3 de junho de 2016

[Resenha] Rebelde - Amy Tintera

Autor(a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401106
Páginas: 352
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Wren Connoly acreditou que seu lado humano tivesse ficado para trás no instante em que ela morreu... e voltou à vida como Reboot em surpreendentes 178 minutos. Com uma força extrema e treinada para ser o soldado perfeito, Wren precisou fugir da CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, para salvar Callum 22, o rapaz que lhe mostrou ser possível ter emoções, compaixão e até amor, sendo Reboot.
Após terem escapado da CRAH, Wren e Callum estão prontos para recomeçar a vida em paz, na reserva Reboot. Mas Micah, o Reboot que comanda o local, tem planos malignos em mente: dizimar os humanos da Terra. Micah vem construindo um exército Reboot há anos, e finalmente está pronto para iniciar ataques às cidades. Agora que fugiram, Wren e Callum precisam decidir se ficam ao lado de Reboots ou se abandonam tudo e vivem longe da guerra. Aos poucos, os dois percebem que só há uma alternativa: precisam se tornar rebeldes.

Quando terminei de ler Reboot não tinha certeza se leria a continuação. Mas ela chegou e minha curiosidade não permitiu que eu deixasse a saga de lado. Infelizmente, nem tudo foram flores durante a leitura.

Depois dos eventos ocorridos no final do primeiro livro, Wren tem agora a missão de guiar os reboots salvos para um "lugar seguro". Pelo menos era isso que o acampamento Rebelde aparentava ser. Liderados por Micah, os rebeldes se mostram ser bem treinados, com um grande arsenal e uma comunidade organizada.

Os personagens introduzidos no livro não me pareceram bem construídos. A começar por Micah, que desde o início fica óbvia a intenção dele no acampamento. Isso me deixou bem chateada, porque ele possuída potencial para ser um personagem excelente e ficou só no mais ou menos.

Aliás, o maior problema da autora é a falta de ousadia. Em várias situações que Wren e os outros poderiam ter agido de forma diferente, isso não ocorreu. Seja por medo da autora de sair do lugar comum, o fato é que isso tornou a leitura, por muitas vezes, arrastada.

Wren evoluiu bastante, se tornou mais humana neste segundo volume, porém senti uma forçada de barra com relação a isso. Neste caso, menos é mais, e a autora inseriu mil características e mudanças de personalidade na protagonista. Meio que tentando levar o leitor a pensar "nossa, ela tá com a mentalidade mais humanizada mesmo". Mas gente, a barra, não é pra forçar.

O que me incomoda muito no livro é justamente o gênero. É distopia? É, mas não funciona como. Faltam muitos elementos para ser uma p*ta de uma distopia. No geral, é mais do mesmo. Existe a premissa inicial de ameaça, existe o personagem "mais fraco" que evolui e vira o "melhor", existe a batalha final. Basicamente tudo o que já encontramos em outros livros.

Além disso, a autora supervalorizou o relacionamento de Wren e Callum. Sinceramente, não acredito que exista química entre os dois. Acredito que o fulgor da batalha, toda a luta juntos e tal, os levou a esse caminho. Assim como Peeta e Katniss. Funcionam muito bem como parceiros de luta, já como par romântico? Nem tanto.

Rebelde não foi uma surpresa literária, manteve a mesma linha do primeiro. Não sei se terá continuação, pois o livro possui uma ponta solta, mas já vi comentários que este seria o volume final. De qualquer forma, se você gosta de gênero, mesmo com todas as críticas realizadas, indico a leitura. Não é o melhor dos melhores, mas é uma boa forma de passar o tempo.