22 de maio de 2014

[Eu, livros e etc] Toda Forma de Amor

Uma das maiores discussões que eu vejo nesse tempo em que estou na blogosfera literária (além das picuinhas diárias) é o gosto literário. Vira e mexe tem alguém cutucando o outro porque fulano curtiu tal livro e ciclano não. E aí eu paro e penso: gosto é pessoal. É aquela velha história “o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?”.

Só que: vira e mexe também vejo fulanos e ciclanos que parecem solicitar um livro de tal gênero apenas para criticar. Também vejo muitas pessoas no Skoob que compram livro só pela “modinha literária” e quando leem não gostam do gênero e escracham a história. Vai ver não é isso que acontece, digo que só o que eu enxergo de onde eu estou. Mas, sinceramente, se for esse o caso, não vejo necessidade de pedir um livro que não vou curtir só para poder fazer uma resenha negativa depois.


Por outro lado, existem as questões mais delicadas como alguém não curtir uma saga inteira e aí critica (e os fãs caem matando em cima da pessoa). Pô, pera lá, né gente? Todo mundo tem direito a não cair de amores por alguma saga, tenho amigos que odeiam (O-D-E-I-A-M) Harry Potter e nem por isso vou deixar de falar com eles.
Se cada vez que alguém falasse que não curte Harry Potter eu ficasse com raiva, seria mais ou menos assim:


A situação muda quando o que era só uma crítica vira ofensa, exemplo: quando alguém fala que quem lê livros eróticos é pervertido, por aí. Ok, estamos num país livre e todos têm direito a dar sua opinião, mas gente, saber medir as palavras é tudo né? Às vezes uma simples frase pode mudar toda a opinião que alguém construiu de você. Ainda mais que, no meio literário, a maioria das relações que nós temos são online. E é aquilo: se eu não te vejo como uma pessoa legal online, como vou querer te conhecer pessoalmente?

Não sou perfeita, vira e mexe eu me meto em umas confusões na internet (e quem me acompanha no twitter sabe bem disso), mas acho que uma dose de bom senso não faz mal a ninguém. Saber expressar claramente a sua opinião, porque você não gostou do livro, o que te chateou é bem diferente de falar “esse livro só funciona para quem não é inteligente o suficiente” e coisas desse tipo que, infelizmente, já vi em resenhas.



Por isso o título da postagem é “Toda forma de amor”, existem mil maneiras de se amar um livro, assim como existem outras mil maneiras de odiá-lo. E essa é a mágica do mundo literário, saber que o que você não curtiu, pode agradar outra pessoa. E aprender a aceitar que nem sempre a sua opinião é a que vale.