22 de maio de 2015

[Resenha] Uma Longa Jornada - Nicholas Sparks

Autor(a): Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413885
Páginas: 368
Tradutor: Maria Clara de Biase
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 3,5/5

Sinopse: Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele.
Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra e seus efeitos sobre eles e suas famílias.
Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga até um rodeio. Lá é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição.
Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem
juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família.
Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado.
Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder.
Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida. 

Não sou uma especialista nas histórias do Sparks, mas sei que a grande maioria delas acaba triste. Podem pensar que eu sou masoquista, mas depois de ter contato com a escrita do autor, eu quis mais. Fazer o que se gosto de narrativas tristes?

Uma Longa Jornada não se trata apenas de uma história de amor entre um cowboy e uma mocinha da cidade. Também não é sobre um viúvo que sofreu um acidente. Existe mais no enredo e esse mais que a tornou especial. Contudo, não foi o suficiente para me arrancar suspiros e um favorito.

O livro é dividido entre as recordações de Ira e o romance de Luke e Sophia. Vocês devem estar se perguntando (e eu também fiz isso) sobre o que essas duas histórias tem em comum. Bom, vão ter que ler para descobrir. Vale a pena, juro.

Eu gostei muito da forma como os personagens foram construídos. Sophia não é uma garota que desiste fácil ou que começa a chorar diante da primeira dificuldade. E Luke é o oposto do que estou acostumada. Ele é bronco, mas não é grosso. E é esforçado demais, sem contar o carinho que ele demonstra por quem está do seu lado.

Não consigo definir se gostei ou não de Ira, as divagações que ele tem e suas recordações por vezes me entediaram. Porém, a história dele e de Ruth é apaixonante e, adivinhem, triste. Mas sempre é possível encontrar a beleza na tristeza e isso o autor deixa claro durante todo o enredo.

É fato que Sparks escreve para que seus livros virem filmes, a quantidade de elementos que possibilitam a visualização é muito grande. Muitos podem taxar como sendo romances “água com açúcar” ou “de sessão da tarde”. Mas eu já vejo diferente, eles possuem uma profundidade e também uma lição ao fim de cada um. O próprio nome do livro deixa isso claro, pois remete a vida e às escolhas que fazemos nela.

Uma coisa que acho incrível é como o autor consegue criar vários ambientes diferentes. Ele possui a fórmula do drama que vai fazer com que você chore muito, óbvio, mas ao mesmo tempo ele consegue criar uma gama de possibilidades para os personagens. Isso faz com que cada livro tenha um estilo e um propósito diferente. Acho muito bacana quando um autor consegue fazer isso.

Confesso que esperava mais de Uma Longa Jornada, talvez porque comecei a leitura logo por O Melhor de Mim (que dizem ser o melhor do Sparks também) e criei uma expectativa muito grande. Mas é uma história apaixonante e que serve ao propósito de entreter. Preparem os lenços também, porque é difícil não se emocionar.