15 de dezembro de 2015

[Resenha] O Vitral Encantado - Diana Wynne Jones

Autor(a): Diana Wynne Jones
Editora: Galera Júnior
ISBN: 9788501092076
Páginas: 304
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: O avô de Andrew Hope acabou de falecer e lhe deixou seu casarão como herança. Mas muito mais do que isso. Ele era um grande mago e Andrew herdou também o campo de proteção da propriedade (o que automaticamente o torna responsável pela segurança de todos os que vivem ali) e um curioso artefato: um vitral de muitas cores e claramente mágico. Quando o jovem Aidan Cain, caçado pelos temidos Perseguidores, surge em sua porta à procura de abrigo, Andrew encontra nele um amigo para desbravar os arredores do casarão. Mas com Aidan ele vai descobrir que o passado de sua família pode ter muito mais magia do que imaginava. Diana Wynne Jones nos proporciona uma aventura delicada e cheia de humor britânico moderno. O Vitral Encantado é um prato cheio para os fãs de Neil Gaiman e outros autores de fantasia.

Eu nunca havia lido nada da autora, mas a sinopse do livro me chamou a atenção. Confesso que demorei a pegar o ritmo da leitura, pois em algumas partes a história se tornava arrastada, mas depois de um tempo me acostumei.

A narrativa em terceira pessoa nos apresenta Andrew Hope. Neto de um dos magos mais poderosos, quando o avô falece, ele herda uma mansão. Além disso, existe também um campo de proteção, que é uma das maiores responsabilidades a ele atribuídas, pois a segurança do vilarejo onde ele vai mudar depende disso.

Como já disse, em alguns pontos a leitura se tornou arrastada, no entanto a apresentação dos personagens ocorreu de forma muito rápida, o que considero uma questão negativa. Não apenas isso, mas a autora apresenta alguns termos que foram difíceis (para mim) entender o significado. Meio que deixa a entender que este não é o primeiro livro de uma série, como se fosse a minha obrigação entender todas as partes.

Boa parte do livro se passa com Andrew tentando descobrir o passado de Aidan e o motivo pelo qual ele é tão perseguido. Existe também o tal vitral encantado que dá título ao livro. Assim como boa parte do livro, eu também não entendi essa parte. O que me pareceu é que ele era apenas mais um objeto mágico na casa, mas sem envolver nenhum mistério grandioso o suficiente.

Outro ponto que me incomodou bastante foi a quantidade enorme de detalhes. Sim, alguns fizeram diferença, mas a grande maioria só serviu para encher páginas. O que faltou na história foi um ponto chave onde todas as questões se reunissem e fossem respondidas.

Este livo pretendia ser parte de uma série, porém a autora veio a falecer. Por conta disso, o final permanece com muitas pontas soltas. Final este que foi muito simplório comparado ao que a sinopse prometia. Eu esperava mais da história e não acredito que exista a desculpa de que é um livro juvenil, pois já li vários que considero melhor.

Não é um livro que eu recomendaria, principalmente pela questão de terminar em aberto. Cheguei à conclusão de que narrativas fantasiosas com muitos detalhes (vide Neil Gaiman) não são para mim.