5 de fevereiro de 2015

[Séries à Trois] Round 1: Stalker, HTGAWM* e NCIS


Já digo logo que tá grande, mas vale a pena.
* Resumi o nome de How to Get Away With Murder, porque senão o título iria ter três linhas.

No primeiro round do Séries à Troi nada mais justo que o trio original voltar. O tema escolhido foi de séries criminais. Eu indiquei NCIS para o Kelvin, ele indicou HTGAWM para o João e, por fim, João indicou Stalker para mim. E agora você confere o que nós achamos.

Stalker - 01x01 - Pilot


Começo esse texto falando que nunca vi Nikita (já podem jogar as pedras), mas reconheço o quão boa atriz a Maggie Q é. Stalker segue a linha procedural, um caso por semana, solução no final e o que nós já estamos acostumados a assistir em todas as séries do gênero policial, né? Eu gostei da premissa da série, mesmo achando que a revelação do stalker da semana ficou sem aquele frisson.

O seriado apresenta a detetive Beth Davis (Maggie Q) e o recém-transferido Jack Larsen (Dylan McDermott). Ambos possuem um passado um tanto obscuro e uma possível ligação.

O diferencial no episódio, e na série, é todo o terror psicológico induzido nas vítimas. Por ser apenas o primeiro episódio não tenho muito como tirar conclusões sobre um ou outro personagem, mas gostei da forma como os mesmo foram desenvolvidos. O clima de tensão na série é incrível, inclusive me renderam exclamações durante algumas cenas.

Por outro lado, se você espera altas cenas de perseguição, gritaria e bonecos voando pro alto como se fossem corpos carbonizados, sinto lhe informar, mas você está na série errada. Sugiro procurar Pretty Little Liars, mas tenha paciência, muita. Faltou ação no episódio, toda a ambientalização sugeria que algo iria acontecer e, em boa parte do tempo, não acontecia nada. E isso me decepcionou. Obviamente eu não esperava algo no estilo CSI, pois como é mostrado já no início do episódio, a investigação se dá somente em relação ao perseguidor e à perseguida vítima.

O episódio não teve apenas um foco, com dois casos de perseguição e a chegada de um novo detetive no departamento, não tinha como mesmo. Porém, achei que essa divisão entre os três assuntos tirou um pouco da (por falta de palavra melhor) magia da premissa. E isso que levou a um desfecho meia boca.

Uma coisa que gostei muito foi a relação conturbada entre Beth e Jack. Os dois já começam com o pé esquerdo e por mais que ele tente mudar a opinião dela a seu respeito, duvido um pouco que consiga. E antes que você comece a shippar, nem pense. Sério, eles não combinam em nada.

No geral, Stalker cumpre bem o que foi designada a fazer. Ainda não sei se irei continuar assistindo, mas fico feliz por não ter sido uma experiência ruim.
Nota: 8,5

NCIS - 01x01 - Yankee White

O que falar sobre uma série incrivelmente duradoura, que está no ar há incríveis 12 anos e que você nunca tinha se dado o trabalho de ver porque a preguiça de colocar 12 temporadas em dia é muito maior? Essa dúvida ainda está pertinente para mim, ainda que a série apresente um episódio piloto incrivelmente sólido, eu ainda sustento a minha dúvida do que exatamente achei da série.

NCIS (Naval Criminal Investigative Service, que significa Serviço de Investigação Criminal Naval) é uma série criminal no tradicional molde procedural (aquele dos casinhos de semana, como quase todas as séries criminais) que acabou pipocando na TV americana no começo dos anos 2000, com a própria NCIS e CSI sendo os principais destaques.

Como o próprio título da série é autoexplicativo, a série trata sobre uma equipe de investigação de crimes relacionados à Marinha norte-americana e seu primeiro caso é sobre um oficial que morre repentinamente a bordo do avião presidencial Air Force One logo após jantar com o próprio presidente dos Estados Unidos, wait for it... George W. Bush.

A melhor cena do piloto, sem dúvidas, é exibida logo no início do episódio com uma grande discussão sobre de que equipe seria a jurisdição da investigação do crime. Se seria do Serviço Secreto, pois o crime ocorreu abordo do Air Force One; se seria do FBI por poder ser relacionado a um atentado ao presidente; se seria da polícia local, pois o avião, e obviamente o corpo, estavam pousados em aeroporto local; mas que, no fim, acabou ficando para a equipe NCIS em, resumo, uma tomada hostil do avião. Só que a questão de jurisdição se prolonga durante o piloto e, ainda que necessária, acaba cansando na terceira discussão.

O caso, por si só, se desenvolve muito similar ao filme do Harrison Ford, Air Force One (1997), e, inclusive, tudo sobre o caso, seu desenvolvimento e até a conclusão são altamente referenciados ao filme pelo Agente Especial Leroy Gibbs (Mark Harmon) durante todo o episódio, o que perde um pouco da originalidade que eu esperaria de um piloto de TV.

No mais, a série é extremamente competente. O elenco de apoio oferece excelentes alívios cômicos, como em uma cena em que eles encenam o jantar na cabine do presidente para fotografar numa espécie de reconstituição do acontecimento.

O meu problema maior ficou por conta de uma introdução melhor explicada do arco central da trama. Não fica claro, exatamente, qual é a trama principal da série e o piloto funciona muito mais como um telefilme de 40 minutos com encerramento compreensível, mas que não te compele a seguir acompanhando a estória, do que uma apresentação completa da série.

Agora, em minha opinião baseada apenas neste piloto, se fosse para indicar a série para alguma outra pessoa, eu não a colocaria entre minhas principais opções do gênero, para ser honesto. Talvez pela falta de um gancho (cliffhanger) ou algo com que me fizesse me importar mais com os personagens a história pudesse ser outra e eu estaria aqui querendo ver os próximos 200 e sei lá quantos episódios. Mas não é este o caso. Em relação a questão de entretenimento, o episódio cumpre bem o objetivo, entretanto.
Nota: 7,5

How to Get Away With Murder - 01x01 - Pilot

Antes de qualquer coisa, queria deixar claro que ainda estou tentando descobrir o motivo de não ter assistido essa série antes. Falta de tempo? Talvez. PreguiZzZz? Provavelmente.

How To Get Away With Murder, sem sombra de dúvidas é uma das melhores estreias da temporada. O piloto nos mostra um futuro próximo, onde Wes, Michaela, Connor e Laurel, quatro estudantes de direito, estão tentando honrar o nome da série e tentando sair impune de um homicídio. A partir desse momento, voltamos três meses no tempo e começamos a ver os fatos que levaram a tal crime.

Viola Davis, que eu já admirava o trabalho desde The Help, é o grande destaque da série, onde interpreta a professora de direito Annalise Keating, uma mulher que sabe muito o bem o que está fazendo. Em suas aulas, ela ensina seus alunos a como inocentar um acusado de homicídio. Ao mesmo tempo, ela está em busca dos melhores estudantes da turma, como intenção de contrata-los para a sua equipe, dando inicio assim aos Jogos Vorazes a uma competição acirrada entre eles, onde vale de tudo pra conseguir se dar bem (Connor mandou 2bjs).

A linha do tempo apresentada funciona muito bem com a série, onde somos apresentados aos poucos com o que levou ao crime, mas ao mesmo tempo também podemos ver como os personagens estão lidando com ele. E tenho que falar que isso tudo isso melhora, por causa da edição maravilhosa que a série tem, juntamente com a trilha sonora que parece se encaixar perfeitamente em cada momento da série.

Eu ainda não tive tempo para assistir mais episódios da série, mas posso assegurar que ela vai entrar pra minha grade no Banco de Séries.

P.S. Alguém, por favor, pode indicar essa série pras meninas de Pirulitolairs? Porque olha, elas estão precisando.
Nota: 10