28 de outubro de 2014

[Resenha] Freud, me segura nessa! - Laura Conrado

Autor(a): Laura Conrado
Editora: Novo Século
ISBN: 9788542802252
Páginas: 272
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Depois de se apaixonar pelo terapeuta e passar por desventuras, que conquistaram diversos leitores em "Freud, me tira dessa!", Catarina, agora encara uma série de descobertas sobre si própria e o mundo. Numa temporada fora do país e em meio a novas oportunidades, amores e amigos, Cat descobre que, mesmo distantes, sentimentos não resolvidos de seu passado podem se fazer presentes. Ela confronta traições, inseguranças, dúvidas e os riscos das escolhas adultas diante do dinheiro, do sexo e do amor. Com a mesma dose de emoção e humor, mais um vez, Cat recorre ao pai da Psicanálise para se segurar nos desafios da vida adulta.

Nada como começar a escrever essa resenha e o aleatório tocar “Welcome To New York”, da Taylor Swift. Aproveitando o clima, dá o play na música que combina totalmente com o livro.

Geralmente sou chata com livros nacionais, mas que se passam fora do Brasil, às vezes ocorrem uns escorregões tensos. Felizmente, não foi o caso da Laura na continuação de Freud, me tira dessa!. Em Freud, me segura nessa!, Catarina está em NY, depois das suas aventuras quando esteve “apaixonada” pelo terapeuta.

A escrita da autora evoluiu muito de um livro para outro, foi fácil ver o amadurecimento da Laura na construção das cenas e da própria personagem. Catarina continua, praticamente, com o mesmo jeito, mas é isso que faz dela tão notável. Acho que no fundo todas nós temos um pouco da Cat. (Aliás, #SomosMuitoCat). Alguns personagens do primeiro livro retornam e outros são adicionados. Não quero comentar muito para não dar possíveis spoilers.

Eu tenho uma queda, na verdade uma avalanche, por NY. Começou quando assisti Gossip Girl e desde então todo e qualquer livro, filme, série, que se passa lá me conquista de cara. Não foi difícil cair de amores pela história da Laura. Ela soube utilizar doses certas de humor, romance e um pouquinho de tristeza, cada uma dando um tom único na narrativa.

Foi impossível não cair na gargalhada com alguns termos utilizados, como jegona. E eu me identifiquei mais com Cat em Freud, me segura nessa! do que no primeiro. Temos idades diferentes, mas pensamentos parecidos, além das atitudes (nem comento sobre o temperamento rs). Além disso, Laura narra tudo com a maior naturalidade possível, nenhuma das cenas soou forçada ou fora de contexto. A ambientalização foi muito bem explorada, faz com que o leitor se sinta em NY, sabe?

Os pontos reflexivos continuam presentes, algumas partes muito especiais sobre um problema antigo de Cat com os pais são mostradas e eu segurei forte a vontade de chorar. Fora isso, o humor reina no livro, não tinha como ser diferente. Eu penso que Catarina reúne o melhor (e o pior) do que (praticamente) toda mulher é. Ela se entrega fácil e sente demais, se importa demais e isso é muito legal, porque é realista.

Terminei a história com um gostinho de quero mais (e espero que tenha!), soltando suspiros e profundamente feliz. Laura conseguiu, mais uma vez, me conquistar. Freud, me segura nessa! é inspirador, divertido e perfeito para ler de um dia pro outro (fato comprovado). Aconselho embarcar nele.