21 de setembro de 2016

Você já conhece o trabalho do Robson Reis?

Rock Friends Race

Oi, pessoal! Quem aí se interessa por ilustrações?

Hoje vou mostrar um pouco do trabalho do meu amigo Robson Reis!

Super talentoso, o Robson é formado em Designer e trabalha na área desde 1996.

Ele já ilustrou para o livro "As Runas - Um presente para o autoconhecimento" e vocês podem conhecer um pouco deste trabalho e de outros abaixo.

Carta Wunjo
Carta Branca
Rock Friends


E eu no cartaz do RF Race ♥


Se você quiser conhecer mais do trabalho do Robson, acesse o site dele: http://robsonreis3.wixsite.com/robsonilustracoes!

20 de setembro de 2016

[Resenha] Quando Anjos Merecem Morrer - Nicole Abrahão

Autor(a): Nicole Abrahão
ASIN: B01GU37YIQ
Páginas: 251
Ano: 2016
Avaliação: 4/5

Sinopse: A amizade escolhe os lugares mais estranhos para surgir. Jessica, Tiffany e Julia se vêm isoladas socialmente pelo que escolheram e o que não escolheram. Tudo o que Tiffany quer em seus dias contados é um amigo, Jessica já resignou-se em aceitar a ausência destes em sua frágil tentativa de se mostrar independente, e no escuro de janelas fechadas e pesadas cortinas da casa em frente, Julia tenta finalmente achar um lar na sexta casa que ocupa em três anos. Julia não quer mais amigos. A fugidia amizade surge entre três pessoas que relutam em reconhecer o quão semelhantes são entre si.

Eu demorei a começar a ler este livro porque fiquei com medo da carga emocional que ele me traria. Mas respirei fundo, fui e não me arrependo em nenhum momento.

A história gira em torno de três personagens, Jessica, Tiffany e Julia, e em toda bagagem que elas trazem. Eu gostei muito de como a autora construiu a imagem delas, porque soaram bem críveis. Sem contar que deu pra sentir a dor de cada uma delas, conforme eu avançava no livro.

A ambientação do livro deixou um pouco a desejar, pois não consegui identificar onde a história se passava. Deduzi por conta do nome das personagens e de algumas palavras utilizadas que se passava fora do Brasil. Isso atrapalhou um pouco na leitura.

Um ponto que me incomodou na narrativa foi o uso do presente, mas de um jeito muito formal. Senti que certas passagens necessitassem de uma linguagem mais coloquial, porém isso não foi um problema muito grande.

Nicole trabalhou muito bem entre os conceitos de certo e errado, ou do que achamos que é correto. Além disso, ela usou muito bem a argumentação na questão da AIDS e de todos os preconceitos que a classe LGBT sofre.

A trama mescla bem as nuances entre as partes felizes e tristes de se conviver com alguém soropositivo, assim como as dificuldades que isso causa. A autora ainda introduziu trechos de músicas que complementaram muito bem as cenas.

Foi sofrido acompanhar a história das três e os desfechos. Mas junto com isso veio a lição de nunca parar de viver, de mesmo quando sentirmos vontade de desistir, juntar forçar e seguir em frente.

Eu fiquei muito feliz quando a autora entrou em contato comigo. E gostei muito do seu livro. O ebook está disponível na Amazon e eu recomendo muito.

O livro pode ser adquirido na Amazon. Para comprar, clique aqui.

8 de setembro de 2016

[Resenha] George - Alex Gino

Autor(a): Alex Gino
Editora: Galera Júnior
ISBN: 9788501077677
Páginas: 144
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Quando as pessoas olham para George, acham que veem um menino. Mas ela sabe que não é um menino. Sabe que é menina.
George acha que terá que guardar esse segredo para sempre: ser uma menina presa em um corpo de menino. Até que sua professora anuncia que a turma irá encenar “A menina e o porquinho”, e George quer MUITO ser Charlotte, a aranha e protagonista da peça. Mas a professora diz que ela nem pode tentar o papel porque... é um menino.
Com a ajuda de Kelly, sua melhor amiga, George elabora um plano. E depois que executá-lo todos saberão que ela pode ser Charlotte — e entenderão quem ela é de verdade também.

Desde o início fiquei curiosa sobre a história de George e assim que ele foi liberado para solicitação, não perdi tempo. Primeiro me encantei pela capa minimalista, mas meu coração se encheu de amor mesmo com a protagonista.

George tem 10 anos e esta é uma fase enorme de mudanças. É onde as crianças começam a descobrir a diferença entre certo e errado, bom e ruim, e principalmente, descobrem quem são. Toda a narrativa mostra com delicadeza como George sabe que é menina, mesmo que tenha nascido no corpo de um menino. Porém ela também sabe que nem todos irão aceitá-la a seu modo e acha que tem que viver com esse segredo.

A trama se desenrola ao redor da encenação de "A menina e o porquinho". Para quem não conhece a história:

Quando Fern Arable percebe que seu pai tem planos para matar os filhotes de um porco, com sucesso convence-lhe que não. Ele dá um porco para Fern, que o chama de Wilbur e o coloca como um animal de estimação. Mas, quando Wilbur se torna um adulto, Fern é obrigada a levá-lo para a fazenda Zuckerman, onde ele será preparado para um jantar.
Charlotte é uma aranha que vive acima da pocilga onde Wilbur vive, eles se tornam amigos e ela decide ajudar a evitar ser comido. Com a ajuda de outros animais do celeiro, incluindo um rato chamado Templeton, Charlotte tentou convencer a família que Wilbur é um animal especial.
 A personagem favorita de George é Charlotte e quando ele se apresenta para a professora com as falas da aranha, nem tudo sai como planejado. Isso porque, segundo a professora, ele é um menino.

Do início até essa parte eu já tinha segurado o choro várias vezes, mas dessa vez não deu. Ver como essa fala da professora afetou a personagem doeu em mim. Foi a primeira demonstração, de muitas que o livro traz, sobre como é difícil que os outros te vejam como você é de verdade.

George é uma personagem incrível, e acredito que todos nós temos muito o que aprender com ela. Ela é transgênera, mas isso não a torna anormal. Assim como toda criança nessa idade, ela tem as suas diversões. Toda a escrita de Alex tem uma sensibilidade ótima, que mostra tudo de forma bem delicada e detalhista.

O livro fala muito de empatia, sabe? E traz esse sentimento a quem está lendo também. Em vários momentos eu só queria estar lá para falar para George que tudo ia se ajeitar, que apesar das coisas que ruins, estão ocorrendo mudanças e que ela não precisaria mais se esconder.

Foi uma leitura linda, mas ao mesmo tempo doeu. E não foi pouco. Principalmente por saber que muita gente ainda tem um pensamento retrógrado e que julgariam a protagonista como anormal. Isso é retratado no personagem Jeff, e existem muitos como ele por aí. Mas ao mesmo tempo, histórias assim me dão esperança. De que estão ocorrendo mudanças sim, e que o mundo está caminhando a passos de se mostrar merecedor de crianças como George.

Não existe idade para ler George, nem gênero, nem nada. O único requisito é ter o coração aberto e preparado para receber todo esse amor em formato de livro. É um daqueles que todos deveriam ler. ♥

6 de setembro de 2016

Pokémon Book Tag

Pikachu: Um livro que te chocou


Gostaria de inserir a série toda aqui, mas por hora me contento apenas com o primeiro livro. Fiquei no chão com todas as atitudes ridículas do Hardin e como Tessa aceitava tudo.

Squirtle: Um livro que te fez chorar


Praticamente toda minha estante se encaixaria aqui. Escolhi Amigas Para Sempre porque foi o que quase me matou de tanto chorar enquanto eu tentava, em vão, abafar o choro de madrugada.

Charmander: Um livro que te deixou tão brava que você queria colocar fogo nele

Passei o livro todo me arrastando na leitura e não suporto esse final. Nunca. Jamais. Ever. Gostaria de desler.

Pidgeot: Um local de um livro para o qual você gostaria de voar

Já avisei a Ninha que iria roubar a escolha dela. Impossível não querer ir para Hogwarts.

Meowth: Um livro que você não compraria de novo

Sussurro (assim como a série toda) foi um livro que vi TANTA gente falando bem, que assim que saiu uma promoção comprei os três primeiros. Enrolei a vida para ler o primeiro e até hoje não terminei. E desculpa os defensores, mas: não é isso tudo.

Torchic: Um livro que te fez sentir quente por dentro

Li George nessa semana. E impossível não sentir um quentinho e um amor enorme por esse livro. Acredito que é leitura obrigatória.

Psyduck: Um livro que te deixou confuso e desesperado por respostas

Até hoje tô pensando se gostei ou não desse livro.

Jigglypuff: Escolha um personagem fraco que você não conseguiu evitar amar

Elena é chata, faz drama, é mimada, mas não consigo não gostar. Perdão.

Piplup: Um livro subestimado

Eu fico profundamente triste quando lembro que a Galera não publicou o restante da trilogia. Porque eu vi potencial ali (e inclusive encontrei quando li o restante em inglês).

Mr. Mime: Quantas pessoas você irá taggear e quem são elas?

Eu perguntei para os migos quem queria ser indicado e como boa parte disse não, resolvi indicar assim mesmo, porque só perguntei por educação. Então lá vai:

Cássia do Procurei em Sonhos
Ceile do Este Já Li
Luke do Eu Conto Depois
Gustavo
Marcos do Capa & Título
Matheus do Vida de Leitor
Nicholas do Hello, Júpiter!

E você que tá lendo e quer fazer, sinta-se a vontade.

Beijos!

5 de setembro de 2016

[Resenha] A caçadora de bruxos - Virginia Boecker

Autor(a): Virginia Boecker
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501073006
Páginas: 309
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Na Ânglia do século XVI, a prática da magia é ilegal e infratores são queimados nas fogueiras. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei: ela localiza e captura Reformistas, rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria para que sejam julgados e executados, conforme manda a lei. Até que, inexplicavelmente, ela é incriminada e acaba presa sob a acusação de praticar a arte que se dedicou a erradicar. A salvação, no entanto, acaba vindo na forma de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia. À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a uma contenda política de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir de qual lado está sua lealdade, afinal de contas?

Confesso que solicitei esse livro puramente pela capa, pois não havia lido a sinopse até colocar aqui na resenha. Achei os elementos gráficos bem bonitos, e também me lembrou de leve o símbolo das Relíquias da Morte. rs

Iniciei a leitura sem esperar muito, mas logo de cara notei que a escrita da autora é muito fluida. O ritmo das cenas vem na dose certa, nas partes que pediam mais ação, ela estava lá. E isso contou muito positivamente, porque não causou aquele marasmo e vontade de fazer leitura dinâmica só para acabar logo, sabe?

Não vou mentir e dizer que o livro é um achado entre os YA's. Tem muito clichê nele, tipo receita de bolo mesmo. É a menina que se acha feia, apaixonada pelo melhor amigo, que acha que é mais um zero à esquerda e quando vê ela está liderando uma revolução. Eu torci para que o rumo mudasse e a trama fugisse do lugar comum, mas isso não aconteceu.

Outro ponto que me incomodou foi a inserção de um triângulo amoroso, que nem parecia triângulo, pra ser sincera. Porque nesse caso foi só a protagonista com dúvidas mesmo, mas nem isso impulsionou tanto a história.

Por outro lado, eu gostei muito de como a autora descreveu a caça às bruxas e toda a trama de manipulação por trás. Assim como foi bem trabalhada a questão de incertezas sobre quais caminhos seguir.

O livro também apresenta muito sobre confiança e perdão, duas coisas que foram extremamente necessárias, principalmente chegando perto do final. Eu gostei em como Elizabeth se moldou a nova realidade e em como se adaptou às mudanças. E também foi muito bom acompanhar sua descoberta de que nem tudo é 8 ou 80.

No geral, A Caçadora de bruxos é um bom livro, mas que não apresenta nenhuma trama inédita. O final deixou uma ponta solta, porém não foi forte o suficiente para me animar em ler uma possível continuação. Eu recomendo o livro para quem goste de histórias de bruxaria, tramas políticas e uma leve ação.

18 de agosto de 2016

[Resenha] Garota Online Em Turnê - Zoe Sugg

Autor(a): Zoe Sugg
Editora: Verus
ISBN: 9788576864165
Páginas: 294
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Penny está de malas prontas!
Quando Noah a convida para acompanhá-lo em sua turnê pela Europa, ela mal pode esperar para passar semanas na companhia de seu fantástico namorado roqueiro. Mas, entre a agenda cheia de Noah, seus companheiros de banda não tão amigáveis e mensagens ameaçadoras de fãs invejosas, Penny começa a se perguntar se foi feita para a vida em turnê. Ela sente muita falta da família, de seu melhor amigo, Elliot... E de seu blog, o “Garota Online”. Será que Penny vai aprender a equilibrar vida, amor, amizade, planos para o futuro — tudo isso com os pés na estrada —, ou vai pôr tudo a perder nas férias de verão mais emocionantes e imprevisíveis da sua vida?

Quando terminei de ler Garota Online fiquei um tanto pesarosa achando que a história tinha acabado por ali. Apesar disso, não saí caçando uma continuação e fiquei surpresa quando vi o lançamento.

A leitura fluiu muito fácil, e a narrativa continua da mesma forma, bem leve. Depois dos acontecimentos do primeiro livro, Penny ainda se encontra fragilizada e eu gostei muito da forma como isso foi trabalhado na história. Gostei também de ver o amadurecimento da personagem durante a trama, algo que eu senti falta no livro anterior.

O relacionamento dela com Noah sofre alguns baques, principalmente por conta da turnê, porém gostei do rumo que as coisas tomaram. No início da história, Penny era muito apegada a Noah, do tipo de não saber respirar longe dele. E conforme o enredo avançou, eu fui notando que ela deixou esse apego de lado e isso contribuiu muito para o seu crescimento.

O livro traz um pouquinho mais de drama em relação ao anterior, principalmente quando a protagonista começa a receber umas mensagens estranhas de um stalker maluco. Dessa parte eu já não gostei tanto, achei um pouco forçada a maneira como foi introduzida a situação.

Um dos melhores pontos da trama foi o choque de realidade que Penny leva. Ela percebe que depende apenas dela mudar certas coisas, que não adianta ficar parada esperando alguém agir. Existe uma dose de girl power que foi extremamente boa.

Não posso deixar de comentar sobre a presença de Leah Brown, que é citada no primeiro livro, mas se mostrou uma excelente personagem. A autora não tentou, nem por um momento, criar uma rivalidade entre as duas e isso foi ótimo. Pelo contrário, Leah dá uma injeção de auto-estima em Penny que era super necessária.

Elliot, por outro lado, ficou um pouco em segundo plano nesse livro. Ele engrena um relacionamento com Alex, que não é assumido e isso é um dos poucos conflitos que não envolvem a protagonista. Existe uma cena mais para o final do livro que foi maravilhosa, bem no estilo final de filme sessão da tarde, mas ainda assim, linda.

O livro termina com uma ponta solta, que será trabalhada no próximo livro da série, e foi algo que me deixou um pouco triste. Garota Online Em Turnê não é um livro que todos irão cair de amores, mas foi exatamente o que eu precisava: leve, fofo e divertido. Se você, assim como eu, gostou do primeiro, é certo que vai gostar mais ainda do segundo.

17 de agosto de 2016

[Resenha] Garota Online - Zoe Sugg

Autor(a): Zoe Sugg
Editora: Verus
ISBN: 9788576864158
Páginas: 305
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Penny tem um segredo.
Com o nickname Garota Online, ela escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida.
Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum.
De repente, Penny percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre.

Confesso que fiquei com um pé atrás com o livro quando soube que Zoe contratou um ghost-writer para ajudá-la. Mas depois pensei e cheguei à conclusão de isso não faria diferença contando que a história fosse bem escrita. E não deu outra, com a dose certa de humor e romance, Garota Online foi uma grata surpresa.

Sabe todos os clichês de um livro para adolescentes? Eles estão presentes no enredo, porém de forma muito bem desenvolvida. Penny é aquela adolescente desajeitada, que se acha feia e é super tímida. O único lugar onde ela se sente confortável para ser ela mesma é por meio da vida online no seu blog. Depois de um acidente ela começa a ter ataques de pânico e quando sua mãe recebe uma proposta de decorar um casamento em NY, é decidido que a família, mais o melhor amigo de Penny, irá para lá.

Todos os personagens foram muito bem desenvolvidos, mas preciso dar um destaque para Elliot. Ele é aquele amigo para todas as horas, um verdadeiro apoio para Penny. A amizade deles é realmente especial, e embora não tenha sido mostrado muito das suas andanças pela cidade, eu fiquei encantada por eles.

Já Noah possui todas as características do bom mocinho das histórias. Carismático, bonito, roqueiro, basicamente "tudo o que uma menina do ensino médio quer". Eu confesso que de início não gostei do personagem, mas ele foi me encantando aos poucos e eu passei a shippar o casal mesmo. O relacionamento dos dois foi bem construído, de forma leve e divertida.

Aliás, todo o livro é dessa forma. Apesar dos dramas envolvendo Penny, e de outros conflitos presentes na narrativa, o clima não fica pesadão e isso foi um ponto muito positivo da história. Não espera grandes acontecimentos e reviravoltas, mas se você curte um romance com uma pequena dose de drama, Garota Online é a pedida certa.

16 de agosto de 2016

[Resenha] O amor nos tempos de #likes

Autor(a): Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501075581
Páginas: 272
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em "O Amor nos Tempos de #Likes", quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam "Orgulho e Preconceito" (Pam Gonçalves), "Dom Casmurro" (Bel Rodrigues) e "Romeu e Julieta" (Pedrugo).

Confesso que foi com um pé atrás que comecei a leitura deste livro, não sei bem o motivo, mas não estava muito animada. Porém, em meio a uma ressaca literária, ele foi minha salvação. Vou falar brevemente, ou tentar, dos três contos presentes;

Próximo destino: Amor - Pam Gonçalves

Inspirada em Elizabeth Bennet, a personagem de Pam traz muitas características da sua xará. O conto é narrado em primeira pessoa e eu gostei muito da personalidade da personagem. Mesmo sendo curtinho, é possível notar uma mudança sutil nas atitudes que Liz toma e isso foi muito bom.

Vivendo uma vida apressada, a protagonista se fechou para novos relacionamentos, provavelmente uma forma de se proteger. A ironia da história é quando ela deve fazer um vídeo para seu canal sobre o amor, algo que nem ela mesma conhecia direito.

Pam trabalhou muito bem no emocional da protagonista. Todos os conflitos internos dela foram muito bem desenvolvidos e foi incrível notar a mudança em Liz.

O conto traz tudo na medida certa, porém no final me deixou com uma sensação de que havia mais história a ser explorada. Porém, dentre tudo que foi apresentado no início, o desfecho foi muito bom.

(Re)começos - Bel Rodrigues

Esse foi meu conto favorito do livro. Maria Eduarda, ou Madu, foi inspirada na Capitu de Dom Casmurro. Porém aqui não fica a dúvida se ela traiu ou não Bentinho. O conto em narrado em terceira pessoa e eu gostei muito da visão do narrador, pois possibilitou analisar todos os pontos da história.

Bel trabalhou um ponto muito importante no seu enredo de forma excelente: relacionamentos abusivos. Madu viveu em um, e ainda sofria com as marcas que ele deixou nela. Quando digo "marcas" não me refiro a agressões físicas, pois nesse caso foi o trauma psicológico que o ex deixou nela. E às vezes esse tipo de mágoa, de alguém em que se confiava, é muito pior.

A narrativa se passa, na maior parte, em Búzios, porém senti falta de uma ambientalização maior. A protagonista estava super animada pela viagem, mas pouco foi mostrado do local.

Eu gostei muito em como a Bel trabalhou a parte de reconstrução pessoal, de tomar as rédeas da vida novamente e erguer a cabeça. Madu é uma personagem extremamente forte e foi exatamente o que eu esperava.

337 km - Hugo Francioni e Pedro Pereira (Pedrugo)

De forma sensível e incrivelmente bela, os meninos trouxeram toda uma nova visão ao famoso conto de Shakespeare. Não existem famílias rivais, porém a grande vilã da trama é a distância entre Ramon e Júlio. Os dois se conhecem pela internet, Júlio quer ser escritor, Ramon é um fã. O que começa como amizade, rapidamente evolui para romance, mas nada no estilo miojo, sabe?

Esse é um dos contos mais trabalhados em torno das redes sociais e eu acredito que Hugo e Pedro o fizeram de forma muito boa. A internet serviu de auxílio para que os personagens se conhecessem melhor e não foi mostrada de forma negativa.

Não pense que por se basear num drama, o conto é só dor e sofrimento. Muito pelo contrário, a narrativa mostra como é possível superar barreiras que parecem ser impossíveis de passar. Serve como inspiração para quem pensa que conhecer alguém pela internet envolve só perigo.

E é impossível não se encantar pelos protagonistas. Todo o esforço de Ramon e a garra de Júlio foram muito bem descritos. O que só me fez torcer mais e mais pelo casal.


Dito isso, fica aí a lição: mesmo com o pé atrás, se joga na leitura. Se eu tivesse continuado naquele vai-não-vai, ia acabar perdendo três contos muito bons!

15 de agosto de 2016

[Resenha] O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks - E. Lockhart

Autor(a): E. Lockhart
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765206
Páginas: 344
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Aos catorze anos, Frankie Landau-Banks era uma garota comum, um pouco nerd, que frequentava a Alabaster, uma escola tradicional e altamente competitiva. Mas tudo muda durante as férias. Na volta às aulas para o segundo ano, o corpo de Frankie havia se desenvolvido, e ela havia adquirido muito mais atitude. Logo ela chama a atenção de Matthew Livingston, o cara mais popular do colégio, que se torna seu novo namorado e a apresenta ao seu círculo de amigos do último ano. Então Frankie descobre que Matthew faz parte de uma lendária sociedade secreta - a Leal Ordem dos Bassês -, que organiza traquinagens pela escola e não permite que garotas se juntem ao grupo. Mas Frankie não aceitará um "não" como resposta. Esperta, inteligente e calculista, ela dará um jeito de manipular a Leal Ordem e levantará questionamentos sobre gênero e poder, indivíduos e instituições. E ainda tentará descobrir se é possível se apaixonar sem perder a si mesma.

Meu primeiro contato com a escrita da autora foi em Mentirosos, e eu gostei bastante do que foi apresentado. O Matheus, do Vida de Leitor, me presenteou com esse e, mais uma vez, pude comprovar a genialidade da escrita de Lockhart.

Narrado em terceira pessoa, o livro tem muitos elementos característicos dos YA's. Junte um colégio interno + uma sociedade secreta e nós teríamos o famoso clichezão. Porém, a forma como a narrativa foi conduzida mudou tudo. Principalmente por conta da protagonista. Frankie não é nada parecida com as personagens dos livros que li do gênero. Ela tem uma personalidade única e, mesmo com alguns deslizes no seu pensamento, ela é incrível.

Eu demorei um pouco para me acostumar com o clima da narrativa, pois as coisas acontecem lentamente. Mas depois que peguei o jeito, pude perceber que essa "lentidão" se dá justamente por conta dos detalhes, que são muito importantes.

A história gira, basicamente, em torno da Leal Ordem dos Bassês, o que aliás me deu vontade de rir, porque não conseguia levar a sério uma sociedade secreta com esse nome. Mas enfim, o pai de Frankie (que é um porre, btw) pertenceu à essa sociedade e vivia tagarelando sobre ela. E como todo mundo tem curiosidade, a menina foi lá e descobriu várias coisas sobre a tal Ordem.

O início do livro já mostra uma carta de Frankie confessando todos os "crimes" cometidos pela sociedade, então não é spoiler falar sobre ela, ok? O interessante é como a personagem conduz todas as movimentações dos bassês, sem deixar nenhum vestígio aparente.

Em meio a tantas personagens vazias, Frankie se mostra mais do que a embalagem. Ela não se contenta em ser apenas a namorada bonita do cara popular. Ela toma à frente e impõe suas ideias, mesmo que eles não saibam que foi ela. E isso foi um dos melhores pontos do livro.

Poderia falar mais e mais sobre como amo Frankie Landau-Banks, mas isso tiraria a graça do livro. Então vocês façam o favor de ler já!


1 de agosto de 2016

[Resenha] Silêncio - Richelle Mead

Autor(a): Richelle Mead
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501107381
Páginas: 280
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará
suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Conheci a escrita da Richelle com o spin-off de Academia dos Vampiros, Bloodlines, e fiquei muito empolgada com a escrita da autora. Ainda não cheguei a terminar a série, mas quando vi Silêncio na lista da Galera fiquei curiosa pela história, e também porque essa é uma das poucas capas da autora que eu gostei (sim, julgo pela capa mesmo).

Comecei a leitura com uma expectativa de leve, que não foi de tudo suprida. O ritmo dos acontecimentos, assim como o marasmo do início, não conseguiu prender minha atenção, motivo pelo qual demorei muito para concluir a leitura. O livro é muito descritivo, e isso não é de todo ruim, pois dá uma ambientada bem boa para a narrativa, porém a meu ver algumas partes foram excessivas, o que dificultou a fluidez da trama.

Eu gostei muito de como a autora trabalhou a questão da surdez e da utilização dos outros sentidos. Fei, assim como todos os personagens, foi muito bem construída e passa realmente a aura de uma mulher forte. Porém, me incomodou bastante que fosse preciso de um cara forte e com espírito rebelde para que ela pudesse se colocar à prova. E me incomodou ainda mais quando boa parte das cenas foram em função de criar um romance entre os dois. Peço perdão a quem shippa, mas para mim a química ali passou longe.

Um dos melhores pontos do livro é o relacionamento de Fei com sua irmã Zhang. Mesmo com todas as dificuldades, ela nunca se deixou abalar por saber que existia alguém que precisava dela. E a recíproca é verdadeira. Achei lindo como Mead retratou a força que uma dava à outra.

A premissa do livro é excelente, porém penso que a autora se perdeu um pouco no caminho. O início lento deu lugar a um desenvolvimento rápido, que tornou difícil acompanhar os acontecimentos mais para o final. Acredito que ela inverteu as posições de "menos é mais" e isso fez o conceito cair um bocado.

A crítica social ao sistema de castas é claramente visível na narrativa, assim como um foco político que aparece na medida certa. Richelle mostrou como é fácil manipular a população, principalmente os menos instruídos, e como a posição social reflete na multidão. Esse é outro ponto excelente de Silêncio, a quebra dos padrões e uma desconstrução muito boa dos preconceitos. A própria protagonista tem embrenhado nela esse preconceito, mesmo que ela não se ache melhor. E eu achei ótimo ver como ela reflete sobre isso e amadurece ao longo do enredo.

Silêncio é um bom livro da Richelle, mas não considero o melhor dela. Depois que são superadas as primeiras "estranhezas" é até possível fazer uma leitura proveitosa. Porém, recomendo a leitura, pois é válida principalmente no quesito de desconstrução.