3 de julho de 2014

[Resenha] A Profecia de Hedhen (Os Tronos da Luz #1) - Cristina Aguiar

Autor(a): Cristina Aguiar
Editora: MODO
ISBN: 9788565588300
Páginas: 577
Ano: 2012
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Os Tronos eram forças que reinavam nos dias antigos com o título de “Luminares”, e através deles, a luz era derramada por todos os povos, espalhando sua sabedoria, justiça e paz. Mas as trevas, infelizmente, começaram a entrar naquele mundo e corromper os corações. Os Tronos foram enfraquecendo, e para manter a esperança eles criaram a Profecia, antes que sua luz fosse apagada de vez. A Profecia falava do retorno dos Tronos em dias futuros, onde este já seria dominado pelas trevas. Os três sinais dos “Luminares” estariam marcados nos corpos daqueles destinados a receber essa luz ancestral e poderosa. Dos três, um deveria assegurar o cumprimento dessa Profecia, sem se importar com as conseqüências; o outro deveria sacrificar a própria vida em troca da vitória; apenas um permaneceria oculto para sua própria segurança, pois em suas mãos repousaria o Cetro de Luz, símbolo dos antigos Tronos. Será que essas três pessoas, portadoras dos poderosos sinais, teriam forças para lutar contra o mal e trazer de volta a sabedoria, justiça e paz dos dias antigos?

Recebi o livro A Profecia de Hedhen da participação do booktour organizado pelo blog Way To Happines. Logo de início notei que o livro traria referências bíblicas, como a criação do mundo e tudo mais. Porém, nesse ponto a autora inovou trazendo toda uma história nova tendo como protagonistas os Luminares. A história se inicia com uma Profecia, depois que a terra de Hedhen estava sendo tomada pelas forças das trevas. A Profecia dizia que no futuro os Tronos seriam retomados e expulsariam as trevas do reino, mas o caminho percorrido não seria fácil pelos Luminares.

Eu gostei muito, mas muito mesmo, da história. Há muito tempo que eu não lia um livro do gênero que me prendesse tanto a atenção. Confesso que me assustei no início com o tamanho do livro, por ser uma trilogia, e fiquei preocupada que a história fosse ter algum tipo de enrolação, sabe? Felizmente não foi isso que aconteceu.

O livro é narrado em terceira pessoa, o que facilita o entendimento visto que são muitos personagens e histórias paralelas. Esse foi um dos pontos que achei mais fraco na história, em algumas partes precisei voltar a leitura para entender de verdade sobre em quem estava o enfoque. Porém, isso não atrapalhou muito.

As personagens foram muito bem construídas, gostei de ver como Cristina não colocou Deborah e Jael como sofredoras por sua questão de Luminar. Muito pelo contrário, ambas são personagens fortes e decididas, mas acima de tudo, elas possuem uma humanidade que muitas vezes me perguntei se de fato não existiram mulheres assim. O mistério inicial fica em encontrar o Luminar Maior, para a Profecia realmente começar a se cumprir.

No outro núcleo, dominado pelas trevas, está Atalia, uma sacerdotisa (que também é tia de Deborah) e que pretendia exterminar de uma vez por todas os Luminares. Achei a construção de Atalia fraca, não sei explicar direito, mas ela tinha tudo para ser uma daquelas vilãs bem maléficas e não foi bem assim.

O interessante do livro é que muitas informações iniciais pareciam que eram jogadas a esmo, mas com o andamento da leitura era fácil recordar o que aconteceu em algumas páginas atrás e fazer uma junção. Nesse quesito a autora acertou em cheio, pois praticamente nenhuma ponta solta foi deixada. Além disso, a autora envolveu sim o romance, mas em nenhum momento ele foi colocado acima do que era proposto inicialmente e isso me encantou.

Minha queixa maior mesmo é em relação à diagramação, fiquei extremamente incomodada com as páginas mais escuras no início de cada capítulo. A cor da fonte era preta, juntou uma imagem escura, adeus leitura à noite para a pessoa míope que vos fala. Fora isso, não tenho muito que reclamar, vi alguns errinhos de vírgula, mas só.

Por fim, A Profecia de Hedhen foi de longe uma das leituras mais surpreendentes até agora. A história é excelente e, embora eu não tenha detalhado tanto para evita spoilers, muitas cenas são de tirar o fôlego. Por conta de não ter sobrado quase nenhuma ponta solta, eu não vi necessidade de uma continuação. Mas confesso que fiquei curiosa por algo que acontece bem no finalzinho do livro.