15 de julho de 2016

5 séries para você assistir nas férias

Oi, pessoal! Todo mundo de férias? Eu não.

Convidei os migos do falecido Floodadores para indicar séries e encher a grade de vocês com coisa boa. Bora conferir?



Crazy Ex-Girlfriend
Indicação: Kelvin Bastos

Com um título propositalmente irônico e com uma proposta de desconstruir o gênero da comédia-romântica, Crazy Ex-Girlfriend é uma das poquíssimas séries descaradamente feministas que, resumidamente, conta a história de uma mulher de verdade lutando para encontrar um pouco de cor em um mundo preto e branco. Criada e atuada por Rachel Bloom, rendendo-lhe o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical, e com co-criação de Aline Brosh McKenna ("O Diabo Veste Prada", "Nós Compramos um Zoológico"), CEG é uma dramédia musical em que aborda assuntos delicados com a leveza e sutileza despretenciosa e incrivelmente certeira. Sendo um dos programas mais diversificados da TV americana, CEG aborda assuntos que variam de sexualidade e saúde mental a auto-aversão e depressão, utilizando temas supostamente rasos de plano de fundo, como acampamentos de verão e bus-party, a série usa críticas pontuais com hilárias canções, como The Sexy Getting Ready Song, e excelentes paródias à indústria fonográfica. Possuindo uma protagonista profunda e cheia de nuances, você vai acabar se identificando com ela e se apaixonando com a proposta da série, se rendendo ao poder de Bloom em seu primeiro trabalho para TV.



Wynonna Earp
Indicação: Camila Lacerda

Numa entrevista recente, a escritora/criadora descreve Wynonna Earp como "Uma série esquizita de caçadoras de demonios cowboy feministas". Não sei se dá pra superar essa descrição. Wynonna é descendente de Wyatt Earp, e por ser sua herdeira, é a única pessoa capaz de mandar os demônios que assombram Purgatório (sim, esse é o nome da cidade) de volta para o inferno. Apesar de se auto-declarar um "lobo solitário", Wynonna não está sozinha. Ela conta com a ajuda de um agente de uma organizaçao misteriosa que investiga o paranormal, um cowboy imortal com um bigodão sensacional e sua querida e fofa irmã, Waverly, que está cansada de viver sempre na sombra dos erros de Wynonna. A série acabou sua primeira temporada, mas é muito promissora. A mistura da seriedade sobrenatural com a tridimensionalidade e humor dos personagens me lembra muito de Buffy e a série me passa muito a vibe de Lost Girl e Sleepy Hollow em seus bons dias. Tem ótimas quotes. Retrata de maneira adorável a relação de amor entre as irmãs. E pra todo mundo que está orfão de representatividade, Wynonna Earp já demonstra indiicios que tá ai pra preencher esse buraco nos nossos coraçõezinhos. Não só por ter uma protagonista feminina maravilhosa ou um ator negro com uns dos papeis principais mas por (até agora) estarem lidando muito bem com o romance que está florecendo entre as duas moças ali. #WayHaught



Nikita
Indicação: Roberta Valentim

Diferente da pegada Teen/Sobrenatutal que a CW tinha na época, Nikita veio cheia de ação, com uma trama, elenco e personagens bem mais maduros do que era de praxe no canal. Ela explorava o mundo da espionagem, com conspirações politicas e econômicas a nível mundial, vista do ponto de vista dos agentes responsáveis por esses eventos. A atriz Maggie Q fica a cargo de interpretar a nossa heroína que depois de crescer no sistema de adoção, se envolver com drogas e ver a sua vida sem futuro algum, é resgatada e treinada por uma agência chamada "Division". Mas até que ponto a gratidão pela vida nova, a impede de discordar das missões a ela designadas? E uma vez que ela se rebela contra eles, uma guerra começa para derruba-los e nada melhor do que fazer isso de dentro pra fora. ;)
Além de Nikita, a série conta com outros ótimos personagens, como Michael, ex-tutor/lover de Nikita nos tempos de agência, Alex, sua pupila e principal arma para executar seu plano, Birkhoff, the IT guy da Division, Ex-hacker e provavelmente meu nerd favorito nesse mundo, e os mestres da manipulação and really bad guys Percy e Amanda.
Com tramas inteligentes, bons personagens e ótimas cenas de ação, Nikita é pra mim, umas das series mais underrated da TV americana. Com apenas 3 temporadas + 6 episódios, ela é super dinâmica e eu garanto um final super satisfatório :)
Ta esperando o quê pra dar uma chance pra essa belezinha?


iZombie
Indicação: Euzinha (Ananda)

Baseada na HQ (da DC) homônima, iZombie traz Olivia Moore (Rose McIver) no papel principal. Depois de ir a uma festa onde ocorreu um ataque zumbi muito louco, Liv é transformada e muda drasticamente sua vida. Ela passa então a trabalhar como médica legista numa delegacia, junto com o Dr. Ravi Chakrabarti, para que ela possa ter acesso aos cérebros. A série foge do clichê "zumbi mal, comilança de cérebros, apocalipse", pois Liv ainda preserva sua humanidade e o tom de humor faz toda a diferença. É óbvio que vemos cérebros sendo devorados, inclusive Liv poderia participar da edição zumbi de um Masterchef porque os pratos que ela faz estão de parabéns.
No formato procedural, em cada episódio Liv ajuda (de uma forma bem peculiar) a solucionar os casos junto com o detetive Clive Babineaux. O seriado ainda conta com uma carga emocional bem forte, algo característico das produções da CW, e tem uma vibe meio super herói que tá na moda. Com duas temporadas (e uma terceira vindo por aí), a série vai te pegar de jeito desde o primeiro momento e você não vai conseguir tirar a música de abertura da cabeça. Vale a pena investir.


The Fosters
Indicação: Kelvin Bastos

Mesmo sendo produzido por Jennifer Lopez, o drama familiar The Fosters consegue misturar seus elementos e criar uma história cativante e emocionante. A série foge dos padrões heteronormativos logo ao mostrar uma família formada por um casal queer com cinco filhos (um de um relacionamento anterior de uma das mães, um casal de gêmeos legalmente adotados e um casal de irmãos acolhidos pelo casal através do sistema de "foster care" [acolhimento familiar] americano). Do relacionamento homoafetivo a aceitação de gênero, The Fosters em nenhum momento tem medo de trabalhar tabus e explora, principalmente, as questões utilizando seu extremamente competente elenco adolescente. Embora é quase certo que você vai criar antipatia pelo Brandon, o filho mais velho, o seu amor por Jude, o carisma de Mariana (que tem uma jornada de crescimento bem bacana) e as relações familiares vão fazê-lo esquecer desse empecilho. Como diz Lena Foster em um dos diálogos mais emblemáticos da série, "DNA doesn't make family, love does" ["DNA não faz uma família, o amor sim"], e você também vai se sentir acolhido e parte dos Fosters.


É isso, pessoal! Boa maratona. Contem nos comentários se já assistiram alguma dessas séries (também aceito recomendações).