27 de janeiro de 2015

[Resenha] A Viajante do Tempo - Outlander #1 - Diana Gabaldon

Autor(a): Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência Brasil
ISBN: 9788567296227
Páginas: 800
Tradutor: Geni Hirata
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 2,5/5

Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente? 



Há exatos dois meses eu publiquei o ATL de Outlander. Assim que acabaram minhas aulas e toda a correria, eu resolvi dedicar meu tempo para terminar a história. Eu juro que tentei com todas as minhas forças gostar do livro tanto quanto a maioria das pessoas gostou. Infelizmente, não foi assim.

O meu susto inicial e gerador de muitas dúvidas antes de solicitar A Viajante do Tempo para resenha foi seu tamanho: 800 páginas. Mas respirei fundo e fui em frente. No primeiro volume da série, Claire, depois de presenciar um ritual misterioso, volta no tempo, na Escócia de 1743. Até aí tudo bem, plot legal e conseguiu prender minha atenção. O problema foram os acontecimentos depois de tudo isso.



Uma coisa extremamente maçante na narrativa é a necessidade da autora de explicar detalhadamente até a cor da fita de cabelo que a personagem principal usa. E isso cansa, muito. Aos poucos a minha empolgação foi diminuindo e eu cheguei ao ponto do ATL. Muitas pessoas falaram: continua, é legal. Eu tentava, lia um parágrafo e: ou dormia, ou ia fazer outra coisa. Simplesmente não deu. Atribuí parte da culpa ao estressa da faculdade.



Retomei a leitura no dia 06/01, quando finalmente tive coragem para mergulhar na história. Como li pelo Kindle (porque gente, não dá pra segurar um livro de 800 páginas, eu não consigo, por favor), me dava uma angústia enorme ver que a barrinha de progresso não mexia. Eu lia, lia, lia e lia e parecia que não saía do lugar. E o livro não estava ajudando, porque, sério, parecia que estava andando em círculos.

Inicialmente eu fui shipper de Claire e Jamie, mas aí até isso me cansou. Como a narrativa é em primeira pessoa (na visão de Claire), mostrava bem as suas dúvidas entre ficar ou ir e aiminhanossasenhora, ela não resolvia. E ficava aquele mimimi eterno sobre conhecer os ancestrais do marido do futuro, amar o marido atual e ouch, I can’t.

Quando cheguei ao fim da leitura foi um alívio, mas minha cabeça estava explodindo. A escrita no geral é boa, porém o excesso de descrições, a inserção de plots estranhos e, bom, algumas coisas não fazem o menor sentido (e eu não posso falar porque é spoiler), tudo isso minha animação minar. É um romance beeeeeeeeeeeeeeeeem histórico, se você, caro leitor, gosta do estilo, vá em frente que você vai ser feliz. Já eu cheguei à conclusão que Outlander definitivamente não é para mim.


Crédito dos gifs: Zap2It

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