8 de maio de 2017

Sobre tempo, mudanças e perspectivas (ou a falta delas)

Ei, povo!

Novamente volto de mãos vazias e pedindo desculpas pelo afastamento. Há 7 anos eu começava o blog, com outro nome, com outra mentalidade, enfim, o momento era outro. Estava eu na metade do meu último ano do ensino médio, enfrentando a crise adolescente que todo mundo tem de "que que eu vou fazer da minha vida?" e carregando as bads que só relacionamentos complicados trazem. Hoje eu já tô formada na faculdade, mas o resto? Continua exatamente a mesma coisa.

O que não quer dizer que nada tenha mudado. A Ananda de 23 anos tá bem diferente da de 16. E não só fisicamente. Consegui me libertar, pouco a pouco, das amarras de algo que não me fazia bem. Ainda tenho meus momentos de querer me jogar num canto e só chorar, acho que isso nunca vai mudar com os anos, mas boa parte do que não estava legal na minha vida se foi.



E isso é um dos motivos pelo qual o blog morreu um pouco. Eu sempre coloquei em todos os lugares que o blog funcionava como um escape, uma fuga. A justificativa, na maioria das vezes, era sobre a faculdade. Mas no fundo eu sabia que a resposta não era assim. O Carpe Diem (pra quem não sabe, antigo nome do Entrelinhas) nasceu como um diário que só um número bem pequeno de pessoas sabia. Eu tinha a liberdade de escrever (e jogar umas indiretas, pra que negar né?) sem precisar encarar um retorno. E se engana quem pensa que era somente sobre relacionamentos, embora a maioria seja. Eu encontrava neste espaço um lugar pra despejar todo o meu cansaço de enfrentar esse mundão.

Pode parecer besteira, mas a vida aos 16 anos é muito dura. Você tem que decidir o seu futuro ali e ainda assim, o futuro muda toda hora. A maioria dos meus posts era sobre escolhas. Eu nunca fui boa em escolher, sempre pensei demais e sempre fiquei com a sensação de que o outro caminho teria sido melhor, mais fácil talvez. As muitas reflexões que eu fiz durante o último ano me fizeram notar que eu acerto na maioria das vezes, mas levo tempo pra processar.

Outro "defeito" que eu tenho é de fazer muitos planos e surtar quando eles não saem do jeito que eu queria. Ou ficar colocando obstáculos. Ou até mesmo ficar planejando demais e fazendo de menos. E daí o que acontece? Eu não vivo.

Eu sempre coloco nas minhas metas de início de ano para viver mais. Tipo aquela história do "vamo?" e as vezes eu até quero ir, mas sempre tem uma voz no fundo da minha mente que fica me mando analisar todas as possibilidades. Acho que eu meio que criei um sistema de autodefesa após quebrar a cara tantas vezes. O negócio é que isso atrapalha e eu chego no final do ano e fico: mas já acabou e eu nem fiz nada.

Enfim, tô divagando e chegando a lugar nenhum. Mas esse post não tinha propósito mesmo. O negócio é que eu mudei, o tempo passou, minhas prioridades mudaram e no momento eu tô na crise pós faculdade sem saber o que fazer da vida. No final do ano passado eu fiz uma série de tweets sobre como 2016 foi um ano, apesar dos pesares, muito bom pra mim. E isso que me faz levantar a cabeça todo dia e seguir em frente, mesmo que a vontade seja a de agir como há 7 anos.

24 de abril de 2017

[Resenha] A história do futuro de Gloryu O'Brien - A.S. King

Autor(a): A.S. King
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582354346
Páginas: 240
Ano: 2017
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: O fim do ensino médio é uma época de possibilidades infinitas – mas não para Glory O’Brien, uma jovem norte-americana que não tem nenhum plano para o futuro. Sua mãe cometeu suicídio quando Glory tinha apenas 4 anos, e ela nunca parou de se perguntar se seguiria o mesmo caminho… Até que numa noite transformadora ela começa a experimentar um novo e surpreendente poder que lhe permite enxergar o passado e o futuro das pessoas.
De antepassados a muitas gerações futuras, a jovem é bombardeada com visões – e o que ela vê pela frente é aterrorizante: um novo líder tirânico toma o poder e levanta um exército. Os direitos das mulheres desaparecem. Uma violenta segunda guerra civil explode. Jovens garotas somem diariamente, vendidas ou confinadas em campos de concentração.
Sem saber o que fazer, Glory decide registrar todas as suas visões, na esperança de que a sua História do Futuro sirva de alerta e evite o que vem por aí.
Mas será que as pessoas vão acreditar nela? Será que estarão dispostas a fazer o que é necessário para impedir a concretização daquele destino medonho?
Nesta obra-prima sobre feminismo, liberdade e escolhas, A. S. King mais uma vez nos brinda com seu realismo fantástico para contar a história de uma garota que tenta lidar com uma perda devastadora.

Oi, pessoal! A Editora Gutenberg entrou em contato com o blog oferecendo a cortesia de A história do futuro de Glory O'Brien e como eu amei Os dois mundos de Astrid Jones resolvi me jogar na leitura.

Achei a sinopse super interessante, afinal sou apaixonada por viagens no tempo e tal. O problema é que a condução da história não me agradou muito. Glory apresenta claros sinais de ter sido afetada pelo suicídio da sua mãe, o que é óbvio. Ela é muito introspectiva e a narrativa em primeira pessoa leva o leitor a perceber os sentimentos que ela tem de tristeza e melancolia. Isso foi um ponto positivo na construção da personagem.

Por outro lado, a coadjuvante de Glory, Ellie, me irritou demais. Ela é bem diferente de Glory, foi criada numa comunidade hippie e estudou em casa. O meu maior problema com ela foi a necessidade que ela tem em sempre estar certa, em sempre saber de tudo. E aí ela meio que menospreza Glory e a amizade que as duas tem.

Como disse anteriormente, o plot é muito interessante. As visões que Glory tem são muito diferentes das de Ellie, que nem tem muita importância no contexto geral, para ser sincera. O futuro, principalmente, é muito assustador e o pior: é crível. A autora conseguiu criar um universo onde as visões futurísticas realmente podem acontecer. É só a gente parar para analisar as notícias que nos cercam. São as guerras civis, os muitos crimes passionais e isso tudo no livro ganha uma proporção medonha e nisso a autora acertou em cheio.

Eu demorei muito a conseguir encontrar um ritmo bom para a leitura, porque a maior parte da leitura, para mim, foi arrastada. Somente quando Glory começa a tomar atitudes sobre as visões, a confrontar os seus problemas é que comecei a me envolver de verdade. E mesmo assim, no geral não foi tão proveitoso quanto o primeiro livro que li dela.

No geral, o livro é bom, levanta várias questões importantes que devem sim ser debatidas. O único ponto que me incomodou mesmo foi a forma como as cenas foram descritas, achei tudo meio parado e isso não favoreceu para o meu ritmo.

Obviamente que eu recomendo o livro, pois toda a discussão que ele levanta é importantíssima. E mesmo que eu não tenha gostado tanto, é um que merece ser lido.


Até a próxima!

13 de fevereiro de 2017

Kindle Unlimited: Vale a pena?

Oi, pessoal!



Vocês já ouviram falar do Kindle Unlimited? Conheci o serviço no ano passado, mas só testei nesse último mês.

Basicamente funciona como uma biblioteca. Você escolhe o ebook que quer ler, faz o download e ao final da leitura devolve. Eu fiz o teste durante um mês e gostei bastante.

O preço do serviço é de R$19,90, o que eu não considero um valor absurdo porque se pararmos pra analisar livro (mesmo que em ebook) custa caro. Você pode alugar até 10 livros por vez, o que é uma grande vantagem.

O catálogo é enoooooooorme, tem muito ebook nacional e eu infelizmente não consegui ler nem metade do que conseguiria em um mês. Sim, eu optei por não continuar no serviço porque dinheiro tá faltando no momento.


O que eu senti falta é de acesso ao catálogo americano, achei que teria acesso, mas nem. Mesmo tendo cancelado, eu gostei muito e é algo que mais pra frente eu pretendo investir.

Uma coisa que me deixou um pouco incomodada é que os livros mais populares não estão presentes no acervo. A maioria são de autores independentes e que tem preço de custo em torno de R$5,00. Isso é uma desvantagem para quem pensa em assinar para ler, por exemplo, livros da Intrínseca (não achei nenhum).

O que eu penso é que vale a pena testar o serviço e depois você avalia se quer continuar ou não.

Dicas:
  • Se você quiser apenas testar, cancele a assinatura no primeiro dia, para evitar que você esqueça de cancelar ao final e acabe renovando o serviço sem querer;
  • Pesquise no catálogo antes de assinar. Eu não fiz isso e fiquei tonta com o tanto de livro que tinha e acabei não aproveitando tanto;
  • Se a sua intenção é investir nos livros populares, não recomendo, pois como disse antes, são poucos os livros disponíveis;
  • Invista nos livros nacionais dos autores independentes, tem muita coisa boa e pra todos os gostos;
  • Se você viu que não vai rolar a leitura de algum livro, já segue para o próximo, porque pode acabar perdendo tempo.
Vocês já assinaram? Contem aí nos comentários o que acharam.

Até a próxima!

7 de fevereiro de 2017

[Resenha] Imperfeito - Robson Gabriel

Autor(a): Robson Gabriel
Editora: Astral Cultural
ISBN: 9788582464106
Páginas: 224
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Daniel sempre soube que era diferente dos outros garotos, mas é somente na festa de despedida do Ensino Médio que ele aceita sua homossexualidade. Agora, prestes a entrar na faculdade, ele terá de lidar com seu verdadeiro eu.
O início das aulas traz mudanças inevitáveis e o jovem logo se vê dividido entre dois caminhos. Um lhe garante a possibilidade de ser feliz, o outro o obriga a manter uma parte de si oculta de todos ao seu redor.
Dan está cheio de dúvidas e angústias difíceis demais para um garoto de apenas 18 anos enfrentar.
Para sair desse cenário triste, ele vai precisar tomar a mais simples e mais marcante decisão de sua vida. Imperfeito é um romance pungente e, ao mesmo tempo, sensível.
A trama criada por Robson Gabriel é pontuada por dor, prazer e descobertas, e certamente vai emocionar os leitores.

Conheço o Robson desde que entrei para a blogosfera literária (acho que em 2012?) e nós já passamos por muita coisa juntos. Mas o assunto aqui não é sobre o Robs blogueiro e sim sobre o Robs autor! Eu vi o quanto ele batalhou por esse projeto e fiquei muito feliz com a publicação. E agora vocês vão saber o que achei do livro.

Sabe aquele tipo de livro que você sabe que vai acabar com você, mas mesmo assim você continua lendo porque é maravilhoso? Imperfeito é assim. A escrita do autor é super fluida e bem engajada, fazendo com a narrativa avance rápido, mas com muitos detalhes.

Eu passei MUITA raiva com o Dan, mas ao mesmo tempo eu só queria entrar dentro do livro e abraçar o menino e falar que ia ficar tudo bem. O personagem, assim como bem diz a sinopse, carrega em si muitas dúvidas. O problema principal e que o autor soube tratar muito bem é o de não se aceitar. 

Eu gostei muito de ver as transformações que Dan passa, assim como os seus conflitos. A nossa sociedade ainda é cheia de preconceitos, mas às vezes quem mais se oprime é a própria pessoa. E o Robson demonstrou muito bem como é doloroso o processo de autoaceitação. 

Todos os personagens foram muito bem construídos, cada um com a sua particularidade e os secundários não estavam lá somente para ocupar espaço. Acredito que vocês já saibam disso, mas eu amo quando estes personagens tomam atitudes que fazem a diferença, porque mostra que o livro tem bem mais que a trama original.

Eu não consegui desgrudar do livro até chegar no final. Fiquei obcecada mesmo e quando cheguei ao desfecho eu queria matar o Robson. Sim, isso mesmo. O final acabou comigo, MAS tem continuação e por isso que eu não fiquei numa situação pior.

Depois que terminei o livro eu saí em todas as minhas redes gritando pra todo mundo ler Imperfeito. Robson soube tratar com maestria a homossexualidade, de forma muito sensível e linda. Não vou mentir para vocês e falar que tudo são flores na vida de Dan, até porque nós sabemos bem que não é assim. Mas o autor mostra que existe a felicidade e boa parte dessa busca cabe a nós. E se eu recomendo? Obviamente, né! (E não é porque o Robs é meu amigo, porque ele sabe bem que se eu não tivesse gostado ia lá jogar umas verdades na cara dele rs)

Então se vocês não leram, leiam! É um (com o perdão da palavra) puta nacional quebrador de padrões. Apenas leiam (e depois venham aqui comentar).

Até a próxima! ♥

6 de fevereiro de 2017

[Resenha] A Garota do Calendário: Janeiro - Audrey Carlan

Autor(a): Audrey Carlan
Editora: Verus
ISBN: 9788576865063
Páginas: 144
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3,5/5

Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.

Num dos meus passeios pelos ebooks gratuitos da Amazon me deparei com o primeiro volume dessa série. Muitos amigos meus já tinham me falado bem dele, mas eu tinha um pé atrás. Seguindo o ditado "de graça até injeção" eu fui lá conferir e me surpreendi.

O livro é bem pequeno, até porque se passa num período de um mês e a narrativa é bem rápida. Mia é uma personagem bem construída, deu pra sentir que ela apesar de se mostrar durona, ainda carrega uma fragilidade dentro de si. Já Wes é o típico cara confiante que sabe que consegue quem ele quiser. 

Por ser num período curto, o desenvolvimento do livro acontece de forma rápida e as vezes as informações meio que foram jogadas. Na minha opinião, a autora poderia ter estendido algumas partes para dar melhores explicações. 

O livro mostra bem a interação da dupla e como Mia é inteligente. Além disso, ela forma um bom par com Wes, o que me deixou com muita raiva do final, pois ela teria que ir para outro lugar (antes que reclamem, isso não é spoiler).

Os personagens secundários como a tia de Mia, sua irmã, seu pai e sua melhor amiga foram pouco explorados. Espero que nas sequências eles apareçam mais.

No geral, é um bom livro. Fiquei surpresa com a escrita, que é bem detalhista e com a narrativa fluida. Sendo bem sincera, eu não dava nada pelo livro. Mas é aquilo né? Temos que arriscar.

Até a próxima!

27 de janeiro de 2017

5 séries da mid season que quero ver

Oi, pessoal!

Com algumas das nossas séries queridinhas em pausa e outras chegando ao fim (bye bye TVD) é a hora de procurar algumas para preencher a lacuna (ou simplesmente para me fazer de trouxa, né?). Eis aqui algumas estreias que achei interessantes, mas ainda não conferi:

Beyond

Beyond conta a história de Holden, um jovem que acorda de um coma depois de 12 anos e descobre novas habilidades que o colocam no meio de uma perigosa conspiração. Agora Holden deve tentar descobrir o que aconteceu com ele durante esses 12 anos e sobreviver a um mundo que mudou enquanto ele estava em coma.



Por que eu quero ver? O trailer passou uma vibe meio distópica que achei interessante. Sem contar que adoro um mistério envolvendo conspiração e busca por respostas. Espero não me decepcionar.


One Day at a Time

Uma família americana com raízes próximas em Cuba, composta por uma mãe recém-divorciada e ex-militar que precisa criar sua filha adolescente e o filho mais jovem, com a ajuda de sua mãe, uma cubana conservadora, e seu amigo Schneider.


Por que eu quero ver? Foi indicação da Roberta e ela não costuma decepcionar nas indicações. Pelo trailer a série pareceu muito amorzinho e espero sinceramente que eu não me acabe de chorar.

Riverdale

Situado nos dias atuais e com base nos icônicos personagens da Archie Comics, Riverdale é uma versão surpreendente e subversiva de Archie, Betty, Veronica e seus amigos, explorando o surrealismo da vida em uma pequena cidade – mostrando a estranheza que se esconde atrás da fachada saudável de Riverdale.


Por que eu quero ver? Agora que PLL está acabando eu preciso de outra série trash pra me fazer de trouxa. Eu juro que ainda não entendi o plot dessa série, só me pareceu um monte de gente padrãozinho e seus "problemas". Mas como eu amo uma série ruim, vamo que vamo.

Powerless

Em um mundo em que a humanidade precisa lidar com os danos colaterais de super-heróis e supervilões, Emily Locke (Vanessa Hudgens) começa seu primeiro dia de trabalho como diretora de pesquisa e desenvolvimento da Wayne Security, uma subsidiária da Wayne Enterprises que se especializa em desenvolver produtos para que os indefesos cidadãos se sintam um pouco mais seguros. Cheia de confiança e grandes ideias, Emily rapidamente aprende que suas expectativas são muito maiores do que as de seu novo chefe (Alan Tudyk) e colegas de trabalho. Cabe a ela liderar a equipe em direção ao seu pleno potencial e à percepção de que não é preciso superpoderes para ser um herói.


Por que eu quero ver? Sinceramente, só por causa da Baby V. Assim que fui olhar as séries vi a eterna Gabriela no pôster e quis conferir. Me pareceu uma comédia boazinha, espero que não seja no nível pastelão, né?

Star
Star (Jude Demorest) é uma jovem durona que decide tomar controle de sua vida depois de crescer num lar adotivo. Para tanto, ela viaja para Atlanta para tentar a vida na música junto de sua irmã Simone (Brittany O'Grady) e sua melhor amiga de internet Alexandra (Ryan Destiny). Com a ajuda de Carlotta (Queen Latifah), que se assegura que as três não entrem em confusão tal qual uma nova mãe adotiva, elas encontram Jahil (Benjamin Bratt) um agente que está atravessando uma fase ruim mas se interessa muito pelo grupo de jovens cantoras.

    

Por que eu quero ver? Porque eu preciso de alguma série com música envolvida na minha vida. Desde o fim de Glee que não achei nenhuma que me segurasse, mas acredito que Star vá fazer isso. O elenco é maravilhoso, as músicas são originais e esse trailer já me arrepiou todinha.


É isso, pessoal! Se vocês já assistiram alguma dessas falem aí nos comentários. E se quiserem me indicar alguma série, minha grade é igual coração de mãe: sempre cabe mais uma. Até a próxima! ♥

26 de janeiro de 2017

[Resenha] Muito mais que o Acaso - Athos Briones

Autor(a): Athos Briones
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582353981
Páginas: 160
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Victor é um garoto comum. Estudante de escola pública, ele adora jogar futebol e sonha em proporcionar um futuro melhor para a mãe e para a irmã. Tudo o que ele precisava era de uma oportunidade para que os seus sonhos, enfim, se tornassem realidade.
O empurrãozinho do destino chega quando Victor ganha uma bolsa de estudos no melhor colégio de São Paulo, graças ao seu talento no futebol. Perdido em um ambiente completamente novo e muito distante da realidade de sua vida, ele encontra refúgio entre os novos amigos e nos olhos claros de uma garota chamada Sophia, capaz de fazê-lo se sentir parte daquele mundo. Mas quando a mãe de Sophia se opõe ao relacionamento dos dois, os problemas do ensino médio surgem e as pessoas não são tão receptivas quanto parecem, Victor percebe que terá de vencer o preconceito e a discriminação para provar que o valor de uma pessoa não se mede pela sua origem, mas por suas ações.

Sabe aqueles livros que você torce o nariz de início, mas depois acaba voltando atrás? Foi meu caso com esse. No julguei forte o livro, por já ter visto tantas sinopses parecidas, mas quis tirar a prova real para ver se era isso mesmo.

Eu li dois livros da Bianca, mãe do Athos, e percebi que a escrita dele foi bastante influenciada pela da mãe. Existe algo meio cru no livro ainda, talvez por ser o primeiro dele, daí aquelas conexões entre as cenas algumas vezes falham.

O enredo segue bem a linha de livros desse gênero, no velho esquema garoto encontra garota, viram amigos, vocês conhecem bem. Senti uma vibe meio Malhação com relação aos contratempos que o casal enfrenta, toda a questão de diferença de classes sociais e os preconceitos que isso gera. Mas, Athos consegue fazer uma boa crítica a esse cenário, mostrando que caráter não está relacionado a quantos cifrões tem sua conta bancária.

Vitor é um rapaz gente boa, daqueles que vira amigo instantaneamente de todo mundo. Bem no estilo #paz, ele não se estressa fácil, mas sabe a hora de defender quem ele gosta. Sophia não é a mais popular do colégio, mas aos olhos do protagonista é a mais linda. O que começa como amizade, vira romance.

Aqui entra algo que me incomoda muito nos romances em geral: o amor miojo. Eu sou bem cética na história de amor à primeira vista, acredito que sentimento leva tempo para se consolidar, então quando vejo a pessoa movendo mundos e fundos por outra fico meio assim:


A narrativa é bem rápida e bem curta. Isso funciona para algumas partes, porém para outras ficou meio corrido, sugando um pouco daquelas conexões entre as cenas que comentei.

O livro é bem leve, a escrita é fluída e deu para perceber que Athos possui talento. Só precisa tomar o cuidado de não se basear muito na forma de escrita da mãe e acabar criando versões mais jovens dos livros delas.

No geral, Muito mais que o Acaso é um livro bom para todas as idades e gêneros. Se você estiver procurando algo no estilo, com certeza vai adorar.

25 de janeiro de 2017

[Resenha] Falando o Mais Rápido Que Posso - Lauren Graham

Autor(a): Lauren Graham
Editora: Record
ISBN: 9788501108746
Páginas: 240
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: A estrela Lauren Graham dá um presente aos fãs. Em "Falando o mais rápido que posso", a intérprete da eloquente e amada Lorelai Gilmore faz uma retrospectiva da sua vida e compartilha histórias engraçadíssimas sobre amadurecimento, o início de sua carreira de atriz e, anos depois, como é sentar em seu trailer no set de Parenthood e se perguntar "Será que eu, hmmm, cheguei lá?". Ela também fala abertamente sobre os desafios e as cobranças de ser uma mulher solteira em Hollywood e conta histórias divertidíssimas, como, por exemplo, a vez em que pediram a ela que fizesse um teste para um papel com a própria bunda. Finalmente, Lauren encara uma épica maratona de Gilmore Girls e relembra como foi gravar cada ano da série original e o que significou para ela voltar a interpretar, nove anos depois, uma de suas personagens preferidas.
Além de trazer fotos e trechos do diário que Lauren manteve durante as gravações do reboot "Gilmore Girls: Um Ano para Recordar", este livro é como uma noite agradável em casa batendo papo com sua melhor amiga, rindo, contando muitas histórias e - é claro - falando o mais rápido que você puder.

Como boa fã de Gilmore Girls que sou, não podia deixar de conferir a autobiografia dessa atriz maravilhosa e nossa que surpresa!

Sabe quando você sente que o livro está conversando com você? É essa a sensação que Lauren passa (o que creio ter sido intencional). E é aquele tipo de conversa que você não quer que acabe nunca, porque poderia ficar sentado ali por horas.

A leitura tem um ritmo acelerado, bem parecido com os diálogos da série, fazendo jus ao nome do livro. Passando por momentos de antes da sua carreira, Lauren conta sobre sua infância, seus pais e todas as vitórias e derrotas, tudo de forma bem humorada.

Mas a cereja do bolo mesmo é quando ela começa a relembrar Gilmore Girls e Lorelai. Todo o processo de escolha dos personagens, como ela só conheceu a Alexis no primeiro dia de gravação e como a química entre as duas foi instantânea. É um prato cheio para quem é fã da série, porque tem várias curiosidades sobre.

Em uma parte do livro ela disse que nunca havia assistido a si mesma na televisão, então é como se nós estivéssemos sentados junto com ela assistindo às cenas. E aí rolam os resumos e comentários que remetem a todas as vezes que Lorelai e Rory assistiram algum filme juntas.

Lauren também fala sobre como foi retornar para o revival da série e nessa parte eu comecei a chorar, porque foram NOVE ANOS ESPERANDO PELAS QUATRO PALAVRAS. Desculpa, precisava extravasar. Acho que nesse ponto muitos de vocês me entendem, porque o final da série deixou uma gama de pontas soltas e a gente precisava desse revival, né? Mas sobre o revival a gente pode conversar no Twitter, ou no Facebook ou até mesmo em um post, se vocês quiserem que eu faça.

Falando o Mais Rápido Que Posso é um verdadeiro presente, não somente (mas principalmente) para os fãs de Gilmore Girls e da Lauren. Como a própria sinopse diz: é uma noite de conversa agradável batendo papo com a sua melhor amiga. E foi uma noite que levei para ler também, porque eu me empolgo e não sei a hora de parar (creio que com vocês é assim também).

Então é isso, se vocês já leram deixem suas opiniões aí embaixo. E se quiserem post do revival também. Até a próxima! ♥

Novos rumos de 2017

Oi, pessoal!

Eu prometo tentar ser o mais breve possível nesta postagem, porque textão a gente deixa pro Facebook né?

Enfim, eu sumi muitas vezes em 2016. Eis aqui a explicação: FINALMENTE EU ME FORMEI! *explode fogos* Agora que eu posso mudar a minha descrição de "faço faculdade de Química" para "formada em Química" acredito que as coisas vão ficar um pouco mais tranquilas.

2016 foi um ano muito bom para mim em muitos aspectos. Obviamente que houveram uns contratempos, mas no balanço geral eu sei que saí ganhando. Quem quiser saber mais sobre, fiz um textão no Twitter.

Dito isto, quero agradecer a quem continuou visitando o blog em busca de novos posts (perdão pelo vacilo) e avisar que em 2017 se eu for sumir, aviso com antecedência, ok?

Tenho muitos planos para colocar em prática e pretendo iniciar ainda este mês, aos poucos vou pegando o ritmo de novo e tudo se ajeita.

Embora com atraso, Feliz 2017 para vocês. ♥

10 de janeiro de 2017

[Resenha] O guia para ser você mesma - Lia Camargo & Melina Souza

Autor(a): Lia Camargo & Melina Souza
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501107640
Páginas: 168
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5


Sinopse: Inspirado nos best sellers O livro perigoso para garotos e O livro das garotas audaciosas, este guia traz tudo que uma moça moderna precisa saber. O que inspira e o que não sai de moda. Textos motivacionais sobre etiqueta nas redes sociais, bullying virtual e sororidade. Histórias de mulheres inspiradoras como Audrey Hepburn, Nise da Silveira, Jane Austen e Chimamanda Ngozi. Do it yourself, receitinhas e decoração. Lugares para viajar e sonhar, e como tirar as melhores fotos. Listas interativas com filmes, séries, músicas e livros!

Oi, pessoal! Finalmente voltei das minhas férias (forçadas) do blog, mas isso é assunto para outro post. O de hoje é para falar sobre este guia que foi o primeiro que li neste novo ano e me deu várias inspirações.

Sempre gostei muito do trabalho das autoras e fiquei bem animada com o lançamento. Neste guia Lia e Mel falam abertamente sobre todos os tipos de assuntos e eu fiquei bem feliz com o resultado do que vi. Os conselhos dados são excelentes, aquele tipo de dica de amiga, sabe?

Todos os textos contém algum conselho, mesmo que nas entrelinhas. E eu achei isso super importante, principalmente porque na atual situação que vivemos cada ponto colocado fora do lugar dá abertura para um problema gigantesco.

As autoras já possuem experiência no meio digital e todas as dicas que elas dão foram preciosas, pelo menos para mim. Uma das que eu mais gostei está bem no início do livro, em um texto que a Lia escreveu, e é algo que eu quero realmente aplicar para a minha vida:

"Se não tenho algo bom a acrescentar, melhor ficar calada."
Sabe quando a gente vê algum texto na internet, mas não concorda com um ponto e simplesmente precisa ir lá dar opinião? Pois então, muitas vezes isso sai do controle e a gente acaba fazendo algum comentário desnecessário. Eu sei bem o que isso pode causar, já fiz muitas coisas nesses meus anos de usuária das interwebs que hoje quando olho para trás vejo que não foi legal.

A diagramação do livro está maravilhosa. O formato é tipo uma revista, muito no estilo de guia mesmo (mas é claro, né, Ananda?). Todas as páginas contém fotos ou ilustrações bem fofas, fazendo jus ao que as meninas passam nos sites delas.

A Mel fez um texto muuuuuito bacana sobre corpo e transtornos alimentares. A mensagem que ele passou foi excelente e queria deixar aqui meus humildes parabéns e obrigada por isto.

Este guia é tanto para ser lido quanto apreciado visualmente. Ficou bem claro o cuidado que a editora teve em prepará-lo e que as autoras tiveram em desenvolvê-lo. O resultado ficou impecável.

Se eu continuar não vou parar de falar mais. Mas fica aí a primeira super dica de 2017. Este livro não é só para menininhas, caso estejam pensando nisso, e vocês terão que ler para descobrir.

Até a próxima!