9 de julho de 2013

[Resenha] O morro dos Ventos Uivantes - Emily Bronte


"Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue.."
Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, incluindo os belos personagens de Stephenie Meyer.
Alguns livros te marcam para sempre este não foi diferente. Quando o peguei para ler, em toda sua capa clássica e trabalhada, esperava encontrar um romance lindo e épico, mal sabia que eu estaria embarcando na maior vingança literária e não literária da minha vida.
O livro conta a história de Catherine e seu irmão cruel onde seu pai adota um pequeno menino cigano, Heathcliff, e apesar de serem criados como irmãos de certa forma, cabia a Heathcliff ser o pequeno trabalhador. O livro se passa numa fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes, que nos remetem ainda mais a Inglaterra rural.
E acaba que o inevitável ocorre, Heathcliff se apaixona pela Cathy. Ela é bela, ousada, aventureira, e ele lindo, bruto e sem quase nenhum estudo. Mas Cathy não é valente o suficiente para ficar com o homem que ama, a medida que as convenções sociais falam mais alto e ela se entrega a Edgar Linton.
E dai se inicia a vingança.
Poderia discorrer por horas sobre a vingança de Heathcliff, mas simplesmente não haveria mais motivos para ler o livro.
Cathy foi meu personagem de ódio, se ela fosse apenas um pouquinho menos egoísta, mesquinha e mimada, ela poderia ter sido feliz.
Heathcliff é um homem belo, sofrido, bruto, com um coração despedaçado. Particularmente me apaixonei pelo seu ser e dores, ele é tão humano e tão doente em sua vingança.
O livro é narrado pela empregada do Morro dos Ventos Uivantes, Nelly, e se passa muito tempo depois de tudo isso ter ocorrido.
O livro apesar de clássico, graças ao dom de Emily Bronte é fluido e você deseja ler ardentemente. E este livro serviu apenas para confirmar minha teoria de que a vingança não compensa. Leiam e se apaixonam por esse amor proibido e surreal.

"..Meu maior cuidado na vida é ele. Se tudo desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, eu ficaria só num mundo estranho, incapaz de ter parte dele. Meu amor por Linton. é como a folhagem da mata: o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores, isso eu sei muito bem. E o meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade quase invisível, mas necessária. Nelly Eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho em meu pensamento. Não é como um prazer - por que eu também não sou um prazer para mim própria - , mas como meu próprio ser..."