27 de outubro de 2014

[Resenha] Cidade do Fogo Celestial (TMI #6) - Cassandra Clare

Autor(a): Cassandra Clare
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501092731
Páginas: 532
Tradutor: Ana Resende, Rita Sussenkid
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 3/5

Livremente servimos
Porque livremente amamos, conforme nosso arbítrio
De amar ou não; assim nos erguemos ou caímos
Minha saga com Os Instrumentos Mortais começou perto do lançamento do filme. Tinha Cidade dos Ossos (TMI #1) há um bom tempo, mas nunca tive vontade de ler. Resolvi seguir a moda, sim, isso mesmo, e comecei a ler. Obviamente as semelhanças com Harry Potter eram imensas, já que é uma fanfic do mesmo. Isso não impediu que eu desse 5 estrelas e favoritasse. Com Cidade das Cinzas (TMI #2) foi quase a mesma coisa, com a diferença que dei 4 estrelas.

Depois, tirei um período sabático da saga, também conhecido como: não tive dinheiro para comprar o resto. Voltei a ler em julho desse ano, quando ganhei os livros restantes de aniversário. Até aí tudo bem, só que Cidade de Vidro (TMI #3) foi difícil, começaram umas incoerências e eu apenas não sou obrigada. Tudo desandou de vez com Cidade das Almas Perdidas (TMI #5), de longe o pior da série (na minha humilde opinião). Antes de ler Cidade do Fogo Celestial (TMI #6), resolvi seguir o conselho dos amigos e ler As Peças Infernais, que é infinitamente melhor que TMI.

Depois de toda essa introdução, chegamos ao que realmente importa. Comecei a leitura sem muitas expectativas, até porque tinha pegado uns spoilers que fiquei: méh. E foi uma luta, meus amigos. Foi difícil? Foi. Foi intenso? Nem um pouco. A verdade é que eu me senti meio boba, idiota, por ler algo que já não tinha vontade de ler (até porque minha fila de leitura está gigante). Sendo sincera, só li para finalizar e concluir.

Algumas coisas eu comentei durante a leitura no Twitter (e também perguntei quando a história andava, porque né). Um dos meus comentários foi que eu me sentia como uma criança nadando no rasinho e achando que estava se afogando. Sabe aquela sensação de andar em círculos, cachorro correndo atrás do rabo? Foi bem assim.

Cassie tinha a faca e o queijo na mão para finalizar a saga de uma forma, se não épica, quase brilhante. E ela conseguiu destruir isso. E eu fiquei triste, de verdade. Mesmo sabendo que muitos elementos vinham de uma história que sou fã de carteirinha, os livros dela tinham potencial para serem muito bons. E ela jogou isso fora.

A finalização não foi satisfatória para mim, aconteceram coisas óbvias e o que eu mais queria ler no livro não aconteceu. É difícil resenhar o último livro de uma série sem dar nenhum spoiler, eu estou tentando me segurar para não despejar os imensos erros de continuidade, as coisas absurdas e tudo mais. A história só fica, razoavelmente, boa quase no fim. Mas já tinha sido tanta coisa que eu só queria acabar logo de uma vez.

Terminei a leitura com um suspiro de alívio e uma promessa (falha) que não leria mais nada relacionado ao mundo das sombras. E isso já vai ser quebrado porque vou querer Crônicas de Bane. O saldo final, quando terminei, tinha sido negativo, depois pensei melhor e resolvi deixar neutro. Valeu a pena de início, eu desanimei em algumas partes, mas no geral uma anulou a outra e ficou tudo zerado.