4 de agosto de 2014

[Resenha] A Namorada do Meu Amigo - Graciela Mayrink

Autor(a): Graciela Mayrink
Editora: Novo Conceito - Selo Novas Páginas
ISBN: 9788581635637
Páginas: 336
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Quando voltou das férias de verão, Cadu não imaginava a confusão em que a sua vida se transformaria. Era para ser um ano normal, mas ele entrou em uma enrascada e está correndo o risco de perder a amizade do cara mais legal do mundo. O que fazer quando a namorada do seu amigo vira uma obsessão para você? Os churrascos da turma da faculdade talvez ajudem a esquecer Juliana, e, se depender do esforço do divertido Caveira, não faltarão garotas gente boa para preencher o coração de Cadu. Mas não adianta forçar... Quem consegue mandar no coração? Alice, a irmã de Beto, é só mais uma das dores de cabeça que Cadu tem que enfrentar. A vida inventa cada cilada!

Se apaixonar já é uma situação, no mínimo, complicada. Agora, se apaixonar pela (o) namorada (o) do (a) melhor amigo (a) deve ser muito pior, né? Esse é o caso de Cadu, Juliana e Beto. Cadu e Beto são amigos de infância, junto com Murilo (mais conhecido como Caveira) são conhecidos como Os Três Mosqueteiros. Quando crianças fugiam de Juju, a vizinha chata que vivia pegando no pé dos meninos, até que um dia ela se mudou para Porto Alegre e os meninos nunca mais ouviram falar dela. Até agora. Juju cresceu, deixou de ser a garota “chata”, está linda, e Cadu logo percebe isso. O problema é que, além disso tudo, ela também é namorada de Beto.

Esse não é meu primeiro contato com a escrita da Graciela, já tinha lido Até Eu Te Encontrar e me encantei com a forma que a autora narra suas histórias. Mais uma vez fiquei apaixonada por sua escrita, dessa vez em primeira pessoa por um ponto de vista masculino, o de Cadu. Sabe, muitas vezes pensei que homens não possuem sentimentos, que são frios, calculistas e etc, mas não é bem assim em A Namorada do Meu Amigo. É impossível não querer entrar no livro e consolar Cadu, ou apenas estar lá e viver com o grupo de amigos dele.

Cadu é o mais tímido dos três mosqueteiros, fato que o faz ser chamado de Aramis. Já Caveira é mulherengo, sendo ele Porthos. E Beto é o mais galinha de todos, sendo Athos. (E quando criança a Juju queria ser D’Artagnan.). O trio é muito unido, achei isso bem legal, ser uma amizade de infância que eles não perderam. Uma coisa que a Graciela consegue é fazer com que você visualize os personagens como pessoas “reais”. Cadu poderia muito bem ser o garoto quieto que estuda com você. No núcleo feminino temos Juliana, Ju ou Juju, atual namorada de Beto e sonho de consumo de Cadu. Falando em Cadu, também tem a Alice, irmã de Beto, que sempre se atira para cima do amigo do irmão. Gostei muito da construção das duas personagens, achei as duas bem reais também e facilmente poderia encaixá-las em meninas que conheci.

A história criada por Graciela é incrível, meiga e apaixonante. Ultimamente não tenho sido muito fã de triângulos amorosos, mas gostei desse. Provavelmente por conta dos envolvidos. Foi incrível acompanhar tudo do ponto de vista masculino, a gama de sentimentos e frustrações de Cadu, suas dúvidas. Penso que isso, mais do que o romance em si, foi o ponto chave da história. Afinal, ele se encontra em um beco sem saída, ao mesmo tempo em que quer conquistar a garota dos seus sonhos, não quer trair seu melhor amigo.

O livro foi uma delícia de ler, a narrativa da autora prende de verdade, tanto que terminei a leitura em apenas seis horas (:O)! Eu simplesmente não consegui largar o livro, queria saber como ia acabar, torcia ao mesmo tempo por CaJu (sim, criei um shipname para Cadu e Juju) e por Cadu não estragar sua amizade com Beto. Foi difícil escolher um lado, viu? E acabei não escolhendo nenhum.

O desfecho é fofo, meigo e acabou com um gostinho de quero mais (da mesma forma que Até Eu Te Encontrar, viu, dona Graciela?). A Namorada do Meu Amigo é sem dúvida um dos melhores nacionais que já li. Não há como contestar o quanto a escrita da Graciela é boa. Super recomendo a leitura, é leve, fofo, divertido. Possui as doses certas de uma boa comédia com pitadas de drama.