30 de junho de 2016

[Resenha] Louca Por Você - Fernanda Belém

Autor(a): Fernanda Belém
ISBN: B00G197SZ4
Páginas: 340 
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: O que acontece quando um reencontro desperta um sentimento que você acreditava já ter esquecido? Renata achava que precisava apenas de um pouco de agito no namoro com Rodrigo. A rotina dos três anos de relacionamento havia acabado com todo tipo de frio na barriga e até mesmo com a paixão. Mas como agitar uma pessoa que parece não querer sair do lugar? Desesperada por mais emoções nos seus vinte e poucos anos, Renata decide mexer com o passado. De repente, o simples envio de um convite de aniversário para o antigo namorado faz o mundo virar de cabeça para baixo. Renata encontra no ex a adrenalina que tanto sentia falta. O problema? Ele também era comprometido. Entre e-mails, amigas, brigas, confusões, encontros, desencontros, ciúmes e tentações, Renata tenta amadurecer e espera tomar a decisão certa.

Ouvi muitas opiniões sobre Louca Por Você, a maioria delas controversas. Uns amaram, outros nem tanto. Depois de muito tempo que baixei o ebook na Amazon, em meio a uma ressaca literária brava, resolvi começar a leitura. E a história conseguiu me prender a atenção. Já conhecia a escrita da Fernanda por meio de Ah! O Verão, mas aqui o foco é outro, os personagens são mais velhos e trama tem um tom um tanto diferente.

Falando dos personagens, vou ser sincera e dizer que 90% deles me irritam (os outros 10% ou não aparecem tanto, ou são a Priscila). Renata é muito, mas muito imatura. Eu sei que com 23 anos ninguém para de agir por impulso, ou fala besteiras, mas tudo tem limite. E Victor, o ex, é outro que beira a infantilidade de forma extremamente chata.

Não consegui torcer pelo casal, porque não senti química entre os dois. Eles namoraram durante 5 anos, por todo a adolescência e, bem, eu tenho um pouco de experiência no quesito relacionamento de longa duração e, sinceramente, não consegui ver futuro para esses dois.

Renata decide investir em Vitor, mesmo sabendo que ele está namorando outra pessoa. Daí que ele ainda possui sentimentos por ela, faz juras de amor, diz que vai terminar e isso nunca acontece. Olha, peço desculpas, mas simplesmente não deu pra segurar essa barra.

E isso murchou muito minhas expectativas com o livro. Não esperava algo grandioso, até por conta das críticas que já tinha lido, mas não achava que ia me deparar com esse romance chué. Não rolou, desculpa.

A leitura até que fluiu, pois Fernanda tem a capacidade de escrever e prender a atenção do leitor. Seria um livro perfeito, se não fosse pelas atitudes dos personagens.

Acredito que muitos vão se identificar com o enredo, mas para mim não funcionou mesmo. Terminei o livro com a sensação de não saber muito bem o que pensava a respeito dele. Demorei muito para decidir escrever essa resenha. Mas é isso. Não funcionou para mim, mas talvez funcione para você, então fica aí a dica.

29 de junho de 2016

[Resenha] Anna Vestida de Sangue - Kendare Blake

Autor(a): Kendare Blake
Editora: Verus
ISBN: 9788576864431
Páginas: 252
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro.
Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas.
Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Quando li a sinopse de Anna já me bateu a curiosidade, senti um quê de Crepúsculo (e esse foi um dos motivos que me fez ter vontade de ler). De início achei que, mesmo envolvendo fantasmas, ia ser mais um romance proibido, mas com teor leve. Pobre de mim.

A narrativa em primeira pessoa leva o leitor para o clima sombrio da trama, tudo transpassado pelos olhos bem atentos de Cas. Inicialmente o personagem me irritou um pouco, meio que passou a imagem de "eu sei de tudo", etc, mas foi só uma primeira impressão ruim mesmo. Conforme fui avançando na leitura, percebi que ele, de fato, sabia de muitas coisas, porém ainda tinha muito a se surpreender.

A aparição de Anna demora um pouco, mas quando vem é de te fazer dar um pulo de três metros. O Marcos Tavares me alertou e venho falar com vocês também: não leiam esse livro de noite se vocês tem amor ao próprio sono. Sério, eu que li apenas de dia levei uns belos de uns sustos, se fosse de noite acho que infartaria.

Os personagens foram muito bem construídos pela autora, mesmo sendo uma história de fantasia eles são bem verossímeis. Ok, eu sei que muitos vão dizer que fantasmas não existem (eu acredito que existem sim, mas a pauta não é essa) e que não tem como isso se aproximar da realidade. Mas digo isso focando apenas nos sentimentos e personalidades.

É possível enxergar Anna como a menina inocente e decidida de 16 anos. Mesmo com a maldição em torno dela, existem momentos de doçura. E Cas, com a vida um tanto conturbada, ainda tem os problemas típicos da adolescência.

A leitura flui muito bem e a autora tem uma escrita que prende a atenção (e te deixa sem fôlego). O livro é bem curtinho e, se você se empolgar, consegue ser lido num dia só (recomendo somente de 08h às 18h rs). A diagramação do livro está muito bem feita, não me recordo de ter encontrado erros de revisão.

Se você gosta de histórias de fantasmas, se aprecia levar sustos e curte um romance proibido não muito meloso, então Anna Vestida de Sangue será um prato cheio para você. Leitura mais do que recomendada!

8 de junho de 2016

[Resenha] O caderninho de desafios de Dash e Lily - David Levithan & Rachel Cohn

Autor(a): David Levithan & Rachel Cohn
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105158
Páginas: 256
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: O novo livro de David Levithan e Rachel Cohn que juntos escreveram Nick e Nora Uma noite de amor e música acompanha a dupla Lily e Dash. Ela está doida pra se apaixonar e, pra encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas e deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra o moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de Nova York.

Sou suspeita para falar do Levithan, mas quando ele se junta a outros autores eu tenho a tendência de não gostar das histórias. Não sei explicar o motivo, eu simplesmente acho que ele funciona melhor sozinho. Felizmente, isso mudou com O caderninho de desafios de Dash e Lily (nossinhora ô título grande). Já tinha contato com a escrita dos dois em Naomy e Ely e a lista do não-beijo (sério, qual o problema desses dois com títulos grandes?!) e a impressão que tinha ficado não foi boa.

Tudo mudou neste livro. Talvez tenha sido o toque festivo do Natal, talvez porque Lily seja uma protagonista tão peculiar e adorável que foi impossível odiá-la. O fato é que dessa vez o negócio funcionou que é uma beleza.

E, pela primeira vez, eu não senti aquela pontada de decepção que sentia quando Levithan compartilhava a escrita. Inclusive, não consegui diferenciar os limites de escrita dos autores, porque o entrosamento deles ficou muito bom.

Sabe aquelas pessoas que nunca na vida se encontrariam, com interesses distintos, e que provavelmente torceriam o nariz um para o outro se conversassem? Esses são Dash e Lily. Em circunstâncias normais eles nunca iriam se conhecer, mas a normalidade passou bem longe deste Natal. A começar pelo caderninho vermelho que Dash encontra numa livraria.

É engraçado pensar que esse lance de não conhecer a pessoa, mas se apaixonar por ela apenas por palavras, realmente aconteça. Não sou uma cética do amor, mas tenho dificuldades em acreditar que isso ocorra. Pois bem, é assim que segue a história dos dois. Por meio dos desafios mais malucos, eles vão se conhecendo e decidindo se gostam ou não um do outro.

Um dos pontos-chave da história é quando eles finalmente se encontram pessoalmente. Não vou comentar para não dar spoiler, mas foi ali que eu percebi que esse livro era bem mais que uma capa de design super bonito. A profundidade da história, esse limiar entre a idealização e a realidade, tudo isso fica concentrados naquele momento.

O livro é bem curtinho e a leitura fluiu muito fácil. O que foi mais um ponto positivo, pois comparado aos outros que tive que me arrastar para chegar ao fim, nesse eu queria adiar, de tão delicinha que estava.

Não espere grandes cenas, mas (como sempre) espere grandes quotes. Existe uma crítica por trás da história, além da desconstrução das festas de fim de ano, mas tudo isso funciona numa harmonia muito boa. O caderninho de desafios de Dash e Lily finalmente é o livro que Levithan escreveu em parceria que eu venho indicar com o maior prazer.

6 de junho de 2016

[Resenha] DUFF - Kody Keplinger

Autor(a): Kody Keplinger
Editora: Globo Alt
ISBN: 9788525060631
Páginas: 328
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

Meu primeiro contato com esse livro foi por meio da resenha que a Jo fez no blog dela. Fiquei louca/desesperada/correndo-em-círculos para ler, mas a preguiça falta de oportunidade adiou. Daí eu vi o filme e a ansiedade voltou e eu finalmente consegui embarcar nessa história. E foi maravilhoso.

Por ser narrado em primeira pessoa, logo de cara é possível se encantar com Bianca. Ela é bem madura para a idade, com um pensamento crítico e um p*ta sarcasmo. Às vezes parece que ela utiliza isso como um escudo, mas não é ruim. As observações que ela faz não só das amigas, mas dos adolescentes em geral, são excelentes.

Do outro lado temos Wesley Safadão Rush. Sabe o cara popular do ensino médio que praticamente todo mundo corre atrás? É ele. Com um ego enorme, uma confiança inquebrável e o jeito 99% anjo, perfeito, mas aquele 1% é vagabundo, ele chega e joga na cara de Bianca a verdade que nem ela sabia. Ela é uma DUFF, termo em inglês que basicamente significa a amiga feia e gorda. Não que Bianca seja feia ou gorda, mas ela é "inferior" às amigas. Ela não é loira, não é magra e não tem peitão. Só por isso ela se enquadra na definição.

A trama se desenvolve a partir deste ponto. A fluidez da narrativa é enorme e o livro não fica cansativo. Assim como o romance entre Bianca e Wesley, que começa de forma nada convencional, mas acredito que vocês já perceberam que DUFF foge a isso, né? Como pano de fundo, ainda existem outros problemas apresentados no livro, mas tudo com uma leveza que não faz o clima ficar pesadão.

A jornada de auto-aceitação de Bianca e o amadurecimento de Wesley são um dos melhores pontos do livro. Essa quebra de padrões que ele traz, os questionamentos, tudo isso faz dele um YA A+, algo bem diferente dos romances high school que estou acostumada. E foi esse motivo que quase me fez virar a noite lendo.

Eu não estava familiarizada com o termo DUFF até esse livro, nunca tinha ouvido falar. Mas durante a leitura pude perceber que, mesmo sem a definição, elas existem. Eu fui uma, você pode ter sido uma também. O incrível da narrativa é que mostra que isso não é algo para se fazer uma tempestade em copo d'água e sim que isso não importa, na verdade. É claro que existem muitos clichês na história, mas boa parte deles é quebrada de forma que seja possível fazer uma análise crítica.

Não comece DUFF esperando mais um romance no estilo "entre tapas e beijos" ou "a estranha com o popular". O livro é mais que isso. E eu me arrependo de ter adiado a leitura, mas é aquele ditado, né.

Outra coisa: se você viu o filme, não pense que o livro é igual. Tirando os nomes dos personagens, absolutamente nada é igual. Ambos são muito bons, porém não posso chamar o filme de adaptação, porque passou beeeeem longe.

3 de junho de 2016

[Resenha] Rebelde - Amy Tintera

Autor(a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401106
Páginas: 352
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Wren Connoly acreditou que seu lado humano tivesse ficado para trás no instante em que ela morreu... e voltou à vida como Reboot em surpreendentes 178 minutos. Com uma força extrema e treinada para ser o soldado perfeito, Wren precisou fugir da CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, para salvar Callum 22, o rapaz que lhe mostrou ser possível ter emoções, compaixão e até amor, sendo Reboot.
Após terem escapado da CRAH, Wren e Callum estão prontos para recomeçar a vida em paz, na reserva Reboot. Mas Micah, o Reboot que comanda o local, tem planos malignos em mente: dizimar os humanos da Terra. Micah vem construindo um exército Reboot há anos, e finalmente está pronto para iniciar ataques às cidades. Agora que fugiram, Wren e Callum precisam decidir se ficam ao lado de Reboots ou se abandonam tudo e vivem longe da guerra. Aos poucos, os dois percebem que só há uma alternativa: precisam se tornar rebeldes.

Quando terminei de ler Reboot não tinha certeza se leria a continuação. Mas ela chegou e minha curiosidade não permitiu que eu deixasse a saga de lado. Infelizmente, nem tudo foram flores durante a leitura.

Depois dos eventos ocorridos no final do primeiro livro, Wren tem agora a missão de guiar os reboots salvos para um "lugar seguro". Pelo menos era isso que o acampamento Rebelde aparentava ser. Liderados por Micah, os rebeldes se mostram ser bem treinados, com um grande arsenal e uma comunidade organizada.

Os personagens introduzidos no livro não me pareceram bem construídos. A começar por Micah, que desde o início fica óbvia a intenção dele no acampamento. Isso me deixou bem chateada, porque ele possuída potencial para ser um personagem excelente e ficou só no mais ou menos.

Aliás, o maior problema da autora é a falta de ousadia. Em várias situações que Wren e os outros poderiam ter agido de forma diferente, isso não ocorreu. Seja por medo da autora de sair do lugar comum, o fato é que isso tornou a leitura, por muitas vezes, arrastada.

Wren evoluiu bastante, se tornou mais humana neste segundo volume, porém senti uma forçada de barra com relação a isso. Neste caso, menos é mais, e a autora inseriu mil características e mudanças de personalidade na protagonista. Meio que tentando levar o leitor a pensar "nossa, ela tá com a mentalidade mais humanizada mesmo". Mas gente, a barra, não é pra forçar.

O que me incomoda muito no livro é justamente o gênero. É distopia? É, mas não funciona como. Faltam muitos elementos para ser uma p*ta de uma distopia. No geral, é mais do mesmo. Existe a premissa inicial de ameaça, existe o personagem "mais fraco" que evolui e vira o "melhor", existe a batalha final. Basicamente tudo o que já encontramos em outros livros.

Além disso, a autora supervalorizou o relacionamento de Wren e Callum. Sinceramente, não acredito que exista química entre os dois. Acredito que o fulgor da batalha, toda a luta juntos e tal, os levou a esse caminho. Assim como Peeta e Katniss. Funcionam muito bem como parceiros de luta, já como par romântico? Nem tanto.

Rebelde não foi uma surpresa literária, manteve a mesma linha do primeiro. Não sei se terá continuação, pois o livro possui uma ponta solta, mas já vi comentários que este seria o volume final. De qualquer forma, se você gosta de gênero, mesmo com todas as críticas realizadas, indico a leitura. Não é o melhor dos melhores, mas é uma boa forma de passar o tempo.

2 de junho de 2016

A música em Talvez Um Dia

Oi, pessoal!



Na terça postei a resenha de Talvez Um Dia, mas ainda estou tão fascinada pela história que hoje trouxe para vocês mais sobre as músicas presentes no livro.

As letras foram escritas pela autora, Colleen Hoover, e musicadas pelo cantor e compositor Griffin Peterson. E, sinceramente, ouvir cada canção conforme aparece no livro faz muita diferença para a leitura.

Todas elas tem algum significado e trazem a tona a sensibilidade necessária para o livro. Como a própria autora diz no início do livro: "Talvez Um Dia é mais do que apenas uma história. É mais do que apenas um livro."

E com a trilha sonora isso realmente se tornou realidade.

Deixo aqui embaixo o álbum no Spotify para quem já quiser começar a se viciar nas músicas. E aproveitem para conhecer o trabalho do Griffin, porque ele manda muito bem!



E é isso, pessoal! Até a próxima!

Ah, antes que eu me esqueça: tem promoção rolando na resenha do livro. Confiram!

31 de maio de 2016

[Resenha Premiada] Talvez Um Dia - Colleen Hoover

Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501050311
Páginas: 368
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 +

Sinopse: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex-melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.


Oi, pessoal! Sumi, mas voltei trazendo logo uma resenha desse livro maravilhoso.
Eu tenho um vício quando se trata da Colleen e aquela necessidade de ler tudo dela lançado. Dos que li até agora, Talvez Um Dia foi de longe o melhor.

Narrado entre dois pontos de vista (o de Sydney e o de Ridge), o livro começa de forma rápida com Sydney relatando os acontecimentos que a levaram a socar a cara da ex-melhor amiga. Mesmo sofrendo ela consegue encontrar algum humor na situação e tenta seguir de cabeça erguida. Do outro lado temos Ridge *suspira*. Músico talentoso, além de extremamente bonito (pelo menos é isso que Sydney diz e quem sou eu pra discordar?), o moço gentil ajuda a protagonista a se reerguer, enquanto os dois começam a compor juntos.

Mais uma vez a autora conseguiu criar um enredo que vicia desde a primeira página. Juro que foi bem difícil parar de ler para fazer coisas simples como comer, por exemplo. Toda a estruturação do livro foi muito bem feita, os personagens são bem críveis, e não existe uma única ponta solta que não foi amarrada no final.

Conforme fui avançando na trama, me vi dentro do turbilhão de emoções enfrentadas pelos personagens. As mil dúvidas que eles enfrentam, aquela linha tênue entre o certo e o errado, tudo isso está lá e faz com que o leitor reveja seus conceitos. Afinal, é possível amar duas pessoas?

Confesso que de início fiquei com o pé atrás, porque já estava achando que a autora ia criar um triângulo amoroso cheio de dramas. Mas é da Colleen que estamos falando, então 90% do livro é dor e sofrimento mesmo (não interprete de forma ruim, adoro sofrer com as histórias dela). É claro que existe drama, mas é na dose certa, assim como o romance e toda aquela tensão sexual presente nos NA's.

A experiência de ler Talvez Um Dia se tornou ainda mais incrível devido as músicas que Griffin Peterson fez para o livro. Sério, escutar as canções conforme as cenas ocorriam fez muita diferença. Além de que Griffin tem uma voz maravilhosa que super combina com as letras.

A narrativa ainda traz quotes memoráveis, algo bem característico da autora, o que doeu em mim por não ter nenhuma tag por perto para marcar. Porém, se tivesse, quase certeza que iria marcar o livro inteiro.

"Nós nos esforçamos tanto para esconder nossos verdadeiros sentimentos justamente das pessoas que mais precisam saber. Todo mundo tenta controlar as emoções, como se, de alguma forma, fosse errado reagir com naturalidade." pg 304

Agora, esteticamente falando, vi muitas críticas com relação a capa do livro, dizendo que não faziam jus aos personagens e tal. Sinceramente? Não concordo nesse ponto, existem capas que realmente destoam da história, mas a Galera manteve a essência do livro. Com relação à diagramação, tive um ligeiro incômodo com o tamanho da fonte. Não sei se houve uma diminuição no tamanho, mas de início não foi agradável de olhar, depois acostumei.

Talvez Um Dia é mais um livro maravilhoso da Colleen que tive o prazer de ler. Se você, assim como eu, ama música, ama NA e ama sofrer (prazer, Canceriana) este é um prato cheio. Mas já chegue com os lenços preparados, porque você vai precisar.

SORTEIO

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2 de maio de 2016

[Resenha] Dama da Meia-Noite - Cassandra Clare

Autor(a): Cassandra Clare
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401083
Páginas: 574
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

Quando terminei Cidade do Fogo Celestial eu fiz uma promessa (que quebrei logo em seguida) de nunca mais ler nada relacionado aos Caçadores de Sombras. Mas é aquele ditado: vamo fazer o que né? Inicio essa resenha reiterando a promessa: não volto mais. Porque tem uma hora que cansa ler sempre a mesma história, apenas com personagens diferentes.

Se você nunca teve contato com a escrita da autora, pode ter certeza que vai amar o livro. Eu, por já ter lido as outras duas séries, achei farinha do mesmo saco. E explico o motivo. Cassandra não sai fora da casinha, seja por medo de arriscar algo mais ousado, seja por estar confortável nessa posição. Aqui, temos o mesmo que já presenciamos nos outros livros dela: amor proibido, um vilão a ser derrotado, alguma traição grave, várias dúvidas, triângulo amoroso. Os mesmos elementos de sempre.

Eu insisti em ler Dama porque minha caridade paciência é grande e eu queria ver se tinha havido alguma mudança. Não ouve. O foco da narrativa é até interessante, Emma é uma personagem forte, mas faltou aquele tempero que me fizesse grudar no livro, como ocorreu nos primeiros de TMI e em toda série TID.

O livro não é de todo ruim, os diálogo entre Emma e Julian são beeeeeeem tensos, e algumas cenas de ação realmente fizeram ser bom. Mas eu confesso que esperava mais, muito mais. Acredito que por eu já ter conhecimento da escrita e da temática, se tornou cansativo.

O início, principalmente, é muito devagar devido às explicações dos acontecimentos dos livros anteriores. Isso se deve ao fato de ser uma série nova e eu super entendo a autora dar uma noção para quem não conhece. Embora não tenha me impedido de fazer leitura dinâmica.

Eu sei que provavelmente vou quebrar a promessa em algum momento, até porque o final deixa uma ponta solta que me deixou com uma curiosidade de leve e eu quero saber as respostas para algumas outras perguntas. Mas por enquanto, eu vou deixar um pouco de lado as marcas, estelas e pedras enfeitiçadas.

Volto a repetir que o livro não é ruim, só não me conquistou como eu esperava que fizesse. Óbvio que recomendo a quem gosta da série, e também a quem não conhece. A diagramação do livro está bem feita, a capa é maravilhosa, mas encontrei alguns erros de revisão, como troca de letras nas palavras, nada que interfira de forma significativa na leitura.

26 de abril de 2016

[Resenha] Namorado de Aluguel - Kasie West

Autor(a): Kasie West
Editora: Verus
ISBN: 9788576864356
Páginas: 250
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Quando Bradley, o namorado de Gia Montgomery, termina com ela no estacionamento do baile de formatura, ela precisa pensar rápido. Afinal, ela vem falando dele para suas amigas há meses. Esta era para ser a noite em que ela provaria que ele não é uma invenção de sua cabeça. Então, quando vê um garoto esperando pela irmã no estacionamento do baile, Gia o recruta para ajudá-la. A tarefa é simples: passar por namorado dela — apenas duas horas, nenhum compromisso, algumas mentirinhas. Depois disso, ela pode tentar reconquistar o verdadeiro Bradley.
O problema é que, alguns dias depois do baile, não é em Bradley que Gia está pensando, mas no substituto. Aquele cujo nome ela nem sabe. Mas localizá-lo não significa que o relacionamento de mentira deles acabou. Gia deve um favor a esse cara, e a irmã dele tem a solução perfeita: a festa de formatura da ex-namorada dele — apenas três horas, nenhum compromisso, algumas mentirinhas. 

Assim que li a sinopse eu já associei este livro à mil filmes adolescentes que eu já havia assistido. Aqueles com o enredo clichezão, beeeeeeeeem previsíveis, mas que se tornam um vício impossível de largar, sabe? E não me enganei em nenhum momento.

O enredo é aquele batido que todo mundo já está acostumado: garota popular, rainha-abelha, tem tudo e todos aos seus pés, até que na noite do baile de formatura leva um pé na bunda. Mas se engana quem pensa que Gia é a Regina George da história. De início a personagem pode até parecer superficial, mas ela tem o coração bom, como é revelado ao longo da trama.

Eu me apaixonei de cara pela narrativa, a escrita da autora é super fluida e levinha, o que fez ser impossível eu largar do livro. O falso Bradley (não vou revelar o nome, pois é uma das partes mais divertidas) é o típico mocinho dos filmes adolescentes, você pode imaginá-lo como quem preferir (eu optei pelo Zac Efron) que ele se encaixa. Ele é atencioso e é inegável a química entre ele e Gia.

Durante toda a leitura eu não esperei grandes revelações ou algo bombástico, simplesmente por saber que não era sobre isso que o livro se trataria. Existe um amadurecimento na personagem principal, aquele baque que mostra a realidade para ela e impulsiona uma mudança. E isso é algo típico de toda a adolescência. Todos os personagens foram muito bem construídos e eu gostei de como todos eles tiveram uma função, inclusive os secundários.

Namorado de Aluguel tem todos os elementos básicos de uma comédia romântica adolescente e acredito que isso influenciou bastante na minha opinião. Eu adoro essas temáticas, motivo pelos quais amo filmes teen, e nesse quesito o livro não decepcionou.

Não recomendo que você vá com muita sede ao pote, a história é básica e não foge do lugar comum. Muitos podem dizer que esse livro é só mais um entre mil iguais (e por mais que eu não goste, concordo em partes). Os personagens podem ser encontrados em outros livros, assim como o enredo, mas ele é a pedida perfeita para uma tarde em que você só quer uma leitura leve.

A história é extremamente fofa, com alguns momentos de descompassar o coração e tirar o fôlego, e eu achei incrível justamente por isso. Se o gênero não te agrada, não recomendo. Mas a quem, assim como eu, ainda tem uma pedaço adolescente que se derrete por clichês, se joga, que não vai rolar decepção.

25 de abril de 2016

[Resenha] O Primeiro Último Beijo - Ali Harris

Autor(a): Ali Harris
Editora: Verus
ISBN: 9788576864479
Páginas: 448
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: “O primeiro último beijo” conta a história de amor de Ryan e Molly, de como eles se encontraram e se perderam diversas vezes ao longo do caminho. Na primeira vez em que eles se beijaram, Molly soube que ficariam juntos para sempre. Seis anos e muitos beijos depois, ela está casada com o homem que ama. Mas hoje Molly percebe quantos beijos desperdiçou, porque o futuro lhes reserva algo que nenhum dos dois poderiam prever…
Esta história comovente, bem-humorada e profundamente tocante mostra que o amor pode ser enlouquecedor e frustrante, mas também sublime. Na mesma tradição de P.S. Eu Te amo e Um Dia, O Primeiro Último Beijo vai fazer você suspirar e derramar lágrimas com a mesma intensidade.

A primeira coisa que você deve saber sobre esse livro é que você vai chorar. E muito. Ora as lágrimas vão ser de tristeza, ora de alegria. Mas mantenha em mente que é uma narrativa bem forte.

Contado pelo ponto de vista de Molly, o livro passeia entre recordações, postagens do blog de Molly, e o presente. Como se fosse um filme revisitado, o que inclusive fica claro na diagramação do livro, vamos conhecendo a história do casal. Isso foi um dos pontos que mais gostei, de como o livro é construído em torno dos beijos e tudo vai se entrelaçando, deixando o livro bem coeso.

Eu demorei um pouco a engrenar na narrativa, pois foi difícil me acostumar com a linha temporal. Isso aconteceu porque o livro vai e volta, não segue uma sequência imediata das datas. Porém, depois que consegui me acertar, não consegui largar o livro. A escrita da autora é muito envolvente e, apesar do tamanho avantajado do livro, eu consegui terminá-lo em poucos dias.

Os personagens foram muito bem descritos, com suas personalidades fortes e bem críveis. Senti falta de uma maior interação de Molly com os pais, mas entendi que a razão disto não ter sido muito bem explorado. Ryan é o típico galã de comédias românticas, mas isso não um faz um idiota, pelo contrário. Eu gostei muito de como ele não desistiu de Molly, mesmo depois das mil patadas e pisadas na bola que ela fez. Outras personagens que gostei bastante foram as melhores amigas da protagonista, Casey e Mia. A troca de farpas entre as duas é muito boa, sem contar o apoio que elas dão à Molly.

Existe uma carga emocional muito grande no livro, mesclada a alguns momentos mais leves, isso me deixou numa tensão e não querendo chegar ao final e descobrir o desfecho. Não vou mentir dizendo que não é dramática, pois é sim. O enredo todo trama do amor na forma real, dura, sofrida, mas que também proporciona alegrias enormes.

Eu tentei não chorar com o final (e falhei lindamente). Foi digno de filme mesmo, completamente emocionante. E passei um tempo com uma ressaca, pois precisava digerir a história. Creio eu que nem todos irão gostar do livro, principalmente por conta da linha temporal meio confusa. Mas eu recomendo fortemente que embarquem na leitura, pois vale muito a pena.