14 de julho de 2014

[Resenha] A Filha do Sangue - Anne Bishop

Autor(a): Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência Brasil
ISBN: 9788567296104
Páginas: 423
Tradutor: Cristina Correia
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 2/5

Sinopse: O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influencidade e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos, inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.

Por duas vezes iniciei A Filha do Sangue, da primeira vez precisei “abandonar” o livro com 20 páginas. A leitura não estava fluindo e eu pensei que se devia ao fato de eu estar em final de período e estressada. Pois bem, assim que saí de férias, retomei a leitura e cheguei à conclusão que o problema não era comigo, mas com o livro mesmo. Depois de três dias persistindo bravamente, e lendo mais do que o normal por dia, eu não havia chegado nem a metade do livro. E isso me chateou, muito. Por muito pouco não abandonei o livro, mas decidi continuar por (confesso) pura teimosia.

O mais frustrante de tudo foi que eu me interessei pelo livro assim logo de cara, a sinopse me chamou muito a atenção, a capa era bem intrigante e tudo mais. O problema foi que: a sinopse vendia uma coisa, mas conforme o livro ia passando (muito lentamente, vale frisar) a história ficava em voltas e praticamente nada aconteceu, pelo menos na minha visão, nas 423 páginas do livro. Na verdade, as últimas cinquenta páginas tiveram mais movimentação do que as outras 373, mas isso, infelizmente, não foi suficiente para tirar a má impressão que tive do livro.

O livro faz parte da Trilogia das Joias Negras, eu sei que por ser um primeiro livro a história tende a ser mais introdutória, que o acontecimento nem sempre é rápido, mas nesse caso a autora meio que extrapolou os limites. Além disso, tive muito problemas com os personagens e suas personalidades. O livro apresentou um excesso de personagens muito grandes, e alguns nem faziam muito sentido de participação, serviam mais como figurantes e por vezes eram citado mais a frente. Mas, pelo fato de não terem um papel significativo, não marcavam uma presença e eu fiquei confusa, de verdade.

Outro ponto que me incomodou foi a repetição de características de alguns personagens, por exemplo, Daemon Sa Diablo era citado como o “sádico” no início da história, e em 90% das vezes que ele aparecia no livro o que era falado sobre ele? Isso mesmo, que ele era o sádico. E as suas atitudes eram tão, mas tão, contraditórias que eu me estressei, de verdade, com o personagem. Beleza que ele era fruto do que foi feito com ele, mas tinha vezes que ele parecia um bebê chorão (e isso, bem, não é uma atitude sádica, por assim dizer).


Eu fiquei muito, muito triste durante a leitura. Não achei que ela acrescentou em nada na minha vida e, infelizmente, nem as cinquenta páginas finais me fizeram ter vontade de ler a continuação. O andamento lento, o desenvolvimento fraco dos personagens e a ausência de uma personalidade forte na que deveria ser a feiticeira toda poderosa da história, praticamente tudo pareceu um erro para mim. E o que mais me entristeceu é que tinha potencial para ser uma história muito boa.