18 de agosto de 2016

[Resenha] Garota Online Em Turnê - Zoe Sugg

Autor(a): Zoe Sugg
Editora: Verus
ISBN: 9788576864165
Páginas: 294
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Penny está de malas prontas!
Quando Noah a convida para acompanhá-lo em sua turnê pela Europa, ela mal pode esperar para passar semanas na companhia de seu fantástico namorado roqueiro. Mas, entre a agenda cheia de Noah, seus companheiros de banda não tão amigáveis e mensagens ameaçadoras de fãs invejosas, Penny começa a se perguntar se foi feita para a vida em turnê. Ela sente muita falta da família, de seu melhor amigo, Elliot... E de seu blog, o “Garota Online”. Será que Penny vai aprender a equilibrar vida, amor, amizade, planos para o futuro — tudo isso com os pés na estrada —, ou vai pôr tudo a perder nas férias de verão mais emocionantes e imprevisíveis da sua vida?

Quando terminei de ler Garota Online fiquei um tanto pesarosa achando que a história tinha acabado por ali. Apesar disso, não saí caçando uma continuação e fiquei surpresa quando vi o lançamento.

A leitura fluiu muito fácil, e a narrativa continua da mesma forma, bem leve. Depois dos acontecimentos do primeiro livro, Penny ainda se encontra fragilizada e eu gostei muito da forma como isso foi trabalhado na história. Gostei também de ver o amadurecimento da personagem durante a trama, algo que eu senti falta no livro anterior.

O relacionamento dela com Noah sofre alguns baques, principalmente por conta da turnê, porém gostei do rumo que as coisas tomaram. No início da história, Penny era muito apegada a Noah, do tipo de não saber respirar longe dele. E conforme o enredo avançou, eu fui notando que ela deixou esse apego de lado e isso contribuiu muito para o seu crescimento.

O livro traz um pouquinho mais de drama em relação ao anterior, principalmente quando a protagonista começa a receber umas mensagens estranhas de um stalker maluco. Dessa parte eu já não gostei tanto, achei um pouco forçada a maneira como foi introduzida a situação.

Um dos melhores pontos da trama foi o choque de realidade que Penny leva. Ela percebe que depende apenas dela mudar certas coisas, que não adianta ficar parada esperando alguém agir. Existe uma dose de girl power que foi extremamente boa.

Não posso deixar de comentar sobre a presença de Leah Brown, que é citada no primeiro livro, mas se mostrou uma excelente personagem. A autora não tentou, nem por um momento, criar uma rivalidade entre as duas e isso foi ótimo. Pelo contrário, Leah dá uma injeção de auto-estima em Penny que era super necessária.

Elliot, por outro lado, ficou um pouco em segundo plano nesse livro. Ele engrena um relacionamento com Alex, que não é assumido e isso é um dos poucos conflitos que não envolvem a protagonista. Existe uma cena mais para o final do livro que foi maravilhosa, bem no estilo final de filme sessão da tarde, mas ainda assim, linda.

O livro termina com uma ponta solta, que será trabalhada no próximo livro da série, e foi algo que me deixou um pouco triste. Garota Online Em Turnê não é um livro que todos irão cair de amores, mas foi exatamente o que eu precisava: leve, fofo e divertido. Se você, assim como eu, gostou do primeiro, é certo que vai gostar mais ainda do segundo.

17 de agosto de 2016

[Resenha] Garota Online - Zoe Sugg

Autor(a): Zoe Sugg
Editora: Verus
ISBN: 9788576864158
Páginas: 305
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Penny tem um segredo.
Com o nickname Garota Online, ela escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida.
Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum.
De repente, Penny percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre.

Confesso que fiquei com um pé atrás com o livro quando soube que Zoe contratou um ghost-writer para ajudá-la. Mas depois pensei e cheguei à conclusão de isso não faria diferença contando que a história fosse bem escrita. E não deu outra, com a dose certa de humor e romance, Garota Online foi uma grata surpresa.

Sabe todos os clichês de um livro para adolescentes? Eles estão presentes no enredo, porém de forma muito bem desenvolvida. Penny é aquela adolescente desajeitada, que se acha feia e é super tímida. O único lugar onde ela se sente confortável para ser ela mesma é por meio da vida online no seu blog. Depois de um acidente ela começa a ter ataques de pânico e quando sua mãe recebe uma proposta de decorar um casamento em NY, é decidido que a família, mais o melhor amigo de Penny, irá para lá.

Todos os personagens foram muito bem desenvolvidos, mas preciso dar um destaque para Elliot. Ele é aquele amigo para todas as horas, um verdadeiro apoio para Penny. A amizade deles é realmente especial, e embora não tenha sido mostrado muito das suas andanças pela cidade, eu fiquei encantada por eles.

Já Noah possui todas as características do bom mocinho das histórias. Carismático, bonito, roqueiro, basicamente "tudo o que uma menina do ensino médio quer". Eu confesso que de início não gostei do personagem, mas ele foi me encantando aos poucos e eu passei a shippar o casal mesmo. O relacionamento dos dois foi bem construído, de forma leve e divertida.

Aliás, todo o livro é dessa forma. Apesar dos dramas envolvendo Penny, e de outros conflitos presentes na narrativa, o clima não fica pesadão e isso foi um ponto muito positivo da história. Não espera grandes acontecimentos e reviravoltas, mas se você curte um romance com uma pequena dose de drama, Garota Online é a pedida certa.

16 de agosto de 2016

[Resenha] O amor nos tempos de #likes

Autor(a): Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501075581
Páginas: 272
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em "O Amor nos Tempos de #Likes", quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam "Orgulho e Preconceito" (Pam Gonçalves), "Dom Casmurro" (Bel Rodrigues) e "Romeu e Julieta" (Pedrugo).

Confesso que foi com um pé atrás que comecei a leitura deste livro, não sei bem o motivo, mas não estava muito animada. Porém, em meio a uma ressaca literária, ele foi minha salvação. Vou falar brevemente, ou tentar, dos três contos presentes;

Próximo destino: Amor - Pam Gonçalves

Inspirada em Elizabeth Bennet, a personagem de Pam traz muitas características da sua xará. O conto é narrado em primeira pessoa e eu gostei muito da personalidade da personagem. Mesmo sendo curtinho, é possível notar uma mudança sutil nas atitudes que Liz toma e isso foi muito bom.

Vivendo uma vida apressada, a protagonista se fechou para novos relacionamentos, provavelmente uma forma de se proteger. A ironia da história é quando ela deve fazer um vídeo para seu canal sobre o amor, algo que nem ela mesma conhecia direito.

Pam trabalhou muito bem no emocional da protagonista. Todos os conflitos internos dela foram muito bem desenvolvidos e foi incrível notar a mudança em Liz.

O conto traz tudo na medida certa, porém no final me deixou com uma sensação de que havia mais história a ser explorada. Porém, dentre tudo que foi apresentado no início, o desfecho foi muito bom.

(Re)começos - Bel Rodrigues

Esse foi meu conto favorito do livro. Maria Eduarda, ou Madu, foi inspirada na Capitu de Dom Casmurro. Porém aqui não fica a dúvida se ela traiu ou não Bentinho. O conto em narrado em terceira pessoa e eu gostei muito da visão do narrador, pois possibilitou analisar todos os pontos da história.

Bel trabalhou um ponto muito importante no seu enredo de forma excelente: relacionamentos abusivos. Madu viveu em um, e ainda sofria com as marcas que ele deixou nela. Quando digo "marcas" não me refiro a agressões físicas, pois nesse caso foi o trauma psicológico que o ex deixou nela. E às vezes esse tipo de mágoa, de alguém em que se confiava, é muito pior.

A narrativa se passa, na maior parte, em Búzios, porém senti falta de uma ambientalização maior. A protagonista estava super animada pela viagem, mas pouco foi mostrado do local.

Eu gostei muito em como a Bel trabalhou a parte de reconstrução pessoal, de tomar as rédeas da vida novamente e erguer a cabeça. Madu é uma personagem extremamente forte e foi exatamente o que eu esperava.

337 km - Hugo Francioni e Pedro Pereira (Pedrugo)

De forma sensível e incrivelmente bela, os meninos trouxeram toda uma nova visão ao famoso conto de Shakespeare. Não existem famílias rivais, porém a grande vilã da trama é a distância entre Ramon e Júlio. Os dois se conhecem pela internet, Júlio quer ser escritor, Ramon é um fã. O que começa como amizade, rapidamente evolui para romance, mas nada no estilo miojo, sabe?

Esse é um dos contos mais trabalhados em torno das redes sociais e eu acredito que Hugo e Pedro o fizeram de forma muito boa. A internet serviu de auxílio para que os personagens se conhecessem melhor e não foi mostrada de forma negativa.

Não pense que por se basear num drama, o conto é só dor e sofrimento. Muito pelo contrário, a narrativa mostra como é possível superar barreiras que parecem ser impossíveis de passar. Serve como inspiração para quem pensa que conhecer alguém pela internet envolve só perigo.

E é impossível não se encantar pelos protagonistas. Todo o esforço de Ramon e a garra de Júlio foram muito bem descritos. O que só me fez torcer mais e mais pelo casal.


Dito isso, fica aí a lição: mesmo com o pé atrás, se joga na leitura. Se eu tivesse continuado naquele vai-não-vai, ia acabar perdendo três contos muito bons!

15 de agosto de 2016

[Resenha] O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks - E. Lockhart

Autor(a): E. Lockhart
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765206
Páginas: 344
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Aos catorze anos, Frankie Landau-Banks era uma garota comum, um pouco nerd, que frequentava a Alabaster, uma escola tradicional e altamente competitiva. Mas tudo muda durante as férias. Na volta às aulas para o segundo ano, o corpo de Frankie havia se desenvolvido, e ela havia adquirido muito mais atitude. Logo ela chama a atenção de Matthew Livingston, o cara mais popular do colégio, que se torna seu novo namorado e a apresenta ao seu círculo de amigos do último ano. Então Frankie descobre que Matthew faz parte de uma lendária sociedade secreta - a Leal Ordem dos Bassês -, que organiza traquinagens pela escola e não permite que garotas se juntem ao grupo. Mas Frankie não aceitará um "não" como resposta. Esperta, inteligente e calculista, ela dará um jeito de manipular a Leal Ordem e levantará questionamentos sobre gênero e poder, indivíduos e instituições. E ainda tentará descobrir se é possível se apaixonar sem perder a si mesma.

Meu primeiro contato com a escrita da autora foi em Mentirosos, e eu gostei bastante do que foi apresentado. O Matheus, do Vida de Leitor, me presenteou com esse e, mais uma vez, pude comprovar a genialidade da escrita de Lockhart.

Narrado em terceira pessoa, o livro tem muitos elementos característicos dos YA's. Junte um colégio interno + uma sociedade secreta e nós teríamos o famoso clichezão. Porém, a forma como a narrativa foi conduzida mudou tudo. Principalmente por conta da protagonista. Frankie não é nada parecida com as personagens dos livros que li do gênero. Ela tem uma personalidade única e, mesmo com alguns deslizes no seu pensamento, ela é incrível.

Eu demorei um pouco para me acostumar com o clima da narrativa, pois as coisas acontecem lentamente. Mas depois que peguei o jeito, pude perceber que essa "lentidão" se dá justamente por conta dos detalhes, que são muito importantes.

A história gira, basicamente, em torno da Leal Ordem dos Bassês, o que aliás me deu vontade de rir, porque não conseguia levar a sério uma sociedade secreta com esse nome. Mas enfim, o pai de Frankie (que é um porre, btw) pertenceu à essa sociedade e vivia tagarelando sobre ela. E como todo mundo tem curiosidade, a menina foi lá e descobriu várias coisas sobre a tal Ordem.

O início do livro já mostra uma carta de Frankie confessando todos os "crimes" cometidos pela sociedade, então não é spoiler falar sobre ela, ok? O interessante é como a personagem conduz todas as movimentações dos bassês, sem deixar nenhum vestígio aparente.

Em meio a tantas personagens vazias, Frankie se mostra mais do que a embalagem. Ela não se contenta em ser apenas a namorada bonita do cara popular. Ela toma à frente e impõe suas ideias, mesmo que eles não saibam que foi ela. E isso foi um dos melhores pontos do livro.

Poderia falar mais e mais sobre como amo Frankie Landau-Banks, mas isso tiraria a graça do livro. Então vocês façam o favor de ler já!


1 de agosto de 2016

[Resenha] Silêncio - Richelle Mead

Autor(a): Richelle Mead
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501107381
Páginas: 280
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará
suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Conheci a escrita da Richelle com o spin-off de Academia dos Vampiros, Bloodlines, e fiquei muito empolgada com a escrita da autora. Ainda não cheguei a terminar a série, mas quando vi Silêncio na lista da Galera fiquei curiosa pela história, e também porque essa é uma das poucas capas da autora que eu gostei (sim, julgo pela capa mesmo).

Comecei a leitura com uma expectativa de leve, que não foi de tudo suprida. O ritmo dos acontecimentos, assim como o marasmo do início, não conseguiu prender minha atenção, motivo pelo qual demorei muito para concluir a leitura. O livro é muito descritivo, e isso não é de todo ruim, pois dá uma ambientada bem boa para a narrativa, porém a meu ver algumas partes foram excessivas, o que dificultou a fluidez da trama.

Eu gostei muito de como a autora trabalhou a questão da surdez e da utilização dos outros sentidos. Fei, assim como todos os personagens, foi muito bem construída e passa realmente a aura de uma mulher forte. Porém, me incomodou bastante que fosse preciso de um cara forte e com espírito rebelde para que ela pudesse se colocar à prova. E me incomodou ainda mais quando boa parte das cenas foram em função de criar um romance entre os dois. Peço perdão a quem shippa, mas para mim a química ali passou longe.

Um dos melhores pontos do livro é o relacionamento de Fei com sua irmã Zhang. Mesmo com todas as dificuldades, ela nunca se deixou abalar por saber que existia alguém que precisava dela. E a recíproca é verdadeira. Achei lindo como Mead retratou a força que uma dava à outra.

A premissa do livro é excelente, porém penso que a autora se perdeu um pouco no caminho. O início lento deu lugar a um desenvolvimento rápido, que tornou difícil acompanhar os acontecimentos mais para o final. Acredito que ela inverteu as posições de "menos é mais" e isso fez o conceito cair um bocado.

A crítica social ao sistema de castas é claramente visível na narrativa, assim como um foco político que aparece na medida certa. Richelle mostrou como é fácil manipular a população, principalmente os menos instruídos, e como a posição social reflete na multidão. Esse é outro ponto excelente de Silêncio, a quebra dos padrões e uma desconstrução muito boa dos preconceitos. A própria protagonista tem embrenhado nela esse preconceito, mesmo que ela não se ache melhor. E eu achei ótimo ver como ela reflete sobre isso e amadurece ao longo do enredo.

Silêncio é um bom livro da Richelle, mas não considero o melhor dela. Depois que são superadas as primeiras "estranhezas" é até possível fazer uma leitura proveitosa. Porém, recomendo a leitura, pois é válida principalmente no quesito de desconstrução.

15 de julho de 2016

5 séries para você assistir nas férias

Oi, pessoal! Todo mundo de férias? Eu não.

Convidei os migos do falecido Floodadores para indicar séries e encher a grade de vocês com coisa boa. Bora conferir?



Crazy Ex-Girlfriend
Indicação: Kelvin Bastos

Com um título propositalmente irônico e com uma proposta de desconstruir o gênero da comédia-romântica, Crazy Ex-Girlfriend é uma das poquíssimas séries descaradamente feministas que, resumidamente, conta a história de uma mulher de verdade lutando para encontrar um pouco de cor em um mundo preto e branco. Criada e atuada por Rachel Bloom, rendendo-lhe o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical, e com co-criação de Aline Brosh McKenna ("O Diabo Veste Prada", "Nós Compramos um Zoológico"), CEG é uma dramédia musical em que aborda assuntos delicados com a leveza e sutileza despretenciosa e incrivelmente certeira. Sendo um dos programas mais diversificados da TV americana, CEG aborda assuntos que variam de sexualidade e saúde mental a auto-aversão e depressão, utilizando temas supostamente rasos de plano de fundo, como acampamentos de verão e bus-party, a série usa críticas pontuais com hilárias canções, como The Sexy Getting Ready Song, e excelentes paródias à indústria fonográfica. Possuindo uma protagonista profunda e cheia de nuances, você vai acabar se identificando com ela e se apaixonando com a proposta da série, se rendendo ao poder de Bloom em seu primeiro trabalho para TV.



Wynonna Earp
Indicação: Camila Lacerda

Numa entrevista recente, a escritora/criadora descreve Wynonna Earp como "Uma série esquizita de caçadoras de demonios cowboy feministas". Não sei se dá pra superar essa descrição. Wynonna é descendente de Wyatt Earp, e por ser sua herdeira, é a única pessoa capaz de mandar os demônios que assombram Purgatório (sim, esse é o nome da cidade) de volta para o inferno. Apesar de se auto-declarar um "lobo solitário", Wynonna não está sozinha. Ela conta com a ajuda de um agente de uma organizaçao misteriosa que investiga o paranormal, um cowboy imortal com um bigodão sensacional e sua querida e fofa irmã, Waverly, que está cansada de viver sempre na sombra dos erros de Wynonna. A série acabou sua primeira temporada, mas é muito promissora. A mistura da seriedade sobrenatural com a tridimensionalidade e humor dos personagens me lembra muito de Buffy e a série me passa muito a vibe de Lost Girl e Sleepy Hollow em seus bons dias. Tem ótimas quotes. Retrata de maneira adorável a relação de amor entre as irmãs. E pra todo mundo que está orfão de representatividade, Wynonna Earp já demonstra indiicios que tá ai pra preencher esse buraco nos nossos coraçõezinhos. Não só por ter uma protagonista feminina maravilhosa ou um ator negro com uns dos papeis principais mas por (até agora) estarem lidando muito bem com o romance que está florecendo entre as duas moças ali. #WayHaught



Nikita
Indicação: Roberta Valentim

Diferente da pegada Teen/Sobrenatutal que a CW tinha na época, Nikita veio cheia de ação, com uma trama, elenco e personagens bem mais maduros do que era de praxe no canal. Ela explorava o mundo da espionagem, com conspirações politicas e econômicas a nível mundial, vista do ponto de vista dos agentes responsáveis por esses eventos. A atriz Maggie Q fica a cargo de interpretar a nossa heroína que depois de crescer no sistema de adoção, se envolver com drogas e ver a sua vida sem futuro algum, é resgatada e treinada por uma agência chamada "Division". Mas até que ponto a gratidão pela vida nova, a impede de discordar das missões a ela designadas? E uma vez que ela se rebela contra eles, uma guerra começa para derruba-los e nada melhor do que fazer isso de dentro pra fora. ;)
Além de Nikita, a série conta com outros ótimos personagens, como Michael, ex-tutor/lover de Nikita nos tempos de agência, Alex, sua pupila e principal arma para executar seu plano, Birkhoff, the IT guy da Division, Ex-hacker e provavelmente meu nerd favorito nesse mundo, e os mestres da manipulação and really bad guys Percy e Amanda.
Com tramas inteligentes, bons personagens e ótimas cenas de ação, Nikita é pra mim, umas das series mais underrated da TV americana. Com apenas 3 temporadas + 6 episódios, ela é super dinâmica e eu garanto um final super satisfatório :)
Ta esperando o quê pra dar uma chance pra essa belezinha?


iZombie
Indicação: Euzinha (Ananda)

Baseada na HQ (da DC) homônima, iZombie traz Olivia Moore (Rose McIver) no papel principal. Depois de ir a uma festa onde ocorreu um ataque zumbi muito louco, Liv é transformada e muda drasticamente sua vida. Ela passa então a trabalhar como médica legista numa delegacia, junto com o Dr. Ravi Chakrabarti, para que ela possa ter acesso aos cérebros. A série foge do clichê "zumbi mal, comilança de cérebros, apocalipse", pois Liv ainda preserva sua humanidade e o tom de humor faz toda a diferença. É óbvio que vemos cérebros sendo devorados, inclusive Liv poderia participar da edição zumbi de um Masterchef porque os pratos que ela faz estão de parabéns.
No formato procedural, em cada episódio Liv ajuda (de uma forma bem peculiar) a solucionar os casos junto com o detetive Clive Babineaux. O seriado ainda conta com uma carga emocional bem forte, algo característico das produções da CW, e tem uma vibe meio super herói que tá na moda. Com duas temporadas (e uma terceira vindo por aí), a série vai te pegar de jeito desde o primeiro momento e você não vai conseguir tirar a música de abertura da cabeça. Vale a pena investir.


The Fosters
Indicação: Kelvin Bastos

Mesmo sendo produzido por Jennifer Lopez, o drama familiar The Fosters consegue misturar seus elementos e criar uma história cativante e emocionante. A série foge dos padrões heteronormativos logo ao mostrar uma família formada por um casal queer com cinco filhos (um de um relacionamento anterior de uma das mães, um casal de gêmeos legalmente adotados e um casal de irmãos acolhidos pelo casal através do sistema de "foster care" [acolhimento familiar] americano). Do relacionamento homoafetivo a aceitação de gênero, The Fosters em nenhum momento tem medo de trabalhar tabus e explora, principalmente, as questões utilizando seu extremamente competente elenco adolescente. Embora é quase certo que você vai criar antipatia pelo Brandon, o filho mais velho, o seu amor por Jude, o carisma de Mariana (que tem uma jornada de crescimento bem bacana) e as relações familiares vão fazê-lo esquecer desse empecilho. Como diz Lena Foster em um dos diálogos mais emblemáticos da série, "DNA doesn't make family, love does" ["DNA não faz uma família, o amor sim"], e você também vai se sentir acolhido e parte dos Fosters.


É isso, pessoal! Boa maratona. Contem nos comentários se já assistiram alguma dessas séries (também aceito recomendações).

13 de julho de 2016

[Resenha] A Geografia de Nós Dois - Jennifer E. Smith

Autor(a): Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501106223
Páginas: 272
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.

Esse é o terceiro livro que leio da autora. O meu primeiro contato não foi positivo, mas depois peguei gosto pela escrita dessa e esse se tornou meu favorito.

Narrado em terceira pessoa, o livro apresenta dois personagens com pouca (ou quase nenhuma) probabilidade estatística do amor à primeira vista de se encontrarem. E isso não aconteceria mesmo, não fosse o acaso (ou seria destino?) de Nova York apagar completamente com os dois no elevador. Passado o desconforto inicial, tirando o calor infernal, quando se veem livres, ambos não querem que a interação acabe ali. E o que acontece depois só lendo que vocês vão descobrir.

Todos os personagens de Smith fogem ao clichê dos presentes nos livros do gênero. De todos que tive contato, Lucy foi com a qual mais me identifiquei. Com pouca habilidade social, mas irreverente, centrada nos livros, ela me conquistou logo de cara. Owen, por outro lado, demorou a ganhar minha simpatia. Seu jeito muito caladão, por vezes meio sem graça, não despertou minha afeição, porém conforme avancei na leitura consegui ganhar um pouquinho de estima por ele.

O livro é bem reflexivo, principalmente nas questões do coração. A pergunta da sinopse de "onde mora o amor?" me fez pensar muito. Fica aquela coisa de amar e não estar no mesmo lugar, não estar junto, porém continuar amando a pessoa. Ou não, né. Porque isso varia entre todo mundo, e é nisso que a autora se baseia na sua trama,

Muitos podem considerar a comunicação entre os dois arcaica, afinal, na era da tecnologia, quem pensaria em usar cartões postais para conversar? Mas é óbvio que eles fogem ao "comum" e foi por isso que me encantei tanto pela história. O que mais gostei foi a divisão dos livros em partes, cada uma faz um sentido imenso para o momento em que eles estão vivendo.

A leitura fluiu muito fácil e eu terminei a história com um sorriso e uma sensação gostosa de saber que não acaba ali, mas que não tem a necessidade de um segundo livro. Jennifer mostrou que não é preciso um livro cheio de dramas e reviravoltas para escrever um belo YA. Com frases leves, divertidas e tiradas muito boas, a autora criou um enredo delicioso de acompanhar. Indico A Geografia de Nós Dois para todos, sem restrições de idade, pois é um livro que merece muito ser compartilhado.

11 de julho de 2016

[Resenha] Os Bons Segredos - Sarah Dessen

Autor(a): Sarah Dessen
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765763
Páginas: 408
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Há segredos muito bons para serem guardados — e livros muito bons para serem esquecidos. Sydney sempre viveu à sombra do irmão mais velho, o queridinho da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paraplégico, e vai parar na prisão. Sem a referência do irmão, a garota muda de escola e passa a questionar seu papel dentro da família e no mundo. Então ela conhece os Chatham. Inserida no círculo caótico e acolhedor dessa família, Sydney pela primeira vez encontra pessoas que finalmente parecem enxergá-la de verdade. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, Os bons segredos conta a história de uma garota que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho. 

Começo essa resenha agradecendo imensamente ao Marcos Tavares, do Capa & Título, por ter me indicado para receber a cortesia. Nunca tinha lido nada da autora, mas sempre ouvi comentários muito positivos, principalmente sobre Os Bons Segredos, então minha ansiedade estava a mil com este livro. E não me decepcionei em nenhum momento. Demorei um bocado para engrenar na leitura, porque de início achei que foram muitas informações desconexas. Somente quando consegui juntar as peças iniciais que a leitura fluiu.

Sydney sempre se achou invisível, afinal vivia à sombra do irmão mais velho, mais incrível, mais bonito, mais charmoso, etc. Acho que vocês pegaram a ideia, né? E ela continuaria nesse lugar comum, não fosse Peyton (o irmão mais velho) ter começado a abusar das drogas, bebidas e ter causado um acidente, que deixou um jovem paraplégico.

O livro gira em torno da família tentando se ajustar a nova realidade, assim como em Sydney procurando por uma mudança. Saiu do seu antigo colégio e foi para uma escola pública. Muitos julgaram que foi uma mudança brusca, mas é compreensível essa necessidade dela em fugir do que já era conhecido. Um dos melhores pontos trabalhados pela autora é a sensação de culpa que Sydney carrega, como se os problemas causados por Peyton fossem motivados por ela. Existe também a raiva, e toda a carga emocional que um adolescente enfrenta e eu acredito que Dessen conseguiu explorar muito bem esse cenário.

Eu havia ficado um pouco confusa sobre a escolha do título, mas ao fim da leitura pude compreender o quão bem ele se encaixa na história. É fato que todos tem segredos. Na narrativa, depois de algumas reflexões, a protagonista os divide entre maus e bons. Existem aqueles que te envergonham, que você nunca, jamais, quer que sejam expostos. Esses seriam os "maus". Por outro lado, existem aqueles que você quer guardar para si, para que não sejam "estragados" pela realidade, porque enquanto estiverem escondidos, ninguém poderá deturpar.

Eu também gostei muito de como foram explorados os personagens secundários. Impossível não se encantar pela personalidade forte de Layla e não querer se incluir no novo grupo de amigos. Cada personagem foi muito bem construído e se apresentou de forma muito crível. Todos os meus sinais vermelhos apitavam quando Ames aparecia.

Os Bons Segredos entrou para a minha lista de YA's favoritos. Foi muito bom ver o crescimento de Sydney durante a leitura e suas descobertas. Entendi o real motivo da autora ser tão aclamada pela crítica e é super merecido.

4 de julho de 2016

[Resenha] Confusões de Um Garoto - Patrícia Barboza

Autor(a): Patrícia Barboza
Editora: Verus
ISBN: 9788576865094
Páginas: 168
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Conheça Zeca nesta divertida história sobre as confusões de um adolescente.
Após as férias de verão, Zeca se olhou no espelho e não reconheceu o garoto ali refletido. Ele tinha crescido e mudado muito. Parecia outra pessoa! Estava mais alto, com a voz mais grave, e o que mais causava espanto: seu repentino sucesso com as garotas!
Então veio uma descoberta bastante confusa: ser adolescente não é nada fácil. Não é mais criança, mas também não é adulto ainda. E ali, no meio do caminho, um bocado de coisas novas (e bem estranhas!) passaram a acontecer. Além de lidar com a nova aparência e a popularidade, algumas perguntas começaram a provocar confusões na cabeça de Zeca...
Por que suas irmãs gêmeas viviam se arrumando, tirando selfies e falavam sem parar? Por que certas coisas que antes eram tão legais não tinham mais a mesma graça? Por que o perfume que a Júlia deixou no rosto de Zeca mexeu tanto com ele?
E a principal questão: Por que ele não consegue parar de pensar nela?
Nesta história divertida, você vai acompanhar Zeca enquanto ele navega pelos altos e baixos que surgem com a adolescência e descobre que, seja como for, o importante é ter ao lado as pessoas que amamos.

Conheci a escrita da Patrícia por meio das MAIS e logo de cara me encantei com o jeito que ela narra suas histórias. E não foi diferente com este livro.

Narrado em primeira pessoa por Zeca a trama traz tudo o que uma história teen precisa: drama, romance, confusões (muitas) e reflexões. É impossível não se recordar dos tempos de adolescência quando se lê os enredos da Patrícia. Eu praticamente devorei o livro assim que ele chegou na minha casa. E não consegui largar até chegar ao último ponto final.

A facilidade com que a autora conta a história fez com que a leitura fluísse muito rápido e de uma forma delicinha, que você quer ao mesmo tempo ler tudo de uma vez e não quer terminar. Paradoxal, não é? Mas foi assim que me senti.

Por ser voltado ao público mais jovem, a carga emocional do livro não é enoooorme, mas não pense que por conta disso ele é ruim. Muito pelo contrário, acredito que ele é ideal para quem está passando pela fase da adolescência e vive cheio de caraminholas na cabeça.


Mais uma vez que um livro da autora me pegou de jeito. E é incrível ver a mudança e amadurecimento na escrita dela desde o primeiro contato que tive. Eu particularmente considero muito difícil escrever sob o ponto de vista de outra pessoa, ainda mais de outro gênero, então a Patrícia merece não só Palmas como o Tocantins inteiro.

Confusões de Um Garoto é um livro para todas as idades e gêneros, de leitura rápida e gostosa para uma tarde. Eu gostei muito dos detalhes do livro, como as ilustrações nos capítulos e a forma como foram colocadas as mensagens trocadas. Muito amor por essa história que recomendo demais. ♥

1 de julho de 2016

20 motivos para assistir Gilmore Girls

FINALMENTE ESTE DIA TÃO ESPERADO CHEGOU!

Sim, estou falando do meu aniversário. \o/\o/

Mentira, é de Gilmore Girls na Netflix Brasil mesmo, minha gente. (Obrigada pelo presente, Netflix).

O Matheus Braga veio me perguntar porquê deveria assistir, dai eu resolvi transformar em post, porque em tempos de crise tudo é pauta.

E se você viu a série, faça o favor de ver de novo. E se você, caro leitor, não viu, aqui vão 20 motivos para você se jogar nessa delícia. Por favor, nunca te pedi nada.

ATENÇÃO: Este post contém surtos. Muitos surtos. Em caps. Sorry, not sorry.

1 - Porque acompanhar o crescimento da Rory é maravilhoso.




A gente vê a Rory entrar no Ensino Médio, vê ela se apaixonando pela primeira vez, sofre com os términos, chora no discurso de formatura, chora com a entrada na faculdade. Não vive só de choro, mas cês entenderam.

2 - Porque a relação da Lorelai com a Rory é muito mais que mãe e filha.




Por ter sido mãe adolescente, Lorelai tem toda a vibe jovem e, mesmo tendo brigas (algumas bem séries), o relacionamento das duas é de total companheirismo e amizade. Elas estão sempre lá para apoiar uma a outra e isso é simplesmente incrível.

3 - Porque se você não shippar Javajunkie sai daqui não quero nunca mais falar com você.




Ship entra, ship sai, mas apenas um permance. Javajunkie é o shipname dado a Lorelai e Luke. E AI MEU DEUS ELE SÃO TÃO FOFINHOS. Sério.

4 - Por causa do Kirk.


Uma cidade pequena sempre tem uma pessoa estranha. Em Stars Hollow é o Kirk. Ele tem não sei quantos trabalhos e protagoniza cenas excelentes.

5 - Muitas cenas fofinhas, muito choro




Libera o drama, solta o choro, arranja uns lenços que cê vai precisar. Nem só de flores e felicidades vive a série, mas é isso que a torna tão real.

6 - Não é série de mulherzinha.

Existe uma gama enorme de personagens femininas, existe carga emocional, mas não é uma série voltada para o público feminino. É pra todo mundo, pra todos os gostos, é universal.

7 - A Paris é maravilhosa.




Sabe aquela personagem que cê ama odiar, ou que odeia amar? É a Paris. Louca, às vezes, mas muito leal. Ela é a competitividade em pessoa e mesmo assim consegue abrir espaço para Rory na sua vida.

8 - A Sookie também.




Aquela cozinheira que todo mundo quer ser. Aquela amiga/sócia/companheira que todo mundo quer ter. Desastrada, amorosa, fofa, tudibão essa molier.

9 - Porque os jantares de sexta-feira produzem cenas excelentes.




Lorelai não se dá bem com os pais, eles tentam mudar isso com a proposta dos jantares nas sextas em troca de pagar a escola da Rory. E as discussões, os drinks, tudo isso produzem uma coletânea de momentos únicos e bem família.





10 - Porque tem bastante livro referenciado pela Rory.


Ela é muito bookaholic, tanto que foi criado um projeto de leitura que visa ler todos os livros que ela citou durante a série. Então, se você ama ler, você vai amar a Rory, não tem jeito.

11 - Porque a abertura é linda e a música fica na cabeça.

Apenas ouça:

12 - Porque você vai ver um, dois, três episódios e não vai cansar.

Não estou mentindo, durante a minha maratona só me dei conta de ter virado a noite quando amanheceu.

13 - Segura esse feminismo aí, queridans.


A girl power rola solta na série. Lorelai não abaixa a cabeça para ninguém e corre atrás dos seus objetivos. Paris deixa bem claro que ela, e somente ela, é capaz de definir seu futuro. Até mesmo Emily representa o feminismo quando faz questão de mostrar que não vive à sombra do marido.

14 - Porque você vai querer morar em Stars Hollows.


Casinhas com cerquinhas brancas, pracinha com coreto, poder andar de madrugada na rua. ♥


15 - Por causa das reuniões da cidade que parecem aquelas reuniões de prédio com o sindico dando esporro e saindo briga.


No caso o síndico é o Taylor. E ele é engraçadérrimo quando tenta conter as revoluções da cidade. E os comentários entre mãe e filha, às vezes junto com Luke, são bem mais hilários.

16 - Por causa da amizade entre a Rory e a Lane. ♥



Amigas para sempre lá lá iá láiá láiá. É delicioso acompanhar o amadurecimento do laço entre elas, sem contar que todo mundo que tem uma amiga de infância vai se sentir representado quando as duas aprontam,

17 - Por causa dos diálogos entre a Lorelai e a Rory.

Elas falam rápido, tipo, muito rápido. E mesmo assim não é difícil de acompanhar, aliás, é o que dá mais ênfase ao relacionamento maravilhoso que as duas tem.

18 - Porque a trilha sonora é amor.

E por trilha sonora entendam que: até os sons entres as cenas são apaixonantes. A série tem toda a característica musical marcante e isso é muito bem explorado.

19 - O Paradoxo Lorelai - VAI TER QUE VER A SÉRIE PRA ENTENDER SIM. HÁ!

20 - PORQUE VAI FINALMENTE TER UM REVIVAL.

No final do ano passado foi anunciado que a série iria voltar para mais quatro episódios. A internet surtou, eu surtei em dobro. E no final desse ano Gilmore Girls retorna pela Netflix, então o que cê tá esperando pra ir maratonar, hein?