17 de abril de 2015

[Resenha] Síndrome Psíquica Grave - Alicia Thompson

Autor(a): Alicia Thompson
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501086303
Páginas: 336
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: A Paciente, Leigh Nolan (essa sou eu), começou seu primeiro ano na Universidade de Stiles. Ela decidiu se formar em psicologia (apesar de seus pais preferirem que ela estudasse tarô, não Manchas de Rorschach).
A Paciente tem a tendência a analisar demais as coisas, especialmente quando isso envolve o sexo oposto. Exemplo: por que Andrew, seu namorado de mais de um ano, nunca a convida para passar a noite com ele e dar o próximo passo no relacionamento — leia-se transar? E por que ela passou a ter sonhos eróticos com Nathan, o colega de quarto de Andrew que tanto a odeia?
Fatos agravantes incluem: outros alunos de psicologia supercompetitivos, uma professora que precisa urgentemente de análise e uma colegial que acha que a Paciente é, em uma palavra, ingênua.

Quando comecei a leitura de Síndrome Psíquica Grave eu não sabia bem o que esperar, mesmo com o comentário da Meg Cabot na capa. Felizmente o livro não me decepcionou e fez jus aos elogios.

A narrativa em primeira pessoa apresenta Leigh Nolan, uma caloura de psicologia que possui a tendência de surtar por quase nada. Imediatamente me identifiquei com a personagem, pois “fazer tempestade em copo d’água” é comigo mesmo. A forma como ela conta sua história é hilária e eu não consegui largar o livro até chegar ao fim.

A história passeia pelo cotidiano de Leigh na faculdade, dando ênfase em alguns problemas que ela tem com o namorado (que eu odiei logo de cara) e o colega de quarto dele. Umas reviravoltas acontecem, mas grande parte é bem óbvia. Acredito que um dos motivos para eu ter gostado tanto da história é que estava a fim de um romance adolescente cheio de clichês. E a leitura me entregou isso. Mesmo que eu conseguisse adivinhar o que viria a seguir, não foi decepcionante.

Uma das coisas que eu mais gosto em livros desse gênero é a capacidade que eles têm de me fazer voltar a ser adolescente. Sofri junto com Leigh em muitas partes, mas também comemorei e senti um frio na barriga perto do final. E eu amo essa sensação, mesmo que seja só por conta de ficção.

O livro é despretensioso e não passa nenhuma mensagem do tipo que muda a vida. É um daqueles que serve apenas ao propósito de entreter, o que faz muito bem. Senti falta de uma maior interação de Leigh com seus pais, que são muito interessantes, mas fora isso é uma leitura maravilhosa.

O final foi previsível, mas isso não tira o mérito. Eu gostei muito das mudanças sutis que ocorreram com a protagonista e de como isso não pareceu forçado. Ela apenas começou a se analisar de verdade e reparar seus erros e defeitos. E isso é muito bom, acredito que todos nós deveríamos fazer isso. Síndrome Psíquica Grave entrou na minha lista de favoritos e ganhou um lugar especial na minha estante. Muito mais que recomendado.