1 de agosto de 2014

[Etc e tal] Sobre metas, vida e realidade

Vocês tem noção de que só faltam 4 meses para o fim do ano? Parece que foi ontem que eu estava fazendo mil promessas de ano-novo: passar em tudo, não me envolver em barracos na blogosfera, etc etc. Fato é que: no primeiro semestre desse ano na faculdade eu fiz 5 matérias, nem de longe eram as mais fáceis, mas ainda assim se eu me esforçasse bastante eu passaria. Pois bem, dessas 5 reprovei 4, isso mesmo. Além disso, perdi a conta de quantos bafafás literários que eu me envolvi (ou iniciei). Ou seja, falhei piamente em duas promessas (e tenho certeza que tiveram mais promessas falhas).

Uma coisa triste que eu percebi é que no final desse ano, quatro anos depois de iniciar meu caminho árduo na graduação em Química, eu deveria estar me formando. E eu estou beeeeem longe disso. E quando digo longe pode botar na conta pelo menos 1 ano e meio aí. Olhando para trás eu percebo o quanto deixei passar, de aproveitar melhor esses quatro anos fazendo Química.

Minha vida sempre foi uma sucessão de “e se”. E se eu fosse pra direita ao invés de ir pra esquerda? E se eu tivesse escolhido outra faculdade? (Essa ainda ronda minha mente.) E se eu não tivesse desistido de Cálculo 1 lá no 2011.1 e sido aprovada? Esses “e se” mais os verbos passados como: devia, teria, e mais um monte, me acompanham há muito tempo.

Já tive momentos em que quis jogar tudo pro alto e ir pra praia vender minha arte desistir da faculdade. Semestre passado foi, de longe, o que eu mais me questionei se esse era o caminho certo. A verdade é que eu gosto de Química, gosto da ideia de ficar enfurnada dentro de um laboratório analisando sabe-se-lá o que. Mas sempre existe aquela partezinha no meu íntimo que fica sussurrando que eu seria mais feliz cursando Letras.

Nessa última semana vivi em uma “vibe” nostálgica. Encontrei um CD que não tinha nada escrito, quando abri me deparei com várias músicas que eu ouvia há uns 7 anos atrás. Músicas que fizeram parte de momentos tristes, felizes, loucos, enfim, uma trilha sonora da minha adolescência. E eu me recordei de uma Ananda que eu meio que já tinha esquecido. Em 2008 eu estava ingressando no Ensino Médio, dizendo adeus à maioria dos meus amigos do fundamental. Mas cheia de esperanças, querendo ser uma Ananda menos tímida, fazer mais amigos, levar esses amigos comigo para a eternidade.

Essas eram as minhas promessas de início de ano, minhas metas. E acredito que foram umas das poucas que eu consegui cumprir. Claro que algumas como: não fazer a besteira de me “apaixonar” pelo cara errado, estudar mais, não pegar recuperação, bom, não consegui cumprir. Mas as que valiam a pena: ser alguém melhor, fazer amigos com quem eu poderia contar para sempre, abandonar um pouco a timidez, me libertar, essas eu consegui.

E agora, 6 anos depois parece que eu perdi essa essência. Em 2011 dei adeus aos meus amigos para toda a eternidade. Não perdemos contato, afinal, uma amizade como essa acho que só se encontra uma vez na vida. Mas eu não sou a mesma garota sonhadora e esperançosa. Parafraseando KLB e a frase que se tornou meu lema na UFF: “Vida, devolva minhas fantasias”. Fato triste, porém verdadeiro: a vida chega para todos, a realidade também.

Já chorei e já sorri
A vida se renova e disso não dá pra fugir

Por muito tempo vivi numa redoma de cristal, e o mundo fora dela não era nada do que eu imaginava. A vida é uma constante mudança e renovação, isso eu sei que aconteceu comigo. Foi para melhor? Não sei. O que importa é que, independente de ser certo ou errado, eu aprendi (talvez um pouco tarde demais) que eu sou responsável pelos meus atos. “E se” eu tivesse cumprido as metas de 2011, talvez, quem sabe, eu estaria ingressando realmente no meu oitavo período de faculdade.