25 de novembro de 2014

[Resenha] A Formatura - Joelle Charbonneau

Autor(a): Joelle Charbonneau
Editora: Única Editora
ISBN: 9788567028477
Páginas: 320
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: O futuro nunca foi tão incerto e desesperador. Cia Vale jamais imaginaria que as coisas pudessem chegar a esse ponto. Ela tem uma importante missão: liderar as ações para a verdadeira reconstrução do mundo pós-guerra, um caminho sem volta. Agora, ela é a peça-chave para concretizar o plano de pôr fim ao Teste, para o bem das pessoas. Diante de um horizonte cheio de cicatrizes brutais, uma guerra prestes a começar e um governo cruel e corrompido, Cia não tem escolha a não ser se preparar para chegar às últimas consequências – se for preciso. Será que seus colegas a seguirão para a batalha final? O amor de Tomas será forte o suficiente para aceitar e sobreviver à prova mais difícil de suas vidas? Os riscos são maiores do que nunca, e para Cia só resta confiar nos próprios instintos. A formatura, o desfecho da distopia que nos fez perder o fôlego!

A Formatura é o terceiro e último volume da trilogia O Teste, que foi uma grata surpresa neste ano. A autora seguiu a mesma receita distópica utilizada por muitos, mas acrescentou e modificou partes, tornando a história única. Claro que depois dos eventos nos livros anteriores, uma rebelião iria estourar e a forma como ela foi tratada me incomodou um pouco.

Mas antes vamos falar sobre a evolução de Cia. Eu juro que não dava NADA pela personagem e aí ela vem me dando dois tabefes na cara, me deixando com a cara na poeira. Foi surpreendente ver como ela deixou de ser uma garota bobinha e sonhadora, para se tornar a líder que deveria ser. Porém, ela pecou em alguns aspectos na sua ascensão à liderança.

Por ser narrado em primeira pessoa é fácil ser conduzido para dentro da mente da personagem. Os questionamentos levantados por ela são bem razoáveis, só que alguns são muito fora de hora. Além disso, a falta de pulso firme em algumas cenas me deixou com vontade de entrar na história e dar um sacode na menina. Felizmente, isso foi só na parte inicial. Acredito que fez parte da construção da personagem, foram precisos alguns choques de realidade nela.

Os coadjuvantes, entre eles Thomas, ganharam seu momento de brilho neste livro. Dois deles em especial me chocaram de tal forma que só me restou aplaudir de pé. Outros, porém, se provaram não tão dignos de confiança. Eu gostei da maneira como praticamente todos os personagens inseridos nos livros anteriores foram utilizados. Não foram apenas mais um adendo à história, eles fizeram sentido.

A frase de capa já diz tudo e realmente as partes de ação são de tirar o fôlego. Algumas cenas me lembraram de A Esperança, mas nada forte o suficiente para eu levantar o dedo e dizer que era plágio. Eu penso que, querendo ou não, todas as histórias distópicas tendem a seguir a mesma linha: revolta/aceitação em relação ao sistema, conflito gerado por isso, batalha. Portanto, não foi tão surpreendente (nem frustrante) perceber isso.

A narrativa fluiu de forma maravilhosa (e eu me arrependi de ter deixado o livro encostado por um tempo). Chegando perto do fim, um sentimento saudoso veio me acompanhando. Aprendi muito com Cia e seus companheiros, a confiança é importante e dá-la a alguém é mais importante ainda. A Formatura foi um desfecho muito bom para a trilogia, mas as duas últimas páginas deixaram a desejar, meio que terminando em aberto. Apesar dos pesares, vale a pena conferir.