13 de abril de 2015

[Resenha] Reboot - Amy Tintera

Autor(a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401090
Páginas: 352
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar. 

Um dos meus gêneros preferidos é a distopia. Por conta disso, quando vi Reboot nos lançamentos da Galera Record não hesitei em solicitar. A sinopse me instigou e fez parecer que ele teria um diferencial em relação a outros do mesmo estilo. Mas não foi bem assim que aconteceu.

A narrativa em primeira pessoa é eletrizante e flui facilmente. Gostei muito da construção dos personagens e do ponto de partida da história. Porém, chegando perto do final concluí que ela é mais do mesmo. Em Reboot conhecemos Wren Connolly, também chamada de 178, que é o número referente ao tempo em minutos em que ela passou “morta”. Isso acontece por conta de um vírus (KDH) que atingiu o país e dizimou boa parte da população.

Algumas pessoas que contraíram o KDH basicamente ressuscitaram, assim como Wren. Eles são os chamados reboots. Quanto mais tempo uma pessoa ficava reinicializando, mais forte ela ficaria. Porém, perderia mais da sua humanidade. Logo, podemos presumir que Wren é quase um robô, certo? De início eu pensei que Wren seria uma personagem fria e sem sentimentos. E isso foi mostrado muito bem, mas ela ainda tinha traços humanos como sentir muita raiva. Parte disso mudou com a chegada de Callum 22. Um número extremamente baixo e bem, vocês podem adivinhar o que aconteceu.

Um pouco do encanto inicial que eu tinha com o livro se perdeu quando ele caiu no lugar comum. A autora tinha uma gama enorme de possibilidades para explorar, mas (e não sei o motivo) optou por seguir a mesma linha de muitas narrativas já conhecidas. É fato que Wren é uma personagem forte e uma líder nata, embora isso já tenha sido mostrado em basicamente 90% das distopias atuais. A inserção de um romance entre a 178 e o 22 era bem óbvia e eu achei clichê. É pedir muito por uma distopia que não envolva um romance sórdido entre dois personagens?

As mudanças na personalidade de Wren quando Callum entra em sua vida, na minha opinião, foram muito forçadas. Uma coisa é alguém com um espírito rebelde precisar de apenas uma faísca para fazer uma revolução. Outra bem diferente é alguém que segue todas as regras simplesmente resolver quebrar o sistema por conta de uma paixonite. E esse foi o caso. E isso que fez o livro perder 2 estrelas.

Uma coisa que não se pode negar é o talento da autora em manter a atenção do leitor. Eu, literalmente, não consegui largar o livro até chegar ao fim. Li em apenas uma tarde, mesmo que não tenha atendido às minhas expectativas. Eu entendo que muitas pessoas irão gostar do livro, mas, me perdoem, eu não estou mais com paciência para histórias que começam e terminam da mesma forma.

O final me deixou curiosa, não vou negar. Porém não atiçou o suficiente para que me fizesse ficar: OMG, CADÊ A CONTINUAÇÃO?!?!?!?!?!?!

Se eu indico a leitura? Sim, para quem gosta do gênero é um livro muito bom. Mas não vá com muita sede ao pote, pois pode acabar se decepcionando, como eu.