18 de agosto de 2014

[Resenha] Confesso Que Menti - Justine Larbalestier

Autor(a): Justine Larbalestier
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501089168
Páginas: 320
Tradutor: Alice Mello
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 1/5

Sinopse: Micah Wilkins é uma mentirosa compulsiva. Para ela, mentir é tão natural quanto respirar. Por isso é preciso prestar muita atenção a seu relato e desconfiar de tudo o que ela disser. Por que ela mente? É um segredo que envolve o outro. Tudo começou quando ela nasceu com a doença da família. E desde então Micah criou um labirinto de mentiras para manter todos afastados da única e terrível verdade. Mas quando seu namorado Zach é encontrado morto em circunstâncias violentas e misteriosas, o comportamento nada confiável da menina a transforma na principal suspeita do crime. Agora, para desvendar essa trama e provar sua inocência, Micah Wilkins promete contar apenas a verdade e nada mais que a verdade.

Sabe aqueles livros que você julga pela capa e pensa: “parece ser bom”? Foi assim comigo com Confesso Que Menti. Juntando à capa intrigante, a sinopse me deixou bastante curiosa, só que não foi bem assim quando comecei a ler. Muito pelo contrário, a ânsia da autora em criar uma história toda trabalhada no mistério e nas controvérsias da personagem principal, que é uma mentirosa compulsiva, simplesmente não funcionou.

O livro é narrado em primeira pessoa por Micah, dividido em duas partes, e ela conta a sua versão dos fatos a partir do dia em que seu namorado é encontrado morto. Uma coisa que me irritou profundamente: o quanto a personagem forçou para ser uma mentirosa compulsiva natural, sério. É falado no início que a menina mente, mas daí a cada 5 linhas a menina vai lá e força uma mentira, das mais absurdas possíveis.

O livro não tem capítulos e para você se situar na história dentro das partes dividas no início de cada relato vem escrito se foi antes, depois, se é um histórico familiar, e etc. Achei confuso, sabe? E maçante, foram tantas informações jogadas num curto espaço de linhas que eu estava ficando louca e com muita, muita raiva da protagonista.

E o que dizer de Micah? Sendo o mais sincera possível: achei a personagem um porre. Já li história com meninas frescas, inseguras, dramáticas, infantis, tudo isso citado anteriormente junto em uma só, mas nunca, jamais, me deparei com uma tão apática quanto ela. Ao mesmo tempo em que Micah não me passou a ideia de ser uma personagem crível, ela não fez absolutamente nada para conquistar a simpatia do leitor.

A narrativa em primeira pessoa é cansativa, sempre que eu achei que ia chegar a algum lugar a autora simplesmente parava o pensamento e mudava a situação. Além disso, o excesso de coisas empilhadas para serem resolvidas foi tão grande que no final foi tudo tão corrido e mal explicado que, para mim, o livro foi uma grande perda de tempo.

Terminei o livro com uma sensação de amargura e uma vontade de voltar no tempo e não solicitá-lo para resenha. O final não foi convincente, não chegou a lugar nenhuma e ainda me deixou com aquela sensação de que Micah estava mentindo tudo, porque é o que ela faz. Infelizmente era um livro que eu esperava muito e não foi nada disso.