tempestade em copo d'água e sim que isso não importa, na verdade. É claro que existem muitos clichês na história, mas boa parte deles é quebrada de forma que seja possível fazer uma análise crítica.

Não comece DUFF esperando mais um romance no estilo "entre tapas e beijos" ou "a estranha com o popular". O livro é mais que isso. E eu me arrependo de ter adiado a leitura, mas é aquele ditado, né.

Outra coisa: se você viu o filme, não pense que o livro é igual. Tirando os nomes dos personagens, absolutamente nada é igual. Ambos são muito bons, porém não posso chamar o filme de adaptação, porque passou beeeeem longe.

3 de junho de 2016

[Resenha] Rebelde - Amy Tintera

Autor(a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401106
Páginas: 352
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Wren Connoly acreditou que seu lado humano tivesse ficado para trás no instante em que ela morreu... e voltou à vida como Reboot em surpreendentes 178 minutos. Com uma força extrema e treinada para ser o soldado perfeito, Wren precisou fugir da CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, para salvar Callum 22, o rapaz que lhe mostrou ser possível ter emoções, compaixão e até amor, sendo Reboot.
Após terem escapado da CRAH, Wren e Callum estão prontos para recomeçar a vida em paz, na reserva Reboot. Mas Micah, o Reboot que comanda o local, tem planos malignos em mente: dizimar os humanos da Terra. Micah vem construindo um exército Reboot há anos, e finalmente está pronto para iniciar ataques às cidades. Agora que fugiram, Wren e Callum precisam decidir se ficam ao lado de Reboots ou se abandonam tudo e vivem longe da guerra. Aos poucos, os dois percebem que só há uma alternativa: precisam se tornar rebeldes.

Quando terminei de ler Reboot não tinha certeza se leria a continuação. Mas ela chegou e minha curiosidade não permitiu que eu deixasse a saga de lado. Infelizmente, nem tudo foram flores durante a leitura.

Depois dos eventos ocorridos no final do primeiro livro, Wren tem agora a missão de guiar os reboots salvos para um "lugar seguro". Pelo menos era isso que o acampamento Rebelde aparentava ser. Liderados por Micah, os rebeldes se mostram ser bem treinados, com um grande arsenal e uma comunidade organizada.

Os personagens introduzidos no livro não me pareceram bem construídos. A começar por Micah, que desde o início fica óbvia a intenção dele no acampamento. Isso me deixou bem chateada, porque ele possuída potencial para ser um personagem excelente e ficou só no mais ou menos.

Aliás, o maior problema da autora é a falta de ousadia. Em várias situações que Wren e os outros poderiam ter agido de forma diferente, isso não ocorreu. Seja por medo da autora de sair do lugar comum, o fato é que isso tornou a leitura, por muitas vezes, arrastada.

Wren evoluiu bastante, se tornou mais humana neste segundo volume, porém senti uma forçada de barra com relação a isso. Neste caso, menos é mais, e a autora inseriu mil características e mudanças de personalidade na protagonista. Meio que tentando levar o leitor a pensar "nossa, ela tá com a mentalidade mais humanizada mesmo". Mas gente, a barra, não é pra forçar.

O que me incomoda muito no livro é justamente o gênero. É distopia? É, mas não funciona como. Faltam muitos elementos para ser uma p*ta de uma distopia. No geral, é mais do mesmo. Existe a premissa inicial de ameaça, existe o personagem "mais fraco" que evolui e vira o "melhor", existe a batalha final. Basicamente tudo o que já encontramos em outros livros.

Além disso, a autora supervalorizou o relacionamento de Wren e Callum. Sinceramente, não acredito que exista química entre os dois. Acredito que o fulgor da batalha, toda a luta juntos e tal, os levou a esse caminho. Assim como Peeta e Katniss. Funcionam muito bem como parceiros de luta, já como par romântico? Nem tanto.

Rebelde não foi uma surpresa literária, manteve a mesma linha do primeiro. Não sei se terá continuação, pois o livro possui uma ponta solta, mas já vi comentários que este seria o volume final. De qualquer forma, se você gosta de gênero, mesmo com todas as críticas realizadas, indico a leitura. Não é o melhor dos melhores, mas é uma boa forma de passar o tempo.