6 de julho de 2015

[Resenha] Another Day - David Levithan

Autor(a): David Levithan
Editora: Knopf Books for Young Readers
ISBN: 9780385756204
Páginas: 336
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Todos os dias são iguais para Rhiannon. Ela aceitou sua vida, convencida de que ela merece seu distante e temperamental namorado, Justin, até mesmo estabelecendo regras para viver: Não seja carente demais. Evite aborrecê-lo. Nunca deixe suas esperanças crescerem.
Até a manha em que tudo muda. Justin parece vê-la, querer estar com ela pela primeira vez, e eles compartilham um dia perfeito, que Justin não se recorda na manhã seguinte. Confusa, deprimida e desesperada por mais um dia como aquele, Rhiannon começa a questionar tudo. Então, um dia, um estranho diz a ela que o Justin que passou o dia com ela, o que a faz se sentir como uma pessoa real... não era o Justin de forma alguma.

É muito difícil começar essa resenha sem puxar muito o saco do Levithan, mas vou tentar. Não apenas isso, existe o fato de que Another Day conseguiu quebrar todos os pedaços que eu tinha reconstruído meses depois de finalizar Todo Dia.

Eu não sou a maior fã de ler a mesma história sob um ponto de vista diferente, embora eu acabe sempre lendo. Muitas vezes me decepciono com as atitudes da outra metade e isso desconstrói completamente a imagem que eu tinha dela. Felizmente, não foi assim com esse livro.

Logo nas primeiras páginas eu me identifiquei com a Rhiannon. A personagem tem aquela necessidade de carregar o mundo nas costas e de se entregar totalmente. Não se sente encaixada nos padrões, mas muitas vezes não consegue escapar deles. É nesse mar de dúvidas que ela se encontra, enquanto deseja descobrir quem é.

Quem já conhece a escrita do autor sabe da sua capacidade de criar quotes memoráveis a cada 10 letras. Em Another Day não é diferente. A minha vontade era de sair riscando o Kindle com marca texto em praticamente todas as páginas. Porém a história não se constrói apenas em frases de efeitos e cenas memoráveis. Existe aquela profundidade nas entrelinhas, que faz com que o leitor deseje e não deseje chegar ao fim.

Eu estava com muito medo de não gostar do livro, principalmente por só ter conhecido a Rhiannon pelo pov de A, que parecia colocá-la em um pedestal. Foi um alívio perceber que ela é humana, que comete erros e que se arrepende, mesmo quando não consiga consertá-los. Ela se importa com quem está ao seu redor (às vezes até demais) e tenta ao máximo não desagradar ninguém, mesmo que isso faça com que ela se sinta oprimida. E isso é meio triste.

Eu pensei que por já conhecer a história, eu não ia me emocionar tanto. Ledo engano, acredito que chorei tanto (ou mais) do que em Todo Dia. É engraçado pensar que eu já sabia o que ia acontecer em muitas partes e mesmo assim me surpreendia, pois agora estava vendo tudo como a Rhiannon e suas opiniões e atitudes são muito diferentes da de A.

Uma das mensagens mais bonitas que o autor passa é que o importante não é a embalagem, mas o que está por dentro. Ele mostra que é possível amar alguém, mesmo que você não consiga enxergá-lo de fato. Acima de tudo ele mostra que, apesar de acharmos que o amor não tem barreiras, ele de fato tem. E que é preciso coragem para ultrapassá-las e força quando não se consegue.


Para todos que já conhecem essa história, recomendo que se entreguem novamente e preparem os lenços. Para os que não conhecem, procurem agora. Tenho certeza que não irão se arrepender.