23 de novembro de 2013

[Resenha] Terras Metálicas - Renato C. Nonato

Título: Terras Metálicas
Autor(a): Renato C. Nonato
Editora: Novo Século - Selo Novos Talentos da Literatura Brasileira
ISBN: 9788576797968
Páginas: 614
Ano: 2012
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: A Última Guerra lavou a atmosfera com uma massa nuclear, tornando-a incapaz de sustentar a vida. Para continuar sobrevivendo, a humanidade precisou se adaptar, isolando-se numa atmosfera artificial: a Esfera, local onde tem se mantido com o passar das gerações. A utopia da sociedade reinou desde então, com a paz sendo mantida com mão de ferro pela Elite. Mas essa paz pode acabar… Raquel é uma recém-formada em primeiro nível na Academia, que passa seu tempo livre entre Saturno – o parque temático da Esfera – e divagações sobre seu sonho de voar. Ao iniciar uma nova etapa de vida, ela vai encarar a cerimônia de implante que pode tornar esse sonho realidade, se a habilidade dos Túneis lhe for conferida. Mas essa nova etapa também vai levá-la por caminhos perigosos… Raquel descobrirá que o IA, responsável por todos os sistemas de sobrevivência da Esfera, está com os dias contados. Como manter a sanidade sabendo que a vida tal qual você conhece está para acabar? Raquel ainda não tem essa resposta, mas vai precisar encontrá-la. E para isso ela precisará, mais do que nunca, da ajuda de seus amigos. Tashi, Tales, Ângelo, Camila, Liceu, Isabela e Nirvana lhe darão sustentação quando tudo o mais na utópica Esfera estiver ruindo.

Resenha: Comecei a leitura de Terras Metálicas com grandes expectativas, a média geral do livro no Skoob é bem alta para um livro nacional. O autor escreveu a história com tamanha maestria e conseguiu conduzir uma história com toques brasileiros que deixou muitos gringos no chinelo.
Seguindo a linha distópica, a história se passa num futuro onde a Terra que nós conhecemos já não existe mais, os sobreviventes da Última Guerra (que gerou uma massa nuclear na atmosfera) agora moram em um local abaixo do solo, conhecido como Esfera. O livro narra a história de Raquel e seus amigos, após passarem por uma cirurgia que implanta um chip nos formando em primeiro nível, ajudando-os a desenvolver suas habilidades. Essas habilidades são divididas em Túneis, Bios, Sibérios, Antenas e Exilados.
Um personagem secundário que me ganhou o coração foi o mascote de Raquel, um tashi (que curiosamente se chama Tashi). Achei a construção da personagem excelente, apesar de possuir uma inteligência artificial ele (Ou seria ela? Não ficou muito claro durante a leitura) possui uma gama de sentimentos enormes e uma preocupação imensa com sua dona.
A estrutura de narrativa da história é bem rápida, a leitura (apesar de o livro possuir pouco mais de 600 páginas) consegue fluir de forma fácil, e em nenhum momento me senti tentada a pular páginas ou ler algum capítulo à frente para manter o interesse na leitura. Eu gostei muito da narrativa em terceira pessoa, conseguiu me dar uma visão muito melhor da história do que se fosse uma narrativa em primeira pessoa.
A história de Terras Metálicas é bem inovadora, mesmo passando por um tema que já estamos habituados, o autor inseriu elementos que a tornou única. Gostei da forma como o autor retratou o mundo no futuro, a personagem principal em nenhum momento me irritou e seu jeito sonhador me conquistou.
O autor conseguiu fechar (quase) todas as pontas soltas do livro, teve uma, em particular, que ficou em aberto e que eu gostaria muito de saber como ficou. Isso deixou uma abertura para uma continuação, ou quem sabe um conto. Entretanto, o final foi excelente.
Terras Metálicas foi uma surpresa enorme para mim. A história tem as doses certas de romance, aventura e humor, e me conquistou de primeira. É uma leitura leve e divertida, não só para jovens, mas para adultos também.