1 de dezembro de 2016

[Resenha] Garota Desaparecida - Sophie McKenzie

Autor(a): Sophie McKenzie
Editora: Verus
ISBN: 9788576864172
Páginas: 238
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 2,5/5

Sinopse: Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge para tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada.

Sempre me falaram para não julgar um livro pela capa. Eu nunca levei esse lema a sério. Consequentemente já dei várias vezes com a cara na parede e me deparei com uma capa maravilhosa uma história não tão atraente. E foi isso que aconteceu com Garota Desaparecida.

A capa grita a todo momento "uuuuh mistério", mas o único mistério mesmo é o formato dos olhos da menina na capa. Senti que faltou desenvolvimento da narrativa, pareceu que foi tudo jogado, levando em consideração a forma corrida como o livro passou.

A breve pesquisa de Lauren, citada na sinopse, do nada se transforma numa obsessão e depois vira certeza pela protagonista. Tudo isso num intervalo de 10 páginas, no máximo. Até mesmo o "confronto" que ela teve com os pais adotivos foi desanimador. Aliás, foi pouca a interação mostrada entre eles.

Apesar das poucas páginas, foi um suplício terminar a leitura. Cogitei por muitas vezes abandonar o livro, mas com muito custo consegui terminar.

A autora não desenvolveu bem os personagens, e senti falta de maior participação dos secundários. Todos os diálogos me pareceram superficiais e acredito que este tenha sido meu problema com o livro. Faltou maior aprofundamento, levando em consideração o calibre onde o enredo se apoiava.

Tudo pareceu raso, desde a descoberta de Lauren, sua viagem, os "perigos" que ela enfrentou. Por conta disso não consegui me conectar com o livro e acabei me decepcionando. Sem contar que muitas situações forçaram tanto a barra que não sei como esta não quebrou.

Enfim, acredito que tenham pessoas que irão gostar do livro. Comigo, infelizmente não funcionou. Mas como gosto e conexão com a história variam de pessoa, recomendo a leitura.

29 de novembro de 2016

[Resenha] Diário de uma princesa improvável - Meg Cabot

Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera Júnior
ISBN: 9788501076687
Páginas: 208
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Olivia Grace Clarisse Mignonette Harrison é completamente normal. A única coisa que não é normal nela é seu nome (muito comprido e meio principesco), sua habilidade para desenhar animais (algo muito útil para sua futura carreira como ilustradora da vida selvagem) e o fato de ser quase órfã, pois não conhece o pai e depois que a mãe faleceu se vê forçada a viver com a tia e o tio (que quase a tratam como se ela fosse da família). Até que num dia que tinha tudo para ser como os outros — totalmente normal — as coisas parecem sair do controle: a menina mais popular da escola ameaça bater em Olivia, o diretor ameaça lhe tirar um ponto e... uma limusine com a princesa da Genovia, Mia Thermopolis, surge do nada. A menina na verdade é uma princesa, meia-irmã de Mia, e finalmente poderá conhecer o pai, a avó, a Genovia, para então perceber que todos somos mais especiais que pensamos.

Quando fiquei sabendo que a Meg Cabot iria fazer outra série ambientada em Genóvia eu fiquei mais ou menos assim:
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Passada a euforia inicial eu finalmente fui conferir o livro e é a coisa mais fofa do mundo. Olivia é uma personagem que me encantou desde o início, e me lembrou bastante da Mia. A diferença entre as duas é que Olivia não é tão tímida quanto a irmã.

O livro é bem curtinho e tem várias ilustrações da protagonista. Os pensamentos dela, colocados no seu diário, assim como suas dúvidas são bem característicos de uma pré adolescente. E gostei de como foi narrado o seu encontro com o pai. Meg arrasou nas ilustrações, aliás. Elas refletem muito bem o espírito de Olivia e sua ambição em se tornar ilustradora de vida selvahgem. 

O que eu mais amava na série original e que me animou muito com esse spin-off é como a autora mostra que títulos não passam de títulos, valendo mesmo o que está no coração das pessoas. O livro traz vários exemplos de respeito e amor, e que o tratamento de princesa não se estende apenas a quem possui o título real.

A inocência e gentileza de Olivia foram as características que mais gostei. Mesmo depois de descobrir que seus tios haviam mentido sobre suas origens, ela não quer magoá-los. E foi uma explosão de amor a cada página.

O livro é um infanto-juvenil, mas isso não impede que pessoas mais velhas o leiam. Foi um presente enorme para quem acompanhou a história de Mia e eu amei cada minuto que passei em Genóvia.

28 de novembro de 2016

[Resenha Premiada] Novembro, 9 - Colleen Hoover

Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501076250
Páginas: 352
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Quando li a sinopse de Novembro, 9 achei que ia ser uma história baseada em mentira e terminando com a Fallon descobrindo que não era amor, era cilada foi parte de um jogo pra escrever um livro, mas aí perdoaria e eles viveriam felizes para sempre. Errei em partes (não vou dizer quais), porém algumas coisas meio óbvias na história fizeram com que o livro perdesse uma estrela.

A narrativa não é a típica de garota conhece garoto, os dois se apaixonam loucamente, separam, voltam e ficam juntos pela eternidade. A protagonista já sofreu muito na vida e isso fica bem claro, uma vez que a história é em primeira pessoa, alternando entre ela e Ben. A autora construiu muito bem a personagem, mostrando suas inseguranças e medos, e me fez sofrer muito junto com ela.

Ben, por outro lado, me irritou durante boa parte da história. Demorei a cair nas suas graças, não conseguia sentir confiança na sua postura, não sei explicar. Tudo o que ele dizia para Fallon parecia premeditado, friamente calculado. Depois de um tempo me acostumei, mas a desconfiança continuava lá.

O livro todo se passa em períodos de anos, sempre no dia 9 de novembro, e foi bem legal ver o amadurecimento dos personagens, principalmente Fallon. Conforme o enredo avançava mais eu a achava incrível, principalmente por ter conseguido se libertar das suas amarras. E aí eu percebi que, por mais que superficialmente a história se mostrasse um romance, ela se tratava de cura, de acreditar no seu potencial, investir, basicamente aquele ditado de você só uma vez, sabe?

Por se tratar de um livro da Colleen é óbvio que você vai sofrer. E vai chorar, E passar raiva. E querer jogar o livro na parede. E depois pedir desculpa e falar que foi o melhor livro da vida. Não necessariamente nessa ordem, meio que como as fases do luto. Mas independente disso, foi maravilhoso ler e me envolver com a história.

Meu único porém é sobre a obviedade de algumas coisas. Não sei se é por já conhecer o estilo da autora, mas muitas cenas e alguns mistérios envolvendo os protagonistas me pareceram um padrão e eu acabei atando algumas pontas sozinha. Se não fosse por isso, o livro seria excelente.

Colleen também traz de volta dois personagens já conhecidos e amados, mas vocês só vão descobrir quem são lendo o livro (ou procurando no Google, vai saber né). E eu fiquei bem feliz em como ela conseguiu entrelaçar duas histórias.

Mas enfim, Novembro, 9 é mais um livro maravilhoso e eu recomendo sim, mesmo com os lugares comuns que a autora não conseguiu fugir.

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22 de novembro de 2016

[Resenha] Corte de Névoa e Fúria - Sarah J. Maas

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501076601
Páginas: 658
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Quando recebi o exemplar eu levei um baita susto, porque não imaginava que ia ser esse tijolão. Brincadeiras à parte, relevei o tamanho devido a minha curiosidade enorme de saber o que havia acontecido com Feyre, já que o final do primeiro livro quase me matou. E foi tiro atrás de tiro.

Nessa segunda parte da história, a protagonista se apresenta ainda mais forte e decidida. Mas em algumas partes ela me decepcionou muito. Principalmente quando ela acatava sem questionar as decisões de Tamlin. Outro ponto que me incomodou muito foi o excesso de voltas que a autora deu para explicar algumas situações. Eu entendo que é necessário inserir detalhes para ambientar o leitor, mas algumas partes foram, a meu ver, desnecessárias.

Assim como Feyre precisa enfrentar seus traumas sofridos durantes os eventos do primeiro volume, Tamlin também precisa superar muitos obstáculos. Isso explica, em parte, o comportamento bem rude dele com a menina. Mas quem me chamou atenção mesmo na história foi Rhysand.

De início eu tinha uma aversão enorme ao personagem, acredito que foi isso que a autora quis. Mas conforme fui avançando, ele me conquistou e acabou bagunçando todo o meu conceito de ship. Sem contar que ele foi fundamental na recuperação de Feyre. Enquanto Tamlin só conseguia deixá-la mais para baixo.

O livro apresenta algumas cenas de ação e muitas partes são bem tensas, porém o achei mais parado no desenvolvimento da história. Gostei da inserção de novos personagens, os quais foram muito bem trabalhados.

A escrita de Sarah continua bem fluida e assim que eu peguei o ritmo da leitura foi bem difícil largar. Algo que me chamou bastante atenção foi como ela retratou o relacionamento bem tóxico entre Feyre e Tamlin. Algumas situações beiravam o abuso, não em questão de violência, mas se assemelhando a uma prisão. Em uma parte do livro a própria protagonista cita que o amor dele às vezes parecia veneno. Porque de tanto "amá-la" ele não percebia que a estava destruindo.

O segundo volume ganhou meu coração bem mais que o primeiro, mesmo que algumas partes tenham se desenvolvido lentamente. Eu sofri muito com os personagens e ficou claro em qual lado que eu estou logo de cara, Sem contar que o final me deixou completamente sem fôlego e morrendo pela continuação.

É um prato cheio para quem gosta de romance e ação, tudo na dose certa!

2 de novembro de 2016

Aniversário de 3 anos do Roendo Livros


Oi, galera!

O Roendo Livros da maravilhosa Ana está fazendo 3 anos e nós também entramos nessa festa. Para comemorar os três anos de existência, a Ana pediu uma super ajuda para as editoras parceiras do blog e montou um kit de dez livros para um único ganhador. Ah, os amigos parceiros também estão participando da festa!

26 de outubro de 2016

[Resenha] Como Tatuagem - Walter Tierno

Autor(a): Walter Tierno
Editora: Verus
ISBN: 9788576865346
Páginas: 308
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Artur é um cara rico, superficial e egoísta. Bonito e popular entre as mulheres, não tem o menor respeito por elas — sua vida amorosa se resume a colecionar parceiras na cama. Essa rotina de prazeres e privilégios é interrompida quando ele sofre um grave acidente de carro. Para ajudá-lo a se recuperar, sua mãe contrata a fisioterapeuta Lúcia.
Desde criança, Lúcia sofre o preconceito que persegue os portadores de vitiligo. Sua mãe sempre esteve presente para apoiá-la e fazê-la enfrentar os obstáculos que a vida lhe impõe. De temperamento doce, porém decidido, Lúcia tem uma consciência peculiar e aguda sobre o mundo. Mas, quando se vê sem o amparo materno, suas certezas desabam.
O encontro de duas pessoas tão diferentes vai gerar muito atrito, mas com o tempo Lúcia e Artur vão descobrir algumas das infinitas facetas do amor e, entre conquistas, medos, perdas e paixões, verão suas vidas transformadas para sempre.

Conheci Como Tatuagem por meio do Marcos Tavares e solicitei logo que ficou disponível. Eu geralmente tenho problemas quando subo demais a minha expectativa com alguns livros, mas felizmente a trama do Walter correspondeu a todas elas.

O livro é divido entre os pontos de vista de Lúcia e Artur. Eu gostei muito da construção dos personagens, pois eles me soaram bem reais. Ela é super batalhadora e consegue se manter de cabeça erguida, mesmo sofrendo um preconceito enorme. Já ele é o típico playboy mimado, que acredita que o mundo gira em torno do seu umbigo.

Eu comecei o livro achando que seria mais uma história sobre duas pessoas de mundos diferentes que se cruzam e vivem um amor épico. Bem no estilo Romeu e Julieta que todo mundo já cansou de ler, sabe? Pois então, eu não estava preparada para a sequência de tiros que tomei durante a leitura. Nem 50 páginas e eu já chorava copiosamente. E segui assim durante boa parte do livro.

Foi impossível não mergulhar de cabeça na narrativa e não conseguir largar. Eu fiquei fascinada pelos personagens, suas histórias e todo o crescimento que ambos tiveram. E sim, o livro tem cenas quentes, mas não são exageradas nem romantizadas, são reais e isso fez muita diferença.

Os personagens secundários não tiveram muito destaque na história, porém gostei do pouco que foi falado sobre eles. Senti falta de uma exploração maior da irmã de Artur, acredito que a parte dela daria um bom pano pra manga.

Mesmo tendo romance na trama, não pense que é algo no estilo sessão da tarde com a mocinha sendo salva no final. Muito pelo contrário, Lúcia demonstrou que não precisa de ninguém para se defender e isso foi ótimo. Um dos pontos que mais me chamou atenção foi em relação ao ex namorado dela, Bruno, que mostrou muito bem como um ataque de raiva pode gerar atitudes ridículas.

O amadurecimento dos personagens foi muito bem descrito. Tanto Lúcia quanto Artur passaram por maus bocados, mas conseguiram dar a volta por cima e reverteram as situações da melhor forma possível. Ela conseguiu quebrar as barreiras do preconceito e ele mostrou que era mais do que a embalagem.

A escrita do Walter é muito fluida, sem contar que ele vai direto ao ponto. Muitas vezes a narrativa se perde quando o autor dá muitas voltas e daí tudo fica sem sentido. Não foi este o caso e eu fiquei muito feliz.

O livro terminou com todas as pontas muito bem amarradas e eu terminei com a sensação de ter tido a sorte de me deparar com esta história. Eu recomendo sem sombra de dúvidas.

18 de outubro de 2016

O que presta e o que não presta da fall season

Oi, pessoal! Faz muito tempo que não falo de séries aqui, né? Pois então, a fall season chegou e com ela uma pá de séries pra lotar a grade (ou passar raiva). Ainda não vi todos os pilotos (e nem sei se vou conseguir ver tudo), então esse post tem grandes chances de ter uma continuação.

Então vamos lá!

No Tomorrow

"A comédia romântica acompanha uma analista de riscos que se apaixona por um rapaz de espírito livre que leva a vida sem se importar com o que está do outro lado da esquina, pois acredita que o apocalipse está chegando.
A série foi baseada na série brasileira Como Aproveitar o Fim do Mundo que foi ao ar na TV Globo em 2012."

Pensa numa série amorzinho que você fica lutando pra não se apegar porque tem medo do cancelamento? Sou eu com No Tomorrow. Eu fiquei apaixonada pelo piloto, pelos personagens, pela química entre Evie e Xavier (with an ex) e principalmente pelo Joshua Sasse.

E mesmo assim ainda fiquei com aquele sentimento de que não passa da primeira temporada. Mas nunca se sabe, né? Sigo acompanhando e morrendo de amores. AND: OLHA O BRASIL DOMINANDO AÍ.

Minha nota para o piloto: 8,5

Timeless

"O roubo de uma máquina do tempo é o primeiro numa série de crimes temporais misteriosos que levam um cientista, um soldado e uma professora de história a se lançarem numa busca desesperada através do passado para interromper o louco que quer destruir os Estados Unidos. Os três precisam tomar cuidado com suas ações, pois nunca se sabe qual movimento gerará consequências irreversíveis."

Sempre fui muito fã de viagem no tempo, mas só fui saber da existência dessa série pelo Banco de Séries. E ainda bem que fui ver o piloto. É um prato cheio para quem gosta de História e principalmente para quem ama essas ficções envolvendo várias linhas temporais.

Minha nota para o piloto: 9

Frequency

"Baseada no filme sobrenatural Alta Frequência (2000). A detetive Raimy Sullivan (Peyton List) sempre quis provar a todos que ela não é parecida em nada com seu pai, que se envolveu em corrupção policial e acabou sendo morto, quando ela tinha apenas oito anos de idade. Ou pelo menos é o que a história conta. Acontece que Frank (Riley Smith) estava envolvido em uma operação secreta. Vinte anos depois, Raimy descobre uma voz no velho rádio quebrado de seu pai. E, de alguma forma, a voz é a dele, transmitida através das ondas do rádio desde 1996. Agora, em contato com o pai no passado, ela vai tomar decisões que terão consequências extremas no presente."

Fui ver essa série sem um pingo de expectativa, apenas pra fazer média no BdS e concluir o projeto. Mas nossa, me surpreendi com o quão envolvida eu fiquei. Não dá pra piscar que as informações se perdem e você tem que voltar a cena, sério. Achei super movimentada a série e tem também os elementos das linhas temporais que podem ser alteradas. Presta pra cacete a série (porém tenho medo de não sobreviver).

Minha nota para o piloto: 8,5

Van Helsing

"Criada por Neil LaBute, a história gira em torno de Vanessa Helsing (Kelly Overton), filha de Abraham Van Helsing, caçador de vampiros. Ao acordar cinco anos no futuro, ela descobre que os vampiros tomaram conta do mundo. Cabe a ela, com seus poderes, liderar uma ofensiva para recuperar o controle do que sobrou do planeta. Sua missão é a de localizar um buraco no céu do Colorado por onde os raios do sol são tão poderosos que se tornam capazes de eliminar os vampiros. No caminho, ela e seu grupo encontram humanos e vampiros, alguns amigáveis, outros inimigos que farão qualquer coisa para destruí-los."

Tinha potencial para ser ótima, tanto que gostei muito do piloto, mas depois a série deu uma estagnada e ficou impossível continuar assistindo. Sem contar que os efeitos especiais são super trash e os vampiros mais parecem zumbis. Enfim, bom pra quem gosta, né?

Minha nota para o piloto: 8
*Mesmo com esse 8 do piloto, abandonei no terceiro episódio porque simplesmente não deu.

The Exorcist

"Tomás Ortega (Alfonso Herrera) é um padre progressista, ambicioso e compreensivo, que coordena uma pequena paróquia localizada no subúrbio de Chicago. Quando um caso de possessão demoníaca aflige a família Rance, que integra a paróquia, os padres Tomás e Marcus (Ben Daniels) unem-se, além das diferenças, para enfrentar o maior desafio de suas vidas."

Primeiramente FORA TEMER Poncho Herrera é meu pastor e nada me faltará. Brincadeiras à parte, eu quase me caguei de medo uma cem vezes durante o piloto. Nunca assisti ao filme (e nem pretendo, porque nossa), daí não sabia muito bem o que esperar, né? Fui com fé e acreditando no povo do Twitter que me disse que eu não ia ficar sem dormir. Bem, não tive insônia, porém tive uma porrada de pesadelos.

A série presta sim, mas eu não tenho coragem o suficiente pra continuar assistindo, Mas para quem gosta de terror, super recomendo.

Minha nota para o piloto: 8,5

Mary + Jane

"Mary + Jane segue as aventuras de Jordan (Scout Durwood) e Paige (Jessica Rothe), melhores amigas que lutam para conseguir que seu negócio, um serviço de entrega de maconha, decole."

Cê tem que tá muito, muito, muito high pra esse piloto fazer sentido. O que explica eu ter entendido vários nada. Achei a série muito trash, as cenas são toscas e até o cachorro tarado me deu nervoso. Não presta mesmo.

Minha nota para o piloto: 5,5

This Is Us

"Os episódios contam a história de pessoas que nasceram no mesmo dia, incluindo Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos, Kevin (Justin Hartley), um ator que está cansado do que faz, Kate (Chrissy Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Sterling K. Brown) um homem rico à procura de seu pai biológico."

Pensa numa série feita pra te fazer chorar o episódio inteiro? Essa é This Is Us. E é tiro atrás de tiro, cada cena inesperada que me deixou jogada no chão dividida entre chorar em posição fetal ou gritar "q q tá conteseno????"

Vale muito a pena investir na série.
Minha nota para o piloto: 10

The Good Place

"Eleanor é uma mulher do Arizona que... morre. Ela vai parar no 'bom lugar', onde a felicidade é eterna e todo mundo é bom. O problema é que ela não é quem eles acreditam, e não acha que deveria estar lá, e vai fazer de tudo para tentar descobrir se é ou não uma pessoa boa ou ruim."

Confesso que 70% do motivo de ter ido assistir à série foi por causa da Kristen Bell. Os outros 30% foi recomendação do Kelvin no grupo (e ele só me indica série boa, que às vezes são cancelada, tipo Jane By Design, mas fé no pai). Os episódios duram apenas 30 minutos (ou 22 né) e eu acho bem pouco porque nem vejo o tempo passar e já tá lá o final com plot twist. Gostei muito do piloto e espero sinceramente que seja renovada.

Minha nota para o piloto: 8


Então é isso, gente! Se eu conseguir assistir a mais pilotos volto com uma parte 2.

E vocês já assistiram alguma séries dessas aí? O que acharam? Também aceito indicações de outras. =D

7 de outubro de 2016

[Resenha Premiada] Boa Noite - Pam Gonçalves

Autor(a): Pam Gonçalves
Editora: Galera
ISBN: 9788501106698
Páginas: 240
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5

Quando li a sinopse deste livro eu fiquei com o pé atrás e confesso que 90% do motivo de ter solicitado foi para conferir o trabalho da Pam. E fui surpreendida muito positivamente com a história.

Boa Noite é narrado em primeira pessoa pela protagonista Alina. De início não consegui me envolver com a personagem, mas ao longo da trama comecei a gostar dela e entender sua personalidade. Ela sempre foi vista como a garota nerd, que gosta de Harry Potter e sempre tirava notas altas. Quando ela entra para a faculdade de Engenharia da Computação, ela resolve mudar seu estilo de vida e deixar para trás a imagem que tinha no Ensino Médio. Sim, é aquele velho clichê. A diferença aqui foi a forma como a autora trabalhou no desenvolvimento e amadurecimento da personagem.

Os personagens secundários possuem bastante destaque, principalmente os colegas de república dela. Eu gostei de cara da Manu, que possui aquela alma de humanas, é super extrovertida, porém amiga para todas as horas. Talita e Bernardo, impossível falar dos dois sem estarem na mesma frase, são um casal super gente boa e eu gostei muito do enredo em torno dos dois. Já Gustavo, de início achei que ele só estaria ali para ser o parzinho da Alina, mas ele se mostrou bem mais que isso.

Além de acompanhar as batalhas que a moça enfrenta sendo uma das quatro alunas do curso, que é basicamente propriedade dos machões, a trama também foca muito no empoderamento, abusos e feminismo. E isso, para mim, foi a melhor parte do livro. Alina não se deixa abater pelas piadinhas toscas que sofre dos seus colegas de turma, pelo contrário, ela os enfrenta e mostra que lugar de mulher é onde ela quiser.

O outro foco do livro se trata dos abusos que a maioria das mulheres sofrem em festas. Não é de hoje que ouvimos sobre meninas que são violentadas ou que são embebedadas por pessoas que pensavam ser boas. Pam tratou dessa questão com muita sensibilidade e de forma extremamente verdadeira, mostrando os julgamentos cruéis que as vítimas sofrem. Aqueles tantos argumentos que já cansamos de ouvir e que justificam o ato como merecido porque “ela bebeu”, “ela estava com roupa curta”, etc. Eu gostei muito da abordagem sobre a cultura do estupro e como muitas vezes as vítimas se calam por medo dos julgamentos.

Toda a narrativa é bem sustentada pelo feminismo, mostrando como existe machismo dentro dos cursos de exatas. E nesse ponto posso afirmar que é 100% verdade, embora no meu curso (Química) não tenha tanto isso, porém já ouvi professor criticando o fato de mulheres estarem na área científica. É triste que ainda existam pessoas com esse pensamento, mas por outro fico bem feliz em saber que estamos mudando isso dia após dia.

O livro traz uma mensagem excelente de empoderamento, mostrando que toda mulher possui os mesmos direitos que o homem e que competência não se mede pelo que temos entre as pernas. Como disse antes, fiquei bem surpresa com a história, pois não achei que teria tanto potencial, nem que gostaria tanto. Boa Noite é um livro que indico a todos, pois é uma leitura muito boa e bem fluida, não cansei em nenhuma parte (e nem consegui largar até chegar ao fim).

Sorteio

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29 de setembro de 2016

[Resenha] As épicas aventuras de Lydia Bennet - Kate Rorick & Rachel Kiley

Autores: Kate Rorick & Rachel Kiley
Editora: Verus
ISBN: 9788576864646
Páginas: 294
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Antes de Lizzie começar seu popular vlog, Lydia era apenas uma garota normal tramando maneiras de matar aula e criar a identidade falsa perfeita para entrar nas baladas. Talvez ela não tivesse muito foco, mas amava sua família e se divertia para valer. Até que o vlog de Lizzie transformou as irmãs Bennet em sensações da internet, e Lydia adorou virar o centro das atenções, conforme as pessoas assistiam, debatiam, postavam no Twitter, no Tumblr e em blogs sobre a vida dela. Mas então Lydia aprendeu que nem toda atenção é positiva... Depois que seu ex-namorado, George Wickham, aproveitou a fama recém-adquirida de Lydia, traiu sua confiança e destruiu sua reputação, ela não é mais uma garota ingênua e despreocupada. Agora, Lydia terá de batalhar para reconquistar a confiança e o respeito de sua família e encontrar seu lugar no mundo.

Sabe quando você espera muito por algum lançamento e quando este chega você fica numa euforia doida, meio que correndo em círculos e quase morrendo porque o livro não chega na sua casa logo? Foi mais ou menos assim que fiquei quando vi As épicas aventuras de Lydia Bennet. PORÉM, como o presente de Natal tão esperado que acaba se revelando um par de meias eu fiquei muito decepcionada com a leitura.

Em O diário secreto de Lizzie Bennet, Lydia não possui tanto destaque, afinal a história é sobre sua irmã e não faria muito sentido mesmo. Apenas alguns acontecimentos no final que falam mais da personagem, mas isso não foi o suficiente para conhecê-la e criar uma opinião sobre ela. Bom, tendo em mãos o seu livro, eu consegui notar uma coisa: Lydia é extremamente chata.

Eu juro que eu me esforcei para gostar da personagem, mas não deu. Ela é mimada, se acha o centro do universo e tem atitudes completamente infantis. A narrativa em primeira pessoa também não ajudou, porque a todo momento eu imaginava aquela pessoa que de início parece ser super legal, daí ela abre a boca (e nunca mais fecha) e você só fica implorando em pensamento o poder de teletransporte.

A leitura foi muito repetitiva, porque a cada cinco parágrafos, quatro eram sobre o trauma que a protagonista sofreu. Acredito que eu (e o resto dos leitores) já teríamos percebido isso durante as primeira noventa vezes que ele foi citado, não? Existem cenas que valem a pena de ler, mas isso não faz valer a leitura das 294 páginas.

Tudo o que me encantou no primeiro livro não existe neste. Lizzie é um amor de pessoa e acompanhar sua história foi realmente incrível. O mesmo não aconteceu com Lydia. Boa parte disso se deve ao formato egocêntrico que o livro tem, poucas são as partes que apresentam interação com os outros personagens. E quando isso acontece, nem sempre é de forma produtiva, uma vez que é tudo pela impressão da principal e ela nem sempre tem boas opiniões.

Eu passei praticamente o livro todo procurando pela "épicas aventuras" e não encontrei. Dei uma pausa na leitura, fui ler outras coisas para ver se o problema não era comigo, mas nem isso resolveu. Tentei dar uma chance à personagem de Austen que é considerada a mais chata, só que não rolou mesmo.

27 de setembro de 2016

[Resenha] Boomerang - #1 - Noelle August

Autor(a): Noelle August
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105783
Páginas: 350
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3,5/5

Sinopse: Mia Galliano e Ethan Vance se conhecem em um bar e a química entre eles é inegável e imediata. Uma coisa leva a outra, e na manhã seguinte Mia acorda na cama de Ethan com a maior ressaca do mundo. E aí as coisas ficam complicadas. Tanto Mia quanto Ethan estão atrasados para uma entrevista de emprego. E é quando notam a maior coincidência de todas: os dois estão competindo pela mesma vaga no departamento de marketing da Boomerang, um site de relacionamentos. Será que vão conseguir ignorar o desejo que sentem um pelo outro? E quem vai ficar com a cobiçada vaga no marketing? 

Todo mundo que acompanha o blog (e até quem não, mas me conhece) sabe que eu sou muito meio pirada quando o assunto é NA. Esse foi um dos principais motivos pelos quais quis ler Boomerang, sem contar que eu gostei muito da capa (julgo livros pela capa sim, me processa). Confesso que fazia tempo que eu não lia um NA tão gostosinho como esse, porém tive alguns probleminhas durante a leitura.

Uma das coisas que mais me chamou atenção no livro é o humor sempre presente. Eu não conhecia a escrita das autoras Lorin Oberweger e Veronica Rossi (para quem não sabe, Noelle August é o pseudônimo das duas) e gostei muito do que foi apresentado. Sem contar que eu sou apaixonada por narrativas que envolvem competições e que quebram tabus. Isso aconteceu muito no livro, pois assuntos como sexo e nudez são tratados de forma bem divertida e leve, sem aquele constrangimento que muitos julgam normal ao se falar disso.

Os personagens foram bem construídos e eu gostei de notar que os personagens "secundários" apareceram bastante. Eu tenho como opinião que jogar muitos personagens e não aproveitá-los seja completamente desnecessário. Felizmente não foi esse o caso. E fiquei ainda mais feliz em saber que as continuações da série darão destaque a eles.

O enredo é bem clichezão mesmo, então se você já está cansada da história batida de "cara conhece a mina em (x) festa; (x) bar; (x) qualquer lugar, eles se atraem, percebem que não vão conseguir ficar juntos, mas não conseguem resistir à atração" eu te aconselho a não investir na leitura. Eu gosto de clichê, gosto de romance tipo sessão da tarde, e gosto de conseguir prever o que vai acontecer, motivo pelo qual eu consegui me adaptar bem a leitura.

A trama é narrada pelo ponto de vista de Mia e Ethan e isso atrasou um bocado a minha leitura, porque às vezes as mesmas partes eram descritas. Eu acho super ok mostrar uma mesma cena pela visão de dois personagens, afinal ninguém pensa igual e tal, mas algumas partes se tornaram cansativas.

Não espera muitas cenas wow, principalmente no quesito pegação (isso me desapontou, confesso), mas se você deseja uma história amorzinho, essa é a aposta certa. Eu fiquei um pouco triste com a questão da vaga de emprego, porque inicialmente esse seria o grande "vilão" da história e não foi muito bem o que aconteceu.

No geral, Boomerang é um bom livro para passar o tempo. Não é um dos melhores NA's que já li, mas já me deparei com muitos ruins. Como disse anteriormente, se você não quer ler nada da fórmula pronta, esta não é a leitura mais indicada.